João Mosco

João Mosco (em grego: Ιωάννης Μόσχος; em latim: Joannes Moschus - ca. 550 - 619), nome que deriva do em grego clássico: ὁ τοῦ Μόσχου; romaniz.: ho tou Moschoutrad.: “"filho de Mosco"”, foi um monge bizantino e um escritor asceta.

João Mosco
Nascimento 550
Damasco (Império Bizantino)
Morte 619 (68–69 anos)
Roma
Cidadania Império Bizantino
Ocupação hagiógrafo, escritor
Religião cristianismo ortodoxo

BiografiaEditar

João nasceu por volta de 550, provavelmente em Damasco e foi chamado de "abstêmio" (ho eukratas). Ele viveu, na sequência, no mosteiro de são Teodósio (hoje Deir Dosi) em Jerusalém, entre os eremitas no vale do Jordão e na Nova Laura de São Sabé, a sudeste de Belém.

Por volta de 578 d.C., ele foi ao Egito com Sofrônio (futuro Patriarca de Jerusalém) e chegou até o Grande Oásis. Depois de 583 d.C., ele foi até o Monte Sinai e lá passou dez anos na Laura dos aeliatae. Em seguida, ele visitou os mosteiros perto de Jerusalém e do Mar Morto. Em 604 d.C., ele foi até Antioquia, mas retornou ao Egito em 607 d.C. Em seguida ele foi para Chipre e, em 614 - 615 d.C., para Roma, onde morreu, em 619 d.C.

Em seu leito de morte, ele pediu à Sofrônio que o enterrasse, se possível, no Monte Sinai ou, caso não, no mosteiro de São Teodósio, em Jerusalém. Como o Sinai fora recentemente invadido pelos árabes, ele acabou sendo sepultado no mosteiro.

ObrasEditar

Ele é o autor de uma das mais antigas obras hagiográficas, chamada "Leimon" (Pratum spirituale - "Prados espirituais"), algumas vezes abreviada como "Prat.Spirit". Nela, ele narra suas experiências pessoais com os ascetas que encontrou durante as suas viagens e repete as suas histórias edificantes que estes mesmos ascetas contaram para ele.

Ainda que a obra esteja livre de discriminação crítica e repleta de milagres e visões extáticas, ela nos dá uma visão clara das práticas do monasticismo oriental, contém importantes informações sobre os cultos e cerimônias religiosas da época e nos apresenta numerosas heresias que ameaçavam a igreja no oriente.

Ela foi publicada pela primeira vez por Frontom du Duc no Auctarium biblioth. patrum,, I (Paris, 1624), 1057-1159. Uma outra edição, melhor, foi editada por Cotelier em sua Ecclesiae Graecae Monumenta, II (Paris, 1681), reeditada por Migne em sua Patrologia Graeca. LXXXVII, III, 2851-3112. Uma tradução latina, por Ambrose Traversari, foi editada por Migne, em P.G. LXXIV, 121-240).

Em conjunto com Sofrônio, Mosco escreveu uma biografia de João, o Esmoleiro, um fragmento da qual está preservado no primeiro capítulo de "Vita S. Joanni Eleemosynarii", por Leôncio de Neápolis, sob o nome de Simeão Metafrastes (P.G., CXIV, 895-966).

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