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Joachim Neander
Nascimento 1650
Bremen
Morte 31 de maio de 1680 (30 anos)
Bremen
Cidadania Alemanha
Ocupação compositor, escritor, teólogo, autor de hinos
Movimento estético música barroca
Causa da morte tuberculose

Joachim Neander (Bremen, 1650 – Bremen, 31 de maio de 1680) foi teólogo reformado (calvinista), poeta e compositor de música sacra alemão.

BiografiaEditar

Era originário de uma família de eclesiásticos que transformou seu nome alemão, Neumann, em grego, Neander, seguindo a moda da sua época. Ele estudou teologia reformada em Bremen mas nunca foi ordenado pastor. Trabalhou como pedagogo em Heidelberg e Frankfurt am Main, onde conheceu o teólogo Philip Jacob Spener, criador do Collegia pietatis e do movimento pietista.[1]

 
A Janela Alta (Hohe Fenster) na igreja de São Martinho, em Bremen, mostrando Neander como organista.

Em 1674 tornou-se professor de latim e assistente de pastor em Düsseldorf. Enquanto vivia lá, gostava de ir a um local situado no vale do rio Düssel, buscando a inspiração para seus poemas na natureza. Ali também costumava organizar encontros e cultos muito concorridos. O lugar, que ficou conhecido como Neanderthal (em alemão contemporâneo, Neandertal, que significa "Vale de Neander"), tornar-se-ia famoso a partir de 1856, quando ali foram encontrados os restos do chamado homem de Neanderthal.

Aparentemente, a pregação pietista de Neander acabaria por lhe causar problemas com os líderes da igreja reformada de Düsseldorf. Acusado de promover o separatismo,[1] em 1679 ele retorna a Bremen, onde morreria pouco depois, aos 30 anos, em consequência de tuberculose, no dia 31 de maio de 1680. No último ano de sua vida, Neander compôs o hino Lobe den Herren, den mächtigen König der Ehren ("Louva ao Senhor, o todo-poderoso rei da criação"), presente em inúmeros hinários e base de muitas composições, como as cantatas homônimas de Johann Sebastian Bach e de Axel Bergstedt.[2]

Referências

  1. a b (em alemão) Ökumenisches Heiligenlexikon: Joachim Neander
  2. Vídeo de "Louva ao Senhor", com uma fuga sobre o tema, o próprio hino e um dueto sobre a estrofe 4 do hino.