Joan Bodon
Outros nomes Jean Boudou
Nascimento 11 de dezembro de 1920
Crespin, Francia
Morte 24 de fevereiro de 1975
Larbatache, Algéria
Nacionalidade Francês
Ocupação Poeta e escritor

Joan Bodon, o Jean Boudou em francês, (Crespin, 11 de dezembro de 1920, Larbatache em Algéria, 24 de fevereiro de 1975) foi um novelista francês de língua occitana.

BiografiaEditar

Joan Bodon nasceu em 1920 numa família modesta em Crespin, filho de Ciprian Bodon e de Albania Balsà, parenta em grau longínquo do escritor francês de origem occitana, Honoré de Balzac. Sua escolaridade primária se fez numa vila e depois no curso complementar de Naucelà em 1932. Foi aquele, em que brotou sua vocaçãode escritor e seu interesse pelo occitan, quando descobriu a obra de Justin Besson e sobretudo seu poema, “Do berçário à morte”. A morte de seu avô em 1934, provocou-lhe um traumatismo psicológico intenso, a tal ponto que começar a gaguejar, problema que lhe seguiu a vida toda. Apresentou-se ao concurso de entrada à Escola Normal em Rodés e foi admitido em 1938. Lá, conheceu Calelhon e mais Enric Molin, que quando viram o talento de Bodon, o incitaram a escrever. Em 1940, tornou-se professor, mas no ano seguinte, no tempo que ensinava em Castanet, teve que partir para o Serviço de Trabalho Obrigatório, depois que foi convocado ao Campo da Juventude de Andusa.[1]

As Obras de Joan BodonEditar

Da estética e da ética da Literatura Occitana, chega-se à escrita da modernidade. Traz à cena, o destino muitas vezes trágico da civilização occitana e dos homens, que se mesclam com ela. A universalidade de seus temas se encobre de uma minuciosa descrição da civilização occitana.

Na prosa, é autor do romance: “La Grava sul Camin” – A Pedra no Caminho. O Livro dos Grandes Dias, O livro de Catòia...E os contos de minha casa, os contos de Balsàs (que nos revela da importância do occitana e de sua linhagem ao lado do grande escritor Honoré de Balzac)... É também criador de poesias, muitas vezes, vertidas em canções.

O Livro de Catòia foi traduzido para catalão em 1973 por Artur Quintana e uma edição foi publicada em 2009. O Livro dos Grandes Dias foi traduzido para o catalão em 2015 por Joan-Lluís Lluís (Club Editor, Barcelona). O occitanista catalão Jaume Figueras, que traduziu “Verd Paradis” (Paraíso Verde) de Max Roqueta, começou a trabalhar sobre a tradução dos Contos dels Bassàs, que deverá sair breve.

A Herança de Joan BodonEditar

A obra do Bodon é essencial para a recuperação linguística que se operava no fim do século XX. A língua proposta por Joan Bodon serviu muitas vezes como modelo à língua normativa, e sua frase: “ é sobre as talveras que esta a liberdade”. É, sem dúvida, uma das marcas mais famosas do “occitanismo”, e que inspirou o nome do grupo: “ La Talvera”.

Seus poemas inspiraram em parte, a nova canção occitana, e sobretudo o cancioneiro languedoquiano, Mans de Breich, que foi o primeiro a colocar na música, seus escritos, como na canção: “Los carbonièrs de La Sala” e depois “Alba d'Occitània ont " e “Canta Bodon”. Depois, em 1986, foi estabelecido um prêmio chamado “Prèmi Joan Bodon”, que recompensa uma obra em occitano.

Em 2010, se criou um museu chamado “L´ostal Joan Bodon”, em sua cidade natal, em Crespin.

FontesEditar