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Joana
Marquesa titular de Baden
Imagem em um vitral da Igreja de Saint-Aspais de Melun, na França.
Condessa de Neuchâtel
Reinado 9 de setembro de 15031512

152921 de setembro de 1543
Antecessor(a) Filipe de Hochberg-Sausenberg
Sucessor(a) Francisco III de Orleães-Longueville
Duquesa de Longueville
Reinado 12 de setembro de 15121 de agosto de 1516
Predecessor Francisca de Alençon
Sucessor Maria de Guise
 
Cônjuge Luís I de Orleães-Longueville
Casa Zähringen
Orleães-Longueville (por casamento)
Nascimento 1485
  Neuchâtel (atual Suíça)
Morte 21 de setembro de 1543 (58 anos)
  Époisses, Côte-d'Or, França
Enterro Igreja dos Jacobinos, Dijon, França
Pai Filipe de Hochberg-Sausenberg
Mãe Maria de Saboia
Assinatura Assinatura de Joana

Joana de Hochberg-Sausenberg (em francês: Jeanne, em alemão: Johanna; Neuchâtel, 1485Époisses, 21 de setembro de 1543)[1][2] foi suo jure condessa de Neuchâtel como sucessora de seu pai e duquesa de Longueville pelo seu casamento com Luís I de Orleães-Longueville.

Índice

FamíliaEditar

Joana foi a segunda criança e única filha nascida do marquês Filipe de Hachberg-Sausenberg e de Maria de Saboia. Os seus avós paternos eram o marquês Rodolfo IV de Hachberg-Sausenberg e Margarida de Vienne. Os seus avós maternos eram Amadeu IX, Duque de Saboia e a princesa Iolanda da França.

Ela somente teve um irmãos mais velho, Guilherme, que morreu em 1482.

BiografiaEditar

Com a morte de seu pai, em 9 de setembro de 1503, Joana tornou-se a nova condessa de Neuchâtel. Ela também passou a reivindicar o estado de Baden, contudo, sob testamentos mútuos (confirmados em 1499 pelo imperador Maximiliano I), o marquês Filipe e o marquês Cristóvão de Baden haviam concordado que quem vivesse mais iria herdar as propriedades do outro em Baden. Apesar deste entrave, ela continuou a ostentar o título de marquesa de Baden, mesmo sem ter acesso ao território.

Outras terras reivindicadas pela condessa foram as do Principado de Orange. Seus trisavôs eram Maria, Princesa de Orange e seu marido, João III de Chalon-Arlay, cujo testamento apontava, Alice,[3] bisavó de Joana, como sua herdeira, caso não houvesse propagação da linhagem paterna por parte de seus dois filhos homens, o que de fato ocorreu.

Após um longo processo, em 20 de novembro de 1553, mais de dez anos após a morte da condessa, foi decidido em julgamento que Guilherme I, Príncipe de Orange devolvesse a posse do principado aos descendentes de Joana. Porém, ele não o fez.

No dia 3 de novembro de 1504, Joana casou-se com o futuro duque Luís I de Orleães-Longueville, passando a governar junto a ele. Ele era filho de Francisco I de Orleães-Longueville, conde de Dunois e governador da Normandia e de Inês de Saboia.

Em 1512, Neuchâtel foi ocupado pela Antiga Confederação Helvética, devido a posição política favorável ao franceses de Luís, a qual era considerada uma ameaça de segurança para a organização. A condessa esteve envolvida nas negociações com os cantões suíços para o término da ocupação e ganhar acesso ao país. Quando ficou viúva, em 1516, a sua posição melhorou, e em 1529, a invasão foi descontinuada, e Joana pôde voltar a reinar.

Joana faleceu no dia 21 de setembro de 1543, na cidade de Époisses, com aproximadamente 58 anos de idade. Foi enterrada na Igreja dos Jacobinos, em Dijon.

DescendênciaEditar

  • Cláudio de Orleães (1507 – 9 de novembro de 1524), foi duque de Longueville, morto no Cerco de Pávia. Não se casou e nem teve filhos;
  • Luís II de Orleães-Longueville (5 de junho de 1510 – 9 de junho de 1537), duque de Longueville, foi o primeiro marido de Maria de Guise, com quem teve dois filhos;
  • Carlota de Orleães (1 de novembro de 1512 – 8 de setembro de 1549), foi esposa de Filipe de Saboia, Duque de Nemours, com quem teve dois filhos;
  • Francisco de Orleães (11 de março de 1513 – 25 de outubro de 1548), conde de Neuchâtel como sucessor de sua mãe. Foi casado com Jaqueline de Rohan, com quem teve dois filhos.
 
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Referências