Joana de Kent

Joana de Kent (em inglês: Joan; Palácio de Woodstock, 29 de setembro de 1328 – Castelo de Wallingford, 7 de agosto de 1385), foi suo jure Condessa de Kent e Princesa de Gales através do seu casamento com Eduardo, o Príncipe Negro. Ficou conhecida como a "Bela Donzela de Kent". Ela era a mãe do rei Ricardo II de Inglaterra.

Joana de Kent
Princesa de Gales e da Aquitânia
Condessa de Salisbury
4° Condessa de Kent
5° Baronesa Wake de Liddell
Reinado 13521385
 
Cônjuge Tomás Holland, 1.º Conde de Kent
Guilherme de Montagu, 2.º Conde de Salisbury
Eduardo, o Príncipe Negro
Descendência Edmundo Holland
Tomás Holland, 2.º Conde de Kent
João Holland, 1.º Duque de Exeter
Joana Holland, Duquesa da Bretanha
Matilde Holland, Condessa de Ligny
Eduardo de Angoulême
Ricardo II de Inglaterra
Casa Plantageneta
(por nascimento/casamento)
Nascimento 29 de setembro de 1328
  Palácio de Woodstock, Oxfordshire, Inglaterra
Morte 7 de agosto de 1385 (56 anos)
  Castelo de Wallingford, Berkshire, Inglaterra (atualmente Wallingford, Oxfordshire)
Enterro Stamford, Lincolnshire, Inglaterra
Pai Edmundo de Woodstock, 1.º conde de Kent
Mãe Margarida Wake, 3.ª Baronesa Wake de Liddell

BiografiaEditar

Joana nasceu como a filha mais nova de Edmundo de Woodstock, 1.º conde de Kent, filho do rei Eduardo I de Inglaterra, e de Margarida Wake, 3.ª Baronesa Wake de Liddell. O seu pai foi um homem ambicioso e envolvido na política interna do país, acabando em conflito aberto com a cunhada Isabel de França por apoiar Eduardo II, rei deposto e seu meio-irmão mais velho. Esta fidelidade fraternal custou-lhe a vida e Edmundo foi executado por traição. Joana, sua mãe e irmãos foram no entanto educados na corte, sob a protecção de Filipa de Hainault, rainha consorte de Eduardo III de Inglaterra.

Com cerca de doze anos, Joana casou clandestinamente com Tomás Holland. O segredo foi bem guardado, a ponto de, no ano seguinte enquanto Holland se encontrava no estrangeiro, Joana ser oficialmente casada pela família com Guilherme Montacute, Conde de Salisbury. A situação de poligamia manteve-se durante uns anos, até Holland regressar e exigir a mulher de volta à família e ao Papa. A reacção de Salisbury foi transformar Joana numa prisioneira, o que não ajudou na decisão do caso. O Papa acabou por anular o segundo casamento e Joana foi devolvida a Tomás Holland, com quem viveu os onze anos seguintes.

Como viúva de 32 anos, Condessa de Kent por seu próprio direito desde a morte do irmão mais velho em 1353, Joana era considerada um excelente partido. Entre os pretendentes encontrava-se o herdeiro da coroa Eduardo, Príncipe de Gales, seu primo e amigo de infância, apaixonado por ela há anos, segundo variadas fontes. Apesar de não obter a aprovação do pai, Eduardo casou com Joana em 1361 ignorando todas as ordens de proibição. O incidente custou-lhe uma zanga com o rei e um desterro não oficial para o Ducado da Aquitânia. No continente, Joana e Eduardo tiveram dois filhos: Eduardo, que morreu jovem, e o futuro Ricardo II de Inglaterra.

O casal regressou a Inglaterra em 1371, mas não de cabeça erguida. As finanças de Eduardo estavam arruinadas pelas campanhas militares em Castela e a sua saúde piorava de dia para dia. Joana ficou viúva de novo no ano seguinte, mas desta vez com o estatuto de rainha mãe. Em 1385 Joana de Kent morreu ao castelo de Wallingford enquanto tentava mediar uma crise entre os seus filhos Ricardo II e João Holland.

AncestraisEditar


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Referências

 
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