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Joaquim Egídio de Sousa Aranha
Joaquim Egídio de Sousa Aranha
Dados pessoais
Nascimento 19 de março de 1821
Campinas, SP,  Brasil
Morte 19 de maio de 1893 (72 anos)
São Paulo, Brasil
Profissão proprietário rural, cafeicultor, político

Joaquim Egídio de Sousa Aranha,[1] primeiro e único barão, conde, visconde e marquês de Três Rios, (Campinas, 19 de março de 1821São Paulo, 19 de maio de 1893) foi um proprietário rural, cafeicultor e político brasileiro. Em 1876, passou a residir em São Paulo. Foi Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fez generosos donativos às instituições de caridade. Foi Presidente da Companhia Paulista, construtora da Estrada de Ferro Jundiaí a Campinas. Foi também um dos fundadores do Banco Comércio e Indústria de São Paulo. [2]

Índice

Vida públicaEditar

Membro proeminente do Partido Liberal, o qual chefiou, tendo sido eleito vereador na Câmara Municipal de Campinas, nos triênios de 1849 a 1852, 1857 a 1860 e 1873 a 1876, presidindo a edilidade nesta última legislatura.

Eleito por diversas vezes deputado provincial por São Paulo, tendo ocupado a presidência da Província de São Paulo por três períodos, de 7 de dezembro de 1878 a 12 de fevereiro de 1879, de 4 de março a 7 de abril de 1881, e de 5 de novembro de 1881 a 7 de janeiro de 1882.

FamíliaEditar

Filho de Francisco Egídio de Sousa Aranha[3] e de sua prima Maria Luzia de Sousa Aranha[4], viscondessa de Campinas, proprietários (por herança de Joaquim Aranha Barreto de Camargo) do Engenho e Fazenda Mato Dentro, antiga Sesmaria em Campinas. Irmão gêmeo do tenente-coronel José Egídio de Sousa Aranha[5] (que foi casado em primeiras núpcias com Maria Luísa Pereira de Queirós,[6] e em segundas, com Antonia Flora Pereira de Queirós[7] e que recusou receber o título de barão de Campinas que lhe foi oferecido). Foi também irmão de Ana Teresa de Sousa Aranha,[8] que foi casada com seu primo Manuel Carlos Aranha,[9] Barão de Anhumas, não tendo se tornado baronesa consorte de Anhumas, por ter falecido antes da concessão do título, tendo sido a baronesa a segunda espôsa, Blandina Augusta de Queirós Aranha[10]. Também foi sua irmã, Libânia de Sousa Aranha,[11] que foi casada com seu primo Joaquim Policarpo Aranha, barão de Itapura.

Casou-se em primeiras núpcias, em 30 de novembro de 1842, com Ana Francisca de Pontes (viúva do capitão Antônio José da Silva), nascida em Campinas, em 1822 onde faleceu em 16 de agosto de 1875, sendo filha de José Pereira de Pontes e Cecília Barbosa de Almeida. Casou-se em segundas núpcias, em São Paulo, em 19 de fevereiro de 1876, com Maria Hipólita dos Santos Silva, nascida em 2 de janeiro de 1824 e falecida em 19 de outubro de 1894, viúva de Amador Rodrigues de Lacerda Jordão, barão de São João do Rio Claro, e filha de José Joaquim dos Santos Silva, barão de Itapetininga.

Faleceu o Marquês de Três Rios a 19 de maio de 1893, em São Paulo, sendo sepultado no Cemitério do S.S. Sacramento. A Marquesa pouco tempo sobreviveu ao marido, pois, também faleceu na Capital do Estado, sendo sepultada no Cemitério da Consolação, não deixando geração.[12]

Deixou o Marquês uma das maiores fortunas de São Paulo. Ao falecer deixou 15 netos como herdeiros, tendo seus dois filhos do primeiro casamento, já falecido. Houve descendência, três filhos, apenas do primeiro casamento:

  • Carlos Egídio de Souza Aranha[13](nascido em 1843), que se casou com Maria Angela de Moraes Bueno (nascida em 1851), tendo por filhos, Joaquim Egidio de Souza Aranha[14] (nascido em 1867), que se casou com Analia Ferreira de Camargo, Carlos de Souza Aranha (nascido em 1868), Candido Egydio de Souza Aranha (nascido em 1869), Zulmira Adelaide de Souza Aranha (nascida em 1871).
  • Brasilia Augusta de Sousa Aranha[15] (nascida em 1846), que se casou com João Franco de Andrade, sendo seus filhos, Octaviano Franco de Andrade, Alfredo Franco de Andrade, Clodomiro Franco de Andrade, Maria Franco de Andrade, Lauro Franco de Andrade, João Franco de Andrade, America Franco de Andrade.
  • Amelia Aureliana de Sousa Aranha[16] (nascida em 1847).

PropriedadesEditar

Foi riquíssimo proprietário urbano e rural, destacando-se a Fazenda Sertão, antiga sesmaria adquirida em 1885, no município de Campinas, como outras que possuiu, como a Fazenda Vista Alegre, a Fazenda Pinheiros e também a Fazenda Santa Gertrudes, esta no município de Rio Claro [17].

O Solar do Marquês de Três Rios, na cidade de São Paulo, foi onde recebeu a família imperial, o Conde d'Eu, a Princesa Isabel e três filhos que hospedou. Construido entre os anos de 1850 e 1860, posteriormente, foi adaptado como séde da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1894. O prédio foi demolido em 1928, bastante danificado por ter sofrido bombardeios durante a Revolução de 1924. [18] [19].

Em Campinas, no Solar do Largo da Catedral, também foram recebidos, a princesa imperial D. Isabel de Bragança, seu marido e os filhos do casal, em 1884.[20]

Teve ainda residência em São Paulo, na Rua do Carmo, nº 18, esquina com a Rua Santa Thereza.

ArmasEditar

 
Armas do Marquês de Três Rios, as mesmas da Família Aranha

Armas: as da Família Aranha: de azul ultramarino, com asna de vermelho, perfilada de prata, carregada em chefe de um escudete de prata, com uma banda de vermelho, sobrecarregada de três aranhas de negro, a asna acompanhada de três flores-de-lis de ouro. Timbre: uma flor-de-lis do escudo.

Títulos e homenagensEditar

Foi Barão, Visconde, Conde e Marquês de Três Rios.

  • Título de Barão, em 10 de agosto de 1872.
  • Elevado a Visconde em 19 de julho de 1879.
  • Conde em 19 de julho de 1880.
  • Marquês em 7 de maio de 1887 (D.Pedro II).

Era grã-cruz da Imperial Ordem de Cristo. Oficial da Ordem da Rosa.

Homenageado em São Paulo, com a Rua Três Rios, região onde ficava seu antigo Solar, e na cidade de Campinas com a Rua Marquês de Três Rios.

Em sua homenagem foi batizado um distrito de Campinas, Joaquim Egídio.

Precedido por
João Batista Pereira
Presidente da província de São Paulo
1878 — 1879
Sucedido por
Laurindo Abelardo de Brito
Precedido por
Laurindo Abelardo de Brito
Presidente da província de São Paulo
1881
Sucedido por
Florêncio Carlos de Abreu e Silva
Precedido por
Florêncio Carlos de Abreu e Silva
Presidente da província de São Paulo
1881 — 1882
Sucedido por
Manuel Marcondes de Moura e Costa

Notas e referências

  1. Pela grafia original, Joaquim Egydio de Souza Aranha
  2. Jornal Brasileiro de Cultura - Joaquim Egydio de Souza Aranha
  3. Pela grafia original, Francisco Egydio de Souza Aranha
  4. Pela grafia original, Maria Luzia de Souza Aranha
  5. Pela grafia original, José Egydio de Souza Aranha
  6. Pela grafia original, Maria Luiza Pereira de Queiroz
  7. Pela grafia original, Antonia Flora Pereira de Queiroz
  8. Pela grafia original, Anna Thereza de Souza Aranha
  9. Pela grafia original, Manoel Carlos Aranha
  10. Pela grafia original, Blandina Augusta de Queiroz Aranha
  11. Pela grafia original, Libânia de Souza Aranha
  12. jbcultura - Marquês de Tres Rios
  13. Pela grafia original, Carlos Egydio de Souza Aranha.
  14. Pela grafia original, Joaquim Egydio de Souza Aranha
  15. Pela grafia original, Brasilia Augusta de Souza Aranha
  16. Pela grafia original, Amelia Aureliana de Souza Aranha
  17. Fazenda Santa Gertrudes
  18. Solar Marquês de Três Rios
  19. Rua Três Rios
  20. Princesa Isabel hospeda-se na casa de Joaquim Egydio de Souza Aranha

Leituras adicionaisEditar

  • ZUQUETE, Afonso Eduardo Martins. Nobreza de Portugal e do Brasil. Editorial Enciclopédia Ltda., Lisboa-Rio de Janeiro, 1961, pág.727
  • PUPO, Celso Maria de Mello. Campinas, Município do Império. São Paulo. Editora Impoe, 1983
  • PIRES, Mario Jorge: Sobrados e Barões da Velha São Paulo. Editora Manole, 2006, pág.73
  • HOMEM, Maria Cecília Naclério. O Palacete Paulistano e outras formas urbanas de morar da elite cafeeira. Editora Martins Fontes, 2010, pág.75
  • A Nobreza Brasileira de A a Z. [1]
  • AMARAL, Antônio Barreto do. Dicionário de História de São Paulo. Imprensa Oficial. Coleção Paulística, volume XIX. São Paulo, 2006, pág.62
  • INSTITUTO CULTURAL SERGIO FADEL. Fazendas do Império. Edições Fadel, 2010, pág.148
  • BOTELHO, Cândida Maria de Arruda. Fazendas Paulistas do Ciclo do Café (1756 - 1928). Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1984, pág.55
  • MARTINS, Ana Luiza. História do Café. Editora Contexto, 2008.
  • O Marquês de Três Rios e o crédito na economia cafeeira -1821 - 1893 [2]
  • Campinas de Antigamente: Personalidades
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