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Joaquim de Figueiredo Correia
Deputado federal do Ceará
Período 1 de fevereiro de 1975
até 31 de janeiro de 1976
Deputado estadual do Ceará
Período 19471951
Dados pessoais
Nascimento 4 de novembro de 1920}
Várzea Alegre CE
esposa Yvonette Vieira de Figueiredo Correia
Partido MDB
Profissão advogado
linkWP:PPO#Brasil

Joaquim de Figueiredo Correia (Várzea Alegre, 4 de novembro de 1920Fortaleza, 16 de junho de 1981) foi um advogado e político brasileiro.[1][2][3]

VidaEditar

Joaquim de Figueiredo Correia nasceu no município de Várzea Alegre no Ceará pertencente a região do Cariri no dia 4 de novembro de 1920, filho de José Correia Lima e de Maria Figueiredo Correia. Foi também proprietário agrícola e pecuarista. Era casado com dona Yvonette Vieira de Figueiredo Correia com quem teve seis filhos: Ângela, Francisco José (também deputado), Anamaria, Figueiredo Junior, Cecília e Adriana. Um fato curioso é que o mesmo faleceu em pleno exercício do mandato na capital do estado em Fortaleza, quando foi anunciada a sua morte em sua cidade natal, um clima de tristeza e dor tomou conta dos moradores, eleitores, parentes e amigos que tinham nele afeição e respeito. Figueredo Correia Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Ceará em 1950 tornando-se um dos renomados advogados do Ceará.

Deputado EstadualEditar

Iniciou sua carreira política no pleito de janeiro de 1947, quando foi eleito deputado estadual no Ceará na legenda do Partido Social Democrático (PSD), assumindo o mandato em março do mesmo ano. Em 1950 em outubro, foi reeleito para a Assembléia Legislativa de seu estado. Obteve novas reeleições nos pleitos de outubro de 1954 e de 1958, sempre na legenda do PSD.

Durante sua permanência na Assembleia Legislativa do Ceará foi líder da bancada de seu partido, membro da mesa e integrante das comissões de Justiça e de Finanças. Participou também do Conselho de Assistência Técnica aos Municípios e, no período de 1959 a 1962, licenciou-se para ocupar o cargo de secretário de Educação e Saúde, durante o governo de José Parsifal Barroso. Nessa época foi, ainda, presidente do Conselho Estadual de Educação.

Joaquim de Figueredo Foi um autêntico representante de sua terra no parlamento, tendo trabalhado desde a restauração do regime constitucional, em 1945, até o momento em que não lhe foi mais possível trabalhar, em consequência de uma forte enfermidade que lhe tirou a vida aos 60 anos de idade. Registros mostram que honrosamente ocupou pelo menos uma vez, no período de 1947 a 1951, uma cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará, tendo sido, também, deputado federal (de 1975 a 1979).

Deputado FederalEditar

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Nessa legenda foi eleito Deputado Federal por seu estado o Ceará no pleito de novembro de 1966, assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1967. Em março desse mesmo ano tornou-se vice-líder de seu partido, atuando ainda nessa legislatura como membro das comissões de Orçamento e Justiça da Câmara. Licenciou-se de seu mandato para concorrer ao Senado pelo Ceará em novembro de 1970, na legenda do MDB, sendo derrotado por Virgílio Távora e Wilson Gonçalves, ambos da Aliança Renovadora Nacional (Arena). Retornando à Câmara por um breve período, deixou-a em janeiro de 1971, ao concluir o mandato.

Novamente eleito deputado federal pelo Ceará em novembro de 1974 na legenda do MDB, voltou a ocupar uma cadeira na Câmara em fevereiro de 1975. Em abril seguinte foi mais uma vez escolhido vice-líder da bancada de seu partido na Câmara dos Deputados, participando também nessa legislatura, como membro efetivo, da Comissão de Educação e Cultura e, como suplente, da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Reeleito em novembro de 1978, ainda na legenda do MDB, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se inicialmente ao Partido Popular (PP), passando, logo depois, para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nessa legislatura foi membro da Comissão do Interior.

Vice-governador do CearáEditar

No pleito de outubro de 1962 foi eleito vice-governador do Ceará na chapa encabeçada por Virgílio Távora, com o apoio de uma coligação que englobara o PSD, a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Essa coligação foi formada para evitar a vitória de uma aliança oposicionista que havia sido organizada sob a liderança do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em fevereiro de 1963 tomou posse em seu novo cargo, exercendo o governo de forma interina por várias vezes ao longo do mandato. Figueredo Correia ao assumir o cargo de vice-governador ao mesmo ele enchia de orgulho os habitantes de Várzea Alegre, pois naquela época era motivo de muita alegria, até hoje Correa é considerado um dos políticos mais influentes de seu tempo.

Chegou a ter também seu nome cogitado para concorrer ao governo do estado do Ceará nas eleições de novembro de 1982. 

Referências