Abrir menu principal
Jorge Coelho
Ministro(a) de Portugal Portugal
Período XIV Governo Constitucional
  • Ministro do Equipamento Social
  • Ministro da Presidência
  • Ministro de Estado
Dados pessoais
Nascimento 17 de julho de 1954 (65 anos)
Viseu, Viseu Ocidental
Partido Partido Socialista

Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho (Viseu, Viseu Ocidental, 17 de julho de 1954) é um gestor e político português.

BiografiaEditar

Nasceu às 21 horas e 30 minutos, filho de Jorge Francisco Almeida Coelho, de 30 anos de Mangualde, Santiago de Cassurrães, e de sua mulher Rosa Sacadura de Almeida, de Mangualde. Mesquitela, de 26 anos, moradores no lugar de Contenças-Gare. neto paterno de Raul de Abrantes Coelho e de sua mulher Isaura de Almeida e neto materno de José Domingos de Almeida e de sua mulher Maria Elisa Sacadura.

Criado em Gare, uma pequena aldeia de Contenças, no concelho de Mangualde, estudou no Colégio de Santa Maria e São José daquela cidade. O avô, Raul Coelho, apoiante do Estado Novo, chegou a integrar as listas da União Nacional.

Estudante de engenharia na Universidade de Coimbra, Jorge Coelho militou na extrema-esquerda antes e depois da revolução de 1974-1975. Após a Revolução de 25 de abril foi um dos militantes fundadores da União Democrática Popular.

Casou civilmente na 10.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, a 22 de Agosto de 1975, com Fortunata Cecília Fernandes da Silva Seixas Coelho.

Integrou o Secretariado de Apoio ao Processo Eleitoral (STAPE), que conciliou com os estudos académicos que prosseguiu em Lisboa, na Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas, no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa.

Filiou-se no Partido Socialista em 1982.

Nesse mesmo ano é nomeado chefe do gabinete do Secretário de Estado dos Transportes do IX Governo Constitucional, Francisco Murteira Nabo (1983-1985).

A experiência executiva seguinte foi em Macau, onde foi chefe do gabinete do Secretário de Estado Adjunto dos Assuntos Sociais, Educação e Juventude de Macau (1988-1989) e, já em funções governativas na mesma região, no cargo de Secretário Adjunto para a Educação e Administração Pública (1989-1991).

Após o regresso a Portugal foi o “homem da máquina” socialista. Muito próximo de António Guterres, teve uma participação activa na eleição de Guterres para Secretário-Geral do Partido Socialista, em eleições ganhas a Jorge Sampaio. Depois, Jorge Coelho assegurou toda a estrutura que montou a campanha eleitoral vitoriosa do PS nas eleições Legislativas de 1 de Outubro de 1995.

Dez anos depois, o Partido Socialista regressou ao estatuto de partido maioritário na Assembleia da República e com o líder a ser Primeiro-Ministro. Nas eleições Legislativas seguintes, em 10 de outubro de 1999, o PS voltou a ganhar António Guterres como líder do PS e Durão Barroso como líder do PSD) com a situação insólita de alcançar 115 deputados, exactamente metade do número de deputados da Assembleia da República. Também nestas eleições, Jorge Coelho assumiu o papel de líder da organização da campanha eleitoral.

No primeiro Governo liderado por António Guterres, o XII Governo, com posse a 28 de Outubro de 1995, Jorge Coelho assumiu o cargo de Ministro-adjunto de António Guterres.

Na remodelação de 25 de novembro de 1997, acumulou o cargo de Ministro-Adjunto com o de Ministro da Administração Interna.

Das iniciativas tomadas como Ministro-Adjunto destaca-se a criação das Lojas do Cidadão. Em conjunto com o seu secretário de Estado da Administração Pública, Fausto Correia lançam em Portugal o conceito de Loja do Cidadão, cedntro de atendimento de várias entidades públicas, agregando e ligando serviços num só espaço.

No XVI Governo, após as eleições Legislativas de 1999, Jorge Coelho tomou posse dos cargos de Ministro da Presidência e Ministro do Equipamento Social (Obras Públicas).

Na remodelação de 14 de setembro de 2000, Jorge Coelho manteve o cargo de Ministro do Equipamento Social e deixou o de Ministro da Presidência para passar a Ministro de Estado.

Na sequência da queda da ponte de Entre-os-Rios, Castelo de Paiva, em 4 de Março de 2001, onde morreram 59 pessoas, Jorge Coelho pediu a demissão do Governo,[1] “«assumindo a responsabilidade política» pelo acidente e que «não ficaria bem com a minha consciência se não o fizesse». A sua última decisão no cargo foi pedir um inquérito porque «a culpa não pode morrer solteira».”

Foi substituído, em 10 de março de 2001, por Ferro Rodrigues no cargo de Ministro do Equipamento Social.

Após a saída do Governo, Jorge Coelho continuou a assumir um papel central no PS e coordenou ainda a campanha[ligação inativa][2] eleitoral das eleições Legislativas de 20 de Fevereiro de 2005, onde o PS conseguiu a sua primeira maioria absoluta, e também das autárquicas de Outubro de 2005.

Em Novembro de 2006 renunciou ao mandato de deputado e abandonou todos os cargos partidários para se dedicar à actividade profissional.

Foi administrador da CONGETMARK, professor convidado da cadeira de Comunicação Pública e Política no Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM) e consultor. Exerceu apenas um cargo público, de conselheiro de Estado. Em 15 de junho de 2009, após pedido de renuncia[ligação inativa][3] feito em 2008, Jorge Coelho foi substituído no Conselho de Estado por Gomes Canotilho.

Em 2016 Jorge Coelho funda a Queijaria Vale da Estrela, situada em Mangualde, muito próximo de Contenças, onde nasceu. A empresa dedicar-se-á à produção de queijos Serra da Estrela, tendo, segundo a imprensa, formalizados acordos com os grupos SONAE, Jerónimo Martins e El Corte Ingles, logo que esteja concluído o processo de certificação DOP (Denominação de Origem Protegida)[4].

A renúncia ao cargo de membro do Conselho e Estado, em 2008 teve lugar quando do convite para o cargo de CEO[5] do Grupo Mota-Engil. Antes, Jorge Coelho realizou para o Grupo Mota-Engil o plano estratégico do grupo entre 2009 e 2013, designado ”Ambição 2013”.

Ao assumir este cargo também deixou de ser comentador no programa Quadratura do Círculo, na SIC Notícias. Posteriormente, em Março de 2013, voltou a ser comentador no mesmo canal.

Antes de ingressar no Governo de António Guterres em 1995, segundo a declaração de IRS apresentada ao Tribunal Constitucional Jorge Coelho teve um rendimento bruto de 41.233€00 e em 2009, 3 anos após ter renunciado a todos os cargos políticos e partidários, apresentou um rendimento anual de 702.758€00[6].

Segundo o jornal Expresso é membro da Maçonaria[7].

Funções governamentais exercidasEditar

Condecorações[8]Editar

Referências

  1. Jorge Coelho demite-se, Guterres aceita, em TSF.com, 5 de Março de 2001.
  2. Jorge Coelho: PS vai dar tudo por tudo para ganhar com maioria absoluta[ligação inativa], em Público.com, 13 de Dezembro de 2004.
  3. Jorge Coelho abandona Conselho de Estado e deverá ser substituído por Gomes Canotilho[ligação inativa], em Público.com, 11 de Abril de 2008.
  4. Visão
  5. Jorge Coelho é o novo CEO da Mota-Engil, em Diário Económico.com, 14 de Abril de 2008.
  6. António Sérgio Azenha (Jornalismo), Carlos Paes e Jaime Figueiredo (Infografia) (13 de outubro de 2011). «Veja os rendimentos de 15 políticos portugueses antes e depois de passarem pelo Governo». Expresso. Consultado em 5 de Agosto de 2013. Arquivado do original em 22 de outubro de 2013 
  7. «Mais de 80 maçons em cargos influentes, Expresso, 12 novembro 2011». Consultado em 7 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 27 de junho de 2014 
  8. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 26 de fevereiro de 2015 
Precedido por
Luís Marques Mendes
Ministro adjunto
XIII Governo Constitucional
1995 – 1997
Sucedido por
José Sócrates
(como Ministro Adjunto do Primeiro-ministro)
Precedido por
Alberto Costa
Ministro da Administração Interna
XIII Governo Constitucional
1997 – 1999
Sucedido por
Fernando Gomes
Precedido por
João Cravinho
(como ministro do Equipamento,
do Planeamento e da Administração do Território)
Ministro do Equipamento Social
XIV Governo Constitucional
1999 – 2001
Sucedido por
Eduardo Ferro Rodrigues
Precedido por
Cargo vago
Anterior incumbente:
António Vitorino
(1995–97)
Ministro da Presidência
XIV Governo Constitucional
1999 – 2000
Sucedido por
Guilherme d'Oliveira Martins
  Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
  Este artigo sobre um político é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
  Este artigo sobre Maçonaria é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.