Abrir menu principal

Wikipédia β

José Adalberto Coelho Alves

Adalberto Alves (18 de Julho de 1939) é poeta, escritor, ensaísta, arabista, historiador, conferencista e jurista português.

Adalberto Alves
Nome completo José Adalberto Coelho Alves
Nascimento 18 de julho de 1939
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Poeta, escritor, ensaísta, arabista, historiador, conferencista e jurista
Prémios Prémio Internacional Sharjah 2008

Foi premiado com o Prémio Internacional Sharjah para a Cultura Árabe, em 2008, da UNESCO.

Antes do 25 de Abril de 1974 fez activa oposição ao regime salazarista e advogou no Tribunal Plenário, em defesa de presos políticos, tendo-lhe sido vedado, até ao 25 de Abril, o acesso à Função Pública.

Índice

BiografiaEditar

Adalberto Alves nasceu e foi criado em Lisboa, apesar das ligações afectivas ao Minho (S. Miguel de Fontoura), terra de seu pai, e ao Alentejo (Beja), terra de sua mãe.

Embora de origem modesta, seus pais proporcionaram-lhe os meios de, após os estudos secundários no Liceu Nacional de Camões, ingressar na Universidade Clássica de Lisboa, onde se licenciou em Direito.

Desde muito cedo, os seus interesses centraram-se em paixões diversas: a Música, as Ciências Naturais, a Poesia, o Cinema e a Filosofia, tentando abrir caminho em cada um desses campos, com desiguais resultados. Na Música, depois de breve iniciação nos estudos de violino, com Adolfo Clandé, no Conservatório Nacional, passou à Guitarra clássica, com António Vinagre na Escola de Guitarra de Duarte Costa. Mais tarde foi tenor-solista em vários coros, nomeadamente no da Academia de Amadores de Música, sob a direcção de Fernando Lopes-Graça, para quem escreveu o libreto de uma ópera, "D. Sebastião", que este deixou inacabada. Escreveu também as letras para um projectado último disco de Amália, sobre música de Alain Oulman, que, por doença da artista, já não chegou a ser gravado.

Como naturalista, manteve, até hoje, a sua investigação própria, alternando as observações de campo com a participação em associações ecologistas, como o "Grupo Lobo", a Liga para a Protecção da Natureza e a “Associação Portuguesa para o Direito do Ambiente”. No cinema, chegou a frequentar um Curso de Realização orientado por António da Cunha Telles.

Na Poesia e Dramaturgia começou cedo: naquela aos treze anos, e nesta aos dezasseis, influenciado pela estética dos Angry Young Men de que era líder principal John Osborne. A inquietação espiritual leva-o a embrenhar-se profundamente nas sagezas do Extremo-Oriente.

Depois de outras ocupações, passa a viver exclusivamente da Advocacia. Ingressa mais tarde nos quadros do Banco Pinto & Sotto Mayor, onde virá a desempenhar as funções de Director dos Serviços Jurídicos. Chega a representar os interesses do Estado Português nos tribunais da África do Sul e intervém em alguns processos judiciais de grande repercussão pública.

Retoma a escrita e publica, em 1979, o seu primeiro livro de poesia, na colecção Unicórnio da Editora Arcádia.

Em princípios dos anos 1980, dedica-se ao estudo da Civilização Árabe e começa, na Universidade Nova de Lisboa, a aprender os rudimentos da respectiva língua, não mais deixando de estudar e investigar nesse campo.

Vive, desde sempre, em Lisboa, embora tenha os seus refúgios em lugares onde ganhou raízes e afectos.

Habilitações LiteráriasEditar

Outras Matérias de Investigação e InteresseEditar

  • História Natural (Zoologia e Botânica)
  • Filosofia e Religiões, em particular as do Médio Oriente, da Índia, China e Japão
  • Poesia
  • Cinema

Como naturalista, manteve até hoje investigação própria, aliando observações de campo com a participação, como membro em instituições “ Grupo Lobo “, Liga para a Protecção da Natureza e “Associação Portuguesa para o Direito do Ambiente”.

Começa a escrever poesia com 13 anos de idade.

No Cinema, chega a frequentar um curso de iniciação à realização ministrado por António da Cunha Telles.

Em princípio dos anos 80 desperta o seu interesse pela Civilização Árabe e inicia na Universidade Nova de Lisboa, o estudo da respectiva língua, não mais deixando de trabalhar e investigar nesse campo, a par da sua actividade de jurista, poeta e naturalista.

Como advogado chega a representar os interesses do Estado Português em tribunais da África do Sul e intervém em alguns processos judiciais de repercussão pública, nomeadamente patrocinando presos políticos durante o regime do Estado Novo.

Uma vez licenciado em Direito, ingressa, alguns anos depois nos quadros do Banco Pinto & Sotto Mayor, onde virá a desempenhar funções de Director no departamento dos Serviços Jurídicos.  

Divulgação da Cultura Árabe e Trabalho PoéticoEditar

Desde 1985, data da publicação da sua primeira obra em matéria de Arabismo, dedicou-se, persistentemente, à divulgação dos numerosos aspectos da Herança Árabe em Portugal, com especial enfoque em domínios como os da Poesia, Espiritualidade Muçulmana (Sufismo), Arquitectura, Filosofia, Música e Língua.

Tal divulgação inclui a da vida e obra de autores luso-árabes, como Almutâmide, Ibne Amar, Abû al-Walîd al-Bâjî ou Ibn Qasi, mostrando aspectos até então inéditos para o grande público.

É de salientar a colaboração activa no estabelecimento de pontes de amizade entre o Mundo Árabe e Portugal, com numerosas conferências na Europa Oriente e Países Muçulmanos. Por exemplo, é de referir a participação tida na geminação entre a cidade de Beja (Portugal) e a cidade de Beja (Tunísia).

Bibliografia do AutorEditar

Obras publicadasEditar

  • Uma obscura visão, poesia, Editora Arcádia, Lisboa, 1979.
  • O Gume e o Tempo,  poesia, Editora Arcádia, Lisboa, 1982.
  • D. Sebastião, libreto (inédito) para uma ópera de Lopes-Graça, 1983.
  • Al-Mu‘tamid, poesia, Câmara Municipal de Beja, Beja, 1985.
  • O Meu Coração é Árabe: a poesia luso-árabe, poesia, última edição, Althum, Lisboa, 2016; 1.ª ed. Assírio & Alvim, Lisboa, 1987.
  • Arabesco, música árabe e música portuguesa, ensaio, última edição, Althum, Lisboa, 2016.
  • Partidos Políticos e crise de democracia, ensaio, última edição, Althum, Lisboa, 2016.
  • A Pega Azul e seis historietas mais, contos infantis, Editorial Teorema,  Lisboa, 1990.
  • Portugal e o Islão – Escritos do Crescente , ensaio, Editorial Teorema, Lisboa, 1991.
  • Um Humanista do século XI, al-Bâjî, ensaio, Câmara Municipal de Beja, Beja, 1992.
  • Oriente de Mim, poesia, Editorial Teorema, Lisboa, 1993.
  • A Noite do Destino, poesia, Editorial Teorema, Lisboa, 1993.
  • Portugal, Ândalus e Magrebe, ensaio, Ed. Universitárias Lusófonas, Lisboa, 1995.
  • Al-Mu'tamid, poeta do destino, poesia, última edição, Althum, Lisboa, 2016.
  • Nítido Crescente, ensaios, última edição, Althum, Lisboa, 2016.
  • Portugal: Ecos de um Passado Árabe, ensaio, Instituto Camões, Lisboa, 1999.
  • Ibn 'Ammâr al-Andalusî, o drama de um poeta (com Hamdane Hadjadji), poesia, última edição, Althum, Lisboa, 2016.
  • A Herança Árabe em Portugal, ensaio, Clube de Filatelia - C.T.T., Lisboa, 2001.
  • As Sandálias do Mestre. Em torno do Sufismo de Ibn Qasī nos Começos de Portugal, ensaio, última edição, Althum, Lisboa, 2016; prefácio de José Carlos Fernández, 1.ª ed. Hugin Editores, Lisboa, 2001. ISBN 978-989-8092-54-0[1]
  • História da Advocacia em Portugal, ensaio, Clube de Filatelia-C.T.T., Lisboa, 2003.
  • Al-Mu‘tamid, Poeta do Destino, poesia, Assírio & Alvim, nova edição, Lisboa, 2004.
  • Em Busca da Lisboa Árabe, ensaio, Clube de Filatelia, C.T.T., 2007.
  • Portugal e o Islão Iniciático, ensaio, prefácio de José Manuel Anes, Ésquilo, Lisboa, 2007. ISBN 978-989-8092-02-1[2]
  • Irão – Viagem ao País das Rosas, poesia, aguarelas de Isabel Ferreira da Silva, tr. pers. Sépideh Radfar, última edição, Althum, Lisboa, 2016; 1.ª ed. Ésquilo, Lisboa, 2007. ISBN 978-989-8092-20-5[3]
  • No Vértice da Noite, poesia, ed. Argusnauta, Lisboa, 2008.
  • Qasa'id mukhtara, ed. bilingue, última edição, Althum, Lisboa, 2016.
  • Portugal e o Islão – Novos Escritos do Crescente, ensaio, Ed. Teorema, Lisboa, 2009.
  • Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, 2013.
  • A Aparição do Tempo, poesia, ed. Althum, Lisboa, 2015. A apresentação decorreu no dia 4 de Junho de 2015, às 18:30, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho de Lisboa. Teve a presença do escritor Fernando Dacosta e contou com as participações especiais de Luísa Amaro (músico, em guitarra portuguesa), Vítor de Sousa e Fernanda Lapa.[4][5]
  • A Presença dos Dias, aforismos, ed. Althum, Lisboa 2016.
  • Volver ao Presente. Poesia, 1979-1993, poesia, Arandis Editora, Albufeira (Algarve), 2017. A obra, que reúne as obras poéticas publicadas pelo Autor com os títulos Uma Obscura Visão (1979), O Gume e o Tempo (1982), Oriente de Mim (1992 ou 1993) e A Noite do Destino (1993), esgotados e agora republicados num só volume, foi apresentada, no dia 4 de Maio de 2017, pelas 18h15, no Salão Nobre da Ordem dos Advogados, em Lisboa. A apresentação foi feita pelo Arq. José Fanha, seguida de declamação de poemas pelo actor João Ávila. O Bastonário Dr. Guilherme Figueiredo presidiu à sessão.[6]
  • Istmos, ensaio, ed. Imprensa Nacional - Casa da Moeda, no prelo.

Participação em obras colectivasEditar

  • Água Clara, poesia, património XXI, 1988.
  • Este, Rio de Quatro Afluentes, com. João Rui de Sousa, ed. Património XXI, 1988.
  • O Legado Cultural de Judeus e Mouros, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 1991.
  • Memórias Árabe-Islâmicas, ensaio, Comissão dos Descobrimentos, Lisboa, 1997.
  • Tudo o que a água consigo leva, poesia, Edições Tema, Lisboa, 1997.
  • Cem anos-Garcia Lorca, poesia, Universitária Editora, 1998.
  • O Algarve - Da Antiguidade aos nossos dias, ensaio, Edições Colibri, Lisboa, 1999.
  • Lobos, Hugin Editores, Lisboa, 2002.
  • Enciclopedia de Al-Andalus, Editora El Legado Andalusí, Granada, 2003.
  • Nós e os Árabes, Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 2005.
  • O Deserto e a Viagem, em Bouzean, Assírio & Alvim, Lisboa, 2005.
  • Grandes Enigmas da História de Portugal, ensaio, Ésquilo, Lisboa, 2008.
  • Nas Margens da Solidão, poesia, Padrões Culturais, Lisboa, 2008.
  • Os Dias do Amor, poesia, Ministério dos Livros, Parede, 2009.
  • Divina MúsicaAntologia de Poesia sobre Música, Conservatório Regional de Música de Viseu, Viseu, 2009.
  • Enciclopédia de la Cultura Andalusí, Fundación Ibn Tufayl de Estúdios Árabes, Almeria, 2012 ( 7 vols.).
  • Livros da Nossa Vida, depoimentos, Câmara Municipal de Sintra, Sintra, 2009.
  • O Prisma de Muitas Cores - Poesia de Amor Portuguesa e Brasileira, Labirinto, Fafe, 2010.
  • Sur la Guerre et Sur la Paix, 86 poètes d’aujourd’hui,revista Bacchanales nº 51, Maison de la Poésie Rhônes-Alpes, Saint-Martin-d’Hères, 2014.
  • UNESCO 70 ANOS, Comissão Nacional da UNESCO, Lisboa, 2015.
  • Antologia “O Ouro e as Sementes”, poesia, Lisboa, 2015.
  • Abril em Florença (trad. it. Aprile a Firenze), poema, trad. it. Orietta Abbati, Florença, 2016.[7]
  • Um canto para Whitman, poema, Lisboa, 2017.[8][9]
  • Antologia Luso-Brasileira do Amor, poesia, Labirinto, Lisboa, no prelo.
  • Antologia “O Vinho”, poesia, Labirinto, Lisboa, no prelo.
  • Antologia “Morrer de Amor”, poesia, Lua de Marfim, Lisboa, no prelo.

Prefácios e ColaboraçõesEditar

  • Revista Temas Árabes, n.º 3, Dezembro 1987, Tunes (Tunísia).
  • Revista Xarajîb, vários números, Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves – CELAS, Silves.
  • Atalaia (Manuel Neto dos Santos), C.M. Silves, Silves, 1989.
  • Os Nossos Companheiros Árabes (António Camilo-Alves), ed. Hugin, Lisboa, 1997.
  • Portugal e o Al-Andalus  (José D. Garcia Domingues), ed. Hugin, Lisboa, 1997.
  • Palestina-A Saga de Um Povo (Tariq al-Khudayri), ed. Hugin, Lisboa, 2002.
  • Vozes da Poesia Europeia (David Mourão-Ferreira), ed.Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2005.
  • O Cavaleiro e a Moura (Lina Soares), ed. Colibri, Lisboa, 2004.
  • No Rasto de Um Cometa (A..Aires), ed. Papiro, Porto, 2006.
  • A Escrava de Córdova (Alberto S. Santos), ed. Porto Editora, 2008.
  • Cursum Perficio, Viagem a Akhshânba (Victor Borges), ed. Orfeu Editora – Livraria Portuguesa e Galega, Bruxelas, 2011. ISBN 978-2-87530-004-1[10][11]
  • Rubá’iyat Poemas do Amor e do Vinho (Gonçalo Salvado/desenhos de José Rodrigues), ed. A23 Edições, 2.ª ed., Lisboa, no prelo. «Na segunda [edição] marcará presença com um prefácio, o poeta e arabista Adalberto Alves e o livro será traduzido para persa.»[12]

Conferências, Comunicações e PalestrasEditar

TEMÁTICA DAS CONFERÊNCIASEditar

  • Literatura
  • História e Cultura do Alandalus
  • Sufismo
  • Direito
  • Religiões e Espiritualidade
  • Diálogo entre Culturas

TÍTULO DAS CONFERÊNCIASEditar

  • "Ibn Qasî e os Começos de Portugal", comunicação, no Simpósio Internacional O al-Andalus e a Formação do Reino de Portugal, na Reitoria da Universidade de Lisboa, entre 16 e 17 de Fevereiro de 1996.[13]
  • "Al-Mu'tamid e o Destino", comunicação introdutória à apresentação do livro "Al-Mu'tamid - Poeta do Destino", na primeira sessão pública da Comissão Instaladora do Centro Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves – CELAS, em 16 de Novembro de 1996.[14]
  • "Lisboa Árabe", conferência. Auto-Club Médico Português – ACMP, Lisboa, em 8 de Março 2012.[15]
  • "O Istmo das Palavras", conferência, no âmbito do evento organizado por Maria do Sameiro Barroso "El Andaluz e os novos “zejeleros" de Espanha, Marrocos e Portugal. Al Mu'tamid e a recriação das antigas formas poéticas árabes", no Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa, Quinta-feira, 11 de Julho de 2013, às 18:00.[16]
  • "O Árabe no Léxico Português", comunicação, no Ciclo de Conferências Testemunhos da Presença Islâmica em Portugal. Instituto de Estudos Académicos para Séniores/Academia das Ciências de Lisboa, em 9 de Fevereiro de 2015.[17][18]
  • Intervenção sem título, no âmbito do programa do 19.º Aniversário do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves – CELAS. Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica de Silves/Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves – CELAS, em 18 de Setembro de 2016.[19]

INSTITUIÇÕES ONDE ACTUOU COMO PALESTRANTE CONVIDADOEditar

  • Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa)
  • Universidade Lusófona (Lisboa)
  • Universidade Moderna (Lisboa)
  • Universidade Católica (Lisboa)
  • Universidade Nova de Lisboa
  • Universidade (Clássica) de Lisboa
  • Fundação Al-Idrisi Hispano-Marroqui (Tetuão-Sevilha)
  • Centro de Estudos Luso-Árabes do Algarve (Silves)
  • Clube Unesco (Porto)
  • Alice Boner Fondation, (Seminário International  Alain Daniélou)
  • 1/4 de Outubro de 2008 (Varanasi-Nova Delhi, Índia)
  • Fundação Abdulaziz Saud al-Babtain para a Criatividade Poética (Kuwait/ Córdova)
  • Universidade de Westminster (Reino Unido)
  • Universidade Rei Saud (Arábia Saudita)
  • Universidade de Sebha (Líbia)
  • Universidade de Al-Quds (Jerusalém)
  • Universidade de ‘Ain Chock (Casablanca)
  • Universidade Sidi Mohamed ben ‘Abdallâh (Fês)
  • Universidade de Verão Al-Mu’tamid (Arzila)
  • Universidade Lumière-2 (Lyon/Grenoble)
  • Mouvement Européen (Cannes)
  • Academia das Ciências de Lisboa
  • Sociedade de Geografia
  • Casa da Cultura (Beja)
  • Office de Coopération Économique pour la Méditerranée et l’Orient (Marselha)
  • Centro Cultural de Portugal (Rabat)
  • Universidade do Algarve
  • Universidade Aberta
  • Lions Club de Portugal
  • Rotary Club Cascais-Estoril
  • Associação Comercial do Porto

EntrevistasEditar

  • Entrevistado por Madalena Balça, no programa de rádio da R.T.P. "1001 Escolhas", na qualidade de escritor/director do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, em 31 de Janeiro de 2009.[20]

Actividades e QualidadesEditar

  • Ex-Membro do Conselho de Administração da FUNDAÇÃO PORTUGUESA DA HERANÇA ÁRABO-ISLÂMICA
  • Ex-Director do Departamento Jurídico do BANCO PINTO & SOTTO MAYOR
  • (2003) Presidente da Comissão Instaladora da FUNDAÇÃO DA MEMÓRIA ÁRABE
  • (1994/1995) Presidente da SOCIEDADE DA LÍNGUA PORTUGUESA
  • (1995/2000) Vice-Presidente do INSTITUTO LUSO-ÁRABE PARA A COOPERAÇÃO
  • (1989/1990) Vogal do Conselho de Administração da FUNDAÇÃO PORTUGUESA DA HERANÇA ÁRABE-ISLÂMICA.
  • (1995/2000) Vice-Presidente do INSTITUTO LUSO-LÍBIO PARA A AMIZADE E COOPERAÇÃO
  • (1993/1995) Vogal do Conselho Directivo da FUNDAÇÃO CULTURAL NATÁLIA CORREIA
  • (2001) Presidente da Assembleia-Geral da ACADEMIA DE ALTOS ESTUDOS IBERO-ÁRABES
  • (2000/…) Presidente do Conselho-Geral do CENTRO DE ESTUDOS LUSO-ÁRABES DE SILVES (CELAS)
  • Membro do CENTRO PORTUGUÊS DE ESTUDOS ISLÂMICOS
  • Membro da ASOCIACIÓN ESPAÑOLA DE ORIENTALISTAS
  • Membro da SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA
  • Membro da NATIONAL GEOGRAPHIC SOCIETY (E.U.A.)
  • Membro da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DIREITO DO AMBIENTE
  • Membro do GRUPO LOBO
  • Membro da LIGA DA PROTECÇÃO DA NATUREZA
  • Membro da ORDEM DOS ADVOGADOS DE PORTUGAL
  • Membro da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCRITORES JURISTAS
  • Membro da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCRITORES
  • Membro da Comissão Instaladora do MUSEU DA ADVOCACIA
  • (2004/2006) Membro do P.E.N. CLUBE PORTUGUÊS
  • Membro do Conselho Editorial da revista Arquivo de Beja
  • Membro do Conselho Consultivo de TIRAZ, Revista do Centro de Estudos Árabes da Universidade Federal de S. Paulo (Brasil)
  • Comendador: SOBERANA Y REAL ORDEM DE MUZA I, BENI-CASI (Espanha)
  • Comendador da REAL ORDEM ALAUÍTA ( MARROCOS)
  • Integrante da comitiva do Presidente da República, dr. Jorge Sampaio, na visita de Estado a Marrocos (1998)
  • (1978/2000) Director Bancário: Direcção Jurídica do BANCO PINTO & SOTTO MAYOR
  • Participante convidado no CARREFOUR DES LITTÉRATURES, Bordéus, 1996
  • Participante convidado na FEIRA DO LIVRO DE CASABLANCA (Marrocos, 1999)
  • Participante convidado nas JORNADAS POÉTICAS DA REGIÃO DE MEKNÈS-TAFI-LALET (Marrocos, 2007)
  • Integrante da VIAGEM OFICIAL da Ministra da Cultura de Portugal à ARÁBIA SAUDITA (2007)
  • Responsável pela contextualização histórica da XII Feira Medieval de Silves (2015)[21]

DistinçõesEditar

NACIONAISEditar

  • Prémio de Tradução – Sociedade da Língua Portuguesa, 1987
  • Medalha de Prata – Sociedade Protectora dos Animais
  • Medalha Comemorativa de Carreira – Ordem dos Advogados de Portugal
  • Certificado de Honra – Liga para a Protecção da Natureza

ESTRANGEIRASEditar

  • Louvor, por unanimidade, do Conselho Estadual de Cultura do Estado de Goiás-Brasil, pela obra poética e arabística
  • Diploma de Reconhecimento da Biblioteca de Alexandria ( Egipto )
  • Comenda da Soberana y Real Ordem de Muza I, Beni- Casi  ( Espanha )
  • Comenda da Real Ordem Alauíta  ( Marrocos )

INTERNACIONAISEditar

  • Prémio Internacional UNESCO ( Sharjah ) para a Cultura Árabe (2008)

Reflexos da sua Obra e PercursoEditar

A sua obra tem exercido influência em criadores de diversos domínios, tais como escritores, artistas plásticos, dramaturgos, compositores, cineastas e encenadores nacionais e estrangeiros. Por exemplo, o romancista espanhol Pedro Plasencia dedicou-lhe a novela El tiempo de los cerezos: Memorias andalusíes de Ibn Ammar de Silves (2004), inspirada na obra de Adalberto Alves.

No âmbito da música popular, transcriações poéticas ou poemas seus foram musicados por Janita Salomé, Eduardo Ramos, Pedro Jóia e Ricardo Ribeiro.

No âmbito da música erudita, José Luís Tinoco dedicou-lhe a cantata Os Viajantes da Noite produzida para o Festival de Música do Estoril, com 1.ª audição absoluta em 12 de Julho de 2012, e Andreia Pinto-Correia dedicou-lhe Xántara, com primeira audição em Portugal, em 12 de Abril de 2013, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian.[22]

Em 2016, Elena Chiarini apresentou, na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Florença, uma tese universitária intitulada A Cultura Árabe na Obra Literária de Adalberto Alves.

DestaquesEditar

“… A sua obra de especialista da Cultura Árabe, de escritor e de divulgador, inspirou numerosos autores portugueses e espanhóis, em domínios tão variados como o Cinema, a Televisão e todas as artes do espectáculo, bem como no Romance e na Poesia, trouxe uma contribuição maior ao conhecimento da Cultura árabe na Península Ibérica …”

(Extracto da fundamentação do Júri Internacional na atribuição do Prémio da UNESCO)

“... Trabalhou para pôr em relevo os valores comuns, para fazer redescobrir os contactos esquecidos, para preservar o património literário e científico árabe… Todas as suas funções oficiais, passadas e presentes e as suas acções são outros tantos caminhos nos quais convida os povos a empenharem-se no diálogo e numa estima recíproca. Queira aceitar aqui a expressão da nossa homenagem colectiva …”

(Extracto do discurso proferido pelo então Director-Geral da UNESCO, aquando da cerimónia oficial de entrega do Prémio UNESCO)

"... Another publication (and another lifetime work as well) deserves to be mentioned here, owing to the consequences it had on Portuguese society – and once again by its impact on the media. Albeit on a parallel course since, unlike Cláudio Torres, he was never accepted by academia, the lawyer Adalberto Alves published in 1998 [sic] his book O meu coração é árabe (“My heart is Arab”), with texts by Gharb Al-Andalus poets, poems by authors of what later became Portuguese territory and an introduction to Arab poetry. Although the translations, once again, were made from European languages, the book complemented and amplified the poetic proposals inserted by Borges Coelho in his Portugal na Espanha Árabe. Success was immediate, with Portuguese society, unaware of foreign bibliography on this subject, discovering Arab Islamic poetry – or more precisely luso-árabe, as the author states. Such success has stayed with Adalberto Alves in his multiple and varied output on the Portuguese Islamic past (over 30 books published), ranging from biographies to historical and esoteric essays or even translations from contemporary Arab poetry. This continued labour of divulgation was acknowledged by the Sharjah International Prize, awarded to him by Unesco in 2008. His work, pursued outside academia, was crowned in 2013 with the publication of his Dicionário de Arabismos de Língua Portuguesa (Lisboa, Imprensa Nacional), with the support of Instituto Camões and UNESCO. [...] The Dicionário do Islão, written by a journalist [Margarida Santos Lopes], and the Dicionário de Arabismos, by Adalberto Alves, show very clearly what academia does not do... but definitely should."

(Extracto do artigo de Maria Filomena Lopes de Barros, da Universidade de Évora – CIDEHUS, aparecido na Hamsa. Revista de Estudos Judaicos e Islâmicos 1, em 2014)

"... O que o tijolo de Alves tem de mais instigante é soar plausível, expondo, em tempos de acirramento da islamofobia europeia, a inverossimilhança da "história oficial" –a de que tantos séculos de hegemonia árabe numa fase de formação do português teriam deixado como saldo linguístico nada além de umas poucas páginas com perfume de alfazema."

(Extracto do artigo de Sérgio Rodrigues, aparecido na Folha de S. Paulo, em 4 de Maio de 2017)[23]

BibliografiaEditar

BIBLIOGRAFIA GERALEditar

  • Barros, Maria Filomena Lopes de (2014). «From the history of Muslims to Muslims in History: Some critical notes on "Arab-Islamic Studies" in Portugal». Hamsa. Revista de Estudos Judaicos e Islâmicos 1, pp. 37-38. Disponível em http://www.hamsa.cidehus.uevora.pt/hamsa_n1/publications_n1/3FilomenaBarros.pdf. Consultado em 3 de Julho de 2017.
  • Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. VI) do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, ed. Publicações Europa-América, 2001.
  • The UNESCO Sharjah Prize for Arab Culture-2008, UNESCO, 2008.
  • Site UNESCO, na Internet

COMUNICAÇÃO SOCIALEditar

REDES SOCIAISEditar

ReferênciasEditar

  1. «As Sandálias do Mestre». Consultado em 3 de Julho de 2017 
  2. «Portugal e o Islão Iniciático». Consultado em 3 de Julho de 2017 
  3. «Irão – Viagem ao País das Rosas». Consultado em 3 de Julho de 2017 
  4. https://www.facebook.com/events/369565863243669/ (Consultado em 21 de Julho de 2017)
  5. https://www.facebook.com/Adalberto-Alves-n-1939-Subs%C3%ADdios-para-uma-Biobibliografia-1701679596762915/events/ (Consultado em 21 de julho de 2017)
  6. «Apresentação da obra "Volver ao Presente: Poesia, 1979-1993" | 4 de Maio». Ordem dos Advogados. 19 de Abril de 2017. Consultado em 21 de Julho de 2017 
  7. Alves, Adalberto (2016). La spugna è la mia anima : omaggio a Piero Ceccucci. Florença: Firenze University Press. 1 páginas 
  8. «Revista Seara Nova, Edição N.º 1738». www.searanova.publ.pt. Seara Nova. Primavera de 2017. Consultado em 16 de Junho de 2017 
  9. Alves, Adalberto (Primavera de 2017). «Revista Seara Nova - Cultura - Momento de Poesia: "Um canto para Whitman" De Adalberto Alves». www.searanova.publ.pt. Seara Nova. Consultado em 16 de Junho de 2017 
  10. Jornal do Algarve (20 de Abril de 2011). «Biblioteca de Silves apresenta livro "Viagem a Akhshanba" [sic]». Jornal do Algarve. Consultado em 3 de Julho de 2017 
  11. «Ficção». Consultado em 3 de Julho de 2017 
  12. Blog, TriploV (17 de março de 2017). «LANÇAMENTO DO LIVRO RUBAIYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO DE GONÇALO SALVADO COM DESENHOS DE JOSÉ RODRIGUES». TriploV Blog. Consultado em 16 de junho de 2017 
  13. Alves, Adalberto (1999). Portugal – Ecos de um Passado Árabe. Lisboa: Instituto Camões. pp. 43–48. ISBN 972-566-202-4 
  14. Alves, Adalberto (1999). Portugal – Ecos de um Passado Árabe. Lisboa: Instituto Camões. pp. 15–21. ISBN 972-566-202-4 
  15. «Lisboa Árabe- Escritor Adalberto Alves | ACMP». www.acmp.pt. Consultado em 16 de junho de 2017 
  16. http://www.wherevent.com/detail/Maria-Do-Sameiro-EL-ANDALUZ-E-OS-NOVOS-%E2%80%9CZEJELEROS%E2%80%9D-DE-ESPANHA-MARROCOS-E-PORTUGAL-Al-mut-Amid-e-a-recriacao-das-antigas-formas-poeticas-arabes (Visitado em 21 de Julho de 2017)
  17. Alves, Adalberto (2015). O Árabe no Léxico Português. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa 
  18. «CICLO DE CONFERÊNCIAS TESTEMUNHOS DA PRESENÇA ISLÂMICA EM PORTUGAL | Agenda Cultural de Lisboa». www.agendalx.pt. Consultado em 16 de junho de 2017 
  19. «CELAS comemora 19 anos, com festa em Silves». Terra Ruiva. 13 de setembro de 2016. Consultado em 16 de junho de 2017 
  20. http://www.rtp.pt/programa/radio/p1049/e31012009 (Consultado em 3 de Julho de 2017)
  21. Sul Informação (7 de agosto de 2015). «Adalberto Alves faz contextualização histórica da Feira Medieval de Silves». Sul Informação. Consultado em 3 de Julho de 2017 
  22. Belanciano, Vítor (11 de Abril de 2013). «Uma compositora a viver nos EUA, às voltas com a memória, na Gulbenkian». Público. Consultado em 3 de Julho de 2017 
  23. Rodrigues, Sérgio (4 de maio de 2017). «Fraude histórica minimizou herança árabe no português, diz estudioso». Folha de S. Paulo