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José Dias Pais (? - Sumidouro, 1681) era um mameluco, filho natural de Fernão Dias Pais, que conspirou contra o pai, a quem acompanhava na famosa bandeira de 1674.

Uma índia da comitiva, espreitando o rancho, ouviu seus planos de assassinato, temerosos de febres e fome e com a pólvora e os mantimentos acabando. Fernão Dias Pais abriu devassa, viu que era culpado o filho e, com rigor espantoso na repressão, sentenciou contra ele a pena de morte por enforcamento como exemplo aos demais.

Teria permanecido quatro anos no Sumidouro, agora arraial com celeiros atulhados de víveres, dominado pela «Quinta» ou residência do bandeirante, a meia légua do arraial. Ali fazia plantações intensas, ocupado com o filho Garcia Rodrigues Pais na lavoura e deixando a José Dias o governo do arraial.

Dista o Sumidouro uma légua da margem esquerda do rio das Velhas, e demora na fralda de uma colina à direita do Anhanhonhacanha. Se êste enche, tapa a foz do confluente e as águas deste, represadas, formam lago com duas léguas de circuito, cercado de coqueiros e velhas árvores.

Os naturais da terra eram índios goiá, deslocados do rio Araguaia e estabelecidos no São Francisco, por onde desceram para o rio das Velhas; parentes dos índios goianá de Pirapetinga, com os quais confraternizaram.