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José Domingos de Santana (1870-1938), mais conhecido como "Zé do Vapor", nasceu em 5 de maio de 1870 (sic), na cidade de Santo Amaro da Purificação, Bahia.[1][2]

Foi iniciado no Candomblé para o Orixá Ogun por uma Iyalorixá conhecida como "Tia Mariana Africana", segundo relatos orais, natural da cidade de Osogbo. Ainda segundo relatos orais, Tia Mariana foi iniciada também na "Língua de vaca", tradicional terreiro de etnia Ijexá, por Júlia Bukan, africana, nascida na cidade de Ilexá, e o terreiro localizava-se onde hoje está o bairro do Garcia, em Salvador.

Era conhecido como "Zé do Vapor" por ser empregado na companhia de navegação que fazia a rota entre o porto de Cachoeira e o porto de Salvador onde trabalhava como cozinheiro da embarcação a vapor Transcrevo abaixo uma recordação de Gaiku Luíza, saudosa dirigente do Terreiro Huntoloji, em Cachoeira : "…, era cozinheiro do navio. Também fazia merenda e vendia no navio...... Criança, lembro dele carregando aqueles balaios enormes de frutas para vender no vapor...." pág 74, do livro "Gaiku Luíza e a trajetória do Jeji-Mahi na Bahia", de Marcos de Carvalho.

Contam que as terras onde até hoje estão plantados os fundamentos deste axé foram doadas pelo maestro Manuel Tranquilino Bastos ou seu filho Eulógio Tranquilino Bastos, após uma cura realizada por Zé do Vapor em um membro da família (Sra. Blandina) e que apresentava uma doença desconhecida pela medicina, tratando-se, assim, de um mal espiritual. Ao receber as terras, Zé do Vapor teria exclamado: Viva Deus! Viva Deus! Assim, denominando as terras recém recebidas. Porém, também temos relatos de que as terras doadas já se chamava "Fazenda Viva-Deus". Tal fazenda, segundo relato oral, era um local Quilombola, onde o proprietário permitia que os escravos fugidos se abrigassem.

Fundado no primeiro quartel do século XX, o Terreiro "Viva Deus" localiza-se no caminho de Terra Vermelha, cerca de 3 Km da matriz do Carmo, centro da cidade deCachoeira. Um dos acessos ao terreiro é feito subindo o Caquende, localidade tradicional desta cidade.[3]

Zé do Vapor faleceu em 07 de junho de 1938 e foi substituído por Iyá Teófila de Osun, sua filha espiritual. Em seguida, Iya Teófila transmite a direção do Axé ao Babalaxé Misael de Oya, nascido em Cachoeira em 07 de março de 1913 e que era tido como um grande conhecedor das línguas e rituais afro-brasileiros.

Após esse período, em 1981, assume a direção do terreiro Luis Sérgio Barbosa, Ogan de Oxum, confirmado em seu cargo pelo próprio fundador do Axé, Zé do Vapor. Pai Sergio foi confirmado para Oxun de Iya Teófila, sua mãe carnal, em 13 de janeiro de 1936.

Babalaxé Luiz Sérgio Barbosa de Oxalá era natural da Cidade de Cachoeira-BA, onde nasceu em 24 de fevereiro de 1922. Acompanhou desde menino "Zé do Vapor" em suas idas e vindas a Salvador a serviço, convivendo com o fundador do Axé até o falecimento de Zé do Vapor.

Ao assumir como Babalaxé, no início da década de 80, Pai Sérgio reestrutura a roça com verbas pessoais. Tem sucesso no processo em que a Fundação Palmares reconhece esta comunidade como "Território Cultural Afro-Brasileiro", ato publicado do D.O.U. de 25 de fevereiro de 2001, conseguindo, ainda, a declaração de utilidade pública pela Prefeitura Municipal de Cachoeira, e olvidando esforços incansáveis, almeja conseguir o tombamento do patrimônio pelo IPHAN. Pouco se sabe sobre Axés descendentes do Terreiro "Viva Deus" em território nacional, dando conta de que em Salvador continuam em atividade o Terreiro do Alto do Peru, herança de Iya Teófila para o seu filho Babalaxé Luis Sérgio e, ainda, um terreiro no Nordeste de Amaralina, fundado por Iyá Pitiká d´Ogun (Maria do Patrocínio de Jesus), filha de santo do Sr. Arthur de Amaralina (Tutu de Oxum), este, filho de Zé do Vapor. O terreiro de Iya Pitiká foi deixado para seu filho Everaldo de Oxóssi e que faleceu em 17 de junho de 2013, sem deixar descendentes. Na cidade de São Félix existe o Ilê Axé Ogunjá[4], herança do Babalorixá Antônio de Ogum, filho de Iyá Perina de Azonsu, primeira filha de santo de Iyá Teófila, atualmente na direção do Babalorixá Idelson de Ogum, iniciado por Iyá Perina de Azonsu. Na cidade de Arujá, São Paulo o Ile-Ifé Asé N'Fondu Omo Osun, dirigido pelo Babalasé João Carlos D´Oxum, sendo tataraneto do Axé Viva Deus de seu Zé do Vapor, por linhagem de seu filho, Sr. Manoel (Neive Branca), do primeiro barco de sua casa, onde foi iniciado Juvêncio de Iyemanjá Ogunté que iniciou Milton de Ogun, iniciando, finalmente João Carlos D´Oxum que, em retorno ao Axé nas festividades de 100 anos de fundação do Axé, realizou sua obrigação de 21 anos, presidida pelo Babalaxé Luiz Sérgio de Oxalá. Finalmente, no Rio de Janeiro, embora devam existir casas da linhagem de Seu "Neive Branca", no bairro de Campinho, existe desde 23/04/1964 a Associação Religiosa, Beneficente e Cultural "Filhos de Deus", dirigida pela Sra. Kajaidê de Oxalá (Elzira da S.F. dos Santos), filha de santo de Iya Pitiká de Ogum, sendo introduzida no Axé no final da década de 70 pelas mãos de Iya Pitiká de Ogum, quando completou suas obrigações, culminando com a entrega de seus direitos (deká) pelas mãos de sua Iyalorixá, Pitiká.

Pai Luiz Sergio de Oxalá faleceu em 20 de outubro de 2012, aos 93 anos de idade.

Referências

Ligações externasEditar

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