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José Furtado Mota

José Furtado Mota
Nascimento 29 de julho de 1878
Morte 16 de fevereiro de 1963 (84 anos)
Cidadania Portugal

José Furtado Mota (Santa Cruz das Flores, 29 de Julho de 1878Lajedo, 16 de Fevereiro de 1963) foi um sacerdote católico da ilha das Flores que se distinguiu como líder do movimento dos sindicatos agrícolas florentinos, um movimento cooperativo dos produtores de manteiga destinado a fazer frente ao oligopólio imposto pelos industriais de lacticínios da ilha. Musicólogo distinto, foi também capelão cantor da Sé Catedral de Angra do Heroísmo.

BiografiaEditar

José Furtado Mota nasceu a 29 de Julho de 1878 na vila de Santa Cruz das Flores, filho de João Furtado Mota e de Filomena de Jesus Coelho.

Feitos os estudos primários na sua vila natal, cedo partiu para Angra do Heroísmo, onde ingressou no respectivo Seminário Episcopal. Dotado para a música, destacou-se como cantor sacro durante os seus estudos, integrando o coro da Sé Catedral.

Fez habilitação de género em 1906, sendo ordenado na Sé Catedral de Angra do Heroísmo a 17 de Março de 1907. Celebrou a sua primeira missa no dia 22 de Março na igreja de Nossa Senhora da Guia do Convento de São Francisco de Angra, imóvel onde então funcionava o Seminário.

Foi colocado como cura do lugar da Ponta da Fajã Grande entre Abril de 1907 e Janeiro de 1909, sendo então transferido para o lugar de pároco da freguesia do Lajedo, paróquia onde permaneceria até à sua morte a 16 de Fevereiro de 1963.

Notabilizou-se como organizador dos primeiros sindicatos agrícolas da ilha das Flores, protagonizando um movimento cooperativo em torno da industrialização do leite e da produção e exportação de manteiga e de gado vivo para o exterior da ilha, em particular para Lisboa, que teria profundas consequências sócio-económicas e esteve na base de um dos mais singulares conflitos sociais da história dos Açores. Foi por sua iniciativa, e sempre com o seu corajoso apoio, que a partir de 1916, nos tempos difíceis da Primeira Guerra Mundial, se iniciou o movimento dos sindicatos agrícolas florentinos, o qual, com altos e baixos, se manteve vivo até à década de 1970, sendo o antepassado directo do actual cooperativismo agrícola na ilha.[1]

Notas

  1. Pierluigi Bragaglia, História dos Lacticínios da Ilha das Flores, Câmara Municipal de Lajes das Flores, 1997.