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José Júlio Gonçalves Coelho
Nascimento 20 de novembro de 1866
Porto, Cedofeita, Portugal
Morte 13 de novembro de 1927 (60 anos)
Gaia, Quinta do Candal, Portugal
Nacionalidade Portuguesa
Progenitores Mãe: Maria Angélica de Jesus Gonçalves,
Pai: José Isidoro Gonçalves
Cônjuge Maria Celestina Alves Machado
Ocupação Escritor, historiador, pintor, arqueólogo

José Júlio Gonçalves CoelhoOSE (Porto, 1866 - Gaia, 1927). Historiador, escritor, pintor, miniaturista exímio e arqueólogo, homem de múltiplos talentos, com importantes estudos publicados sobre a história da Cidade do Porto, sobre a Confraria de Santa Maria de Rocamador em Portugal e sobre Castelo da Vila da Feira.

BiografiaEditar

Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Foi sub-delegado do Procurador Régio da primeira vara da comarca do Porto e Vice-cônsul de Portugal em Vigo.[1]

Casou com Maria Celestina Alves Machado, filha do Conde de Alves Machado. O seu filho Fernando Manuel Alves Machado foi Secretário de Estado do Comércio durante o Estado Novo.

Colaborou activamente em diversas publicações, dentro as quais destaque para: “Portugal Artístico”, “Ilustração Portuguesa”, “Comércio do Porto[1] e o Tripeiro.

Em 1885, com 19 anos, juntamente com Rocha Peixoto, Ricardo Severo, Fonseca Cardoso, Alexandre Braga, filho, Hamilton de Araújo, Guilherme Braga (filho), Augusto Nobre e Eduardo Arthayett fundou o Grémio "Oliveira Martins", que viria a ser o embrião da futura Sociedade Carlos Ribeiro, que editava a revista "Portugàlia", notável revista de estudos etnográficos, como até então não se havia feito no país. A revista veio mais tarde a contar com a colaboração de Adolfo Coelho, Albano Bellino, Alberto Sampaio, António Augusto Gonçalves e outros notáveis, entre os quais se destacam os arqueólogos Martins Sarmento e Santos Rocha.[2]

 
O Arco de Vandoma por J.J. Gonçalves Coelho

Em 1898 desenhou o selo postal de 50 reis, da Emissão comemorativa do 4º centenário do descobrimento do caminho marítimo para a Índia, representando «Uma janela manuelina deixando ver o galeão, com a legenda – Se mais mundo houvera lá chegara – em cima, dois medalhões com Vasco da Gama e Camões»[3]

Em 1901, com apenas 35 anos, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada do Mérito Científico Literário e Artístico, da qual já tinha sido feito cavaleiro.

Em 1903 publicou no "Comércio da Feira" um trabalho erudito sobre o Castelo da Feira, o que lhe valeu, em 1939 uma homenagem póstuma por parte da Comissão de Vigilância do Castelo.

Em 1907 a Société Archéologique, Scientifique et Littéraire du Vendômois publicou um dos mais importantes trabalhos de Gonçalves Coelho - “Notre-Dame de Vendome et les armoiries de la ville de Porto: mémoire historique et archéologique” [4]- e em reconhecimento o bureau da sociedade concede-lhe a categoria de “Membre d'honneur à perpétuité”.

Em 1912 foi publicada em França por iniciativa do abade de Cahors, Edmond Albe, Notre Dame de Rocamadour en Portugal (Son Culte, Hôpitaux et Hôtelleries) da autoria de Gonçalves Coelho e com prefácio do abade de Cahors, trabalho incontornável sobre o culto de Santa Maria de Rocamador em Portugal.

Em 22 de Maio de 2007 a Câmara Municipal do Porto homenageou-o, dando o nome “ Praceta Gonçalves Coelho “ ao arruamento que principia na Rua de Mota Pinto na Freguesia de Ramalde.[5]

Títulos Honoríficos e CondecoraçõesEditar

  • Cavaleiro e Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espadado Mérito Científico Literário e Artístico. [6]
  • Membro de Honra Perpétuo "de la Societé Archeologique Scientifique et Litteraire de Vendôme"[7]
  • Membro da "Ordre des Palmes Académiques" de França.[1]
  • Membro da "Real Academia Gallega".[1] [8]

Obras PublicadasEditar

  • Notre-Dame de Vendome et les armoiries de la ville de Porto: mémoire historique et archéologique in Bulletin de la Société archéologique, scientifique et littéraire du Vendômois (1867). (v. 45-46) Vendôme: Librairie Devaure-Henrion
  • Notre-Dame de Roc-Amadour en Portugal; son culte, hôpitaux et hôtelleries (em francês). França: Imprimerie Roche. 1912. Consultado em 5 de Agosto de 2014 
  • "O Porto Antigo", in Portugal Artístico, 1a. série, Livraria Magalhães & Moniz, Porto, 1905.
  • "Uma Armadura Notavel", in Portugal Artístico, 1a. série, Livraria Magalhães & Moniz, Porto, 1905.
  • "Uma Baixella Sumptuosa", in Portugal Artístico, 1a. série, Livraria Magalhães & Moniz, Porto, 1905.
  • "Punhal Macabro", in Portugal Artístico, 1a. série, Livraria Magalhães & Moniz, Porto, 1905.
  • "Castelo de Castro em Amares", in Portugal Artístico, 1a. série, Livraria Magalhães & Moniz, Porto, 1905.
  • "Mémoire sur la Miséricorde de Porto" - apresentada ao Congresso Internacional de Assitência Pública e Beneficente em Agosto de 1900.
  • ""A torre de Pedro Docém"", O Tripeiro, Porto 1909

Ver maisEditar

Referências

  1. a b c d «Académicos correspondientes portugueses. Gonçalves Coelho, José Julio.». Boletín da Real Academia Galega (em galego) (Boletín nº 274-276): 493-494. 1943. Consultado em 6 de Agosto de 2014 
  2. «Uma escola que marcou a vida intelectual do Porto». Jornal de Noticias. 4 de Julho de 2004. Consultado em 6 de Agosto de 2014 
  3. Carlos Kullberg. «Selos de Portugal Album I (1853/1910)» (PDF). Edicoes Humus Lda. Consultado em 6 de Agosto de 2014 
  4. «Notre Dame de Vendôme et les armoiries de la ville de Porto» (em francês). Bulletin de la Société archéologique, scientifique et littéraire du Vendômois. 1907 
  5. «Boletim da Camara Municipal do Porto» (PDF). 28 de Setembro de 2007. Consultado em 6 de Agosto de 2014  Verifique data em: |ano=, |ano= / |data= mismatch (ajuda)
  6. Ministério da Cultura, Torre do Tombo, Direcção dos Serviços de Arquivística, Identificação Arquivística F: Ministério do Reino, SC: Secretaria Geral -2ª Repartição, SR: Assentamento de agraciados com a Ordem de Avis e Ordem de Santiago da Espada.
  7. "Notre-Dame de Roc-Amadour en Portugal; son culte, hôpitaux et hôtelleries.", Imprimerie Roche, França 1912
  8. «Membros da Real Academia Galega». Consultado em 5 Agosto 2014