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José Pires do Rio

José Pires do Rio
José Pires do Rio
Prefeito de São Paulo
Período 16 de janeiro de 1926
até 23 de novembro de 1930
Ministro da Viação e Obras Públicas
Período 29 de julho de 1919
até 15 de novembro de 1922
Ministro da Agricultura, Indústria e Comércio
Período 24 de maio de 1922
até 15 de novembro de 1922
Ministro da Fazenda
Período 29 de outubro de 1945
até 1 de fevereiro de 1946
Dados pessoais
Nascimento 26 de novembro de 1880
Guaratinguetá, São Paulo
Morte 23 de julho de 1950 (69 anos)
Calcutá, Índia
Nacionalidade brasileiro

José Pires do Rio (Guaratinguetá, 26 de novembro de 1880Calcutá, 23 de julho de 1950) foi um engenheiro civil, geólogo, economista, jornalista e político brasileiro.[1]

Índice

BiografiaEditar

José Pires do Rio iniciou seus estudos no Ginásio São Joaquim, de Lorena, São Paulo,[2] ingressando anos mais tarde na Faculdade de Direito de São Paulo.

Aos dezesseis anos de idade, Pires matriculou-se na Escola de Engenharia de Ouro Preto, Minas Gerais, onde se formaria em 1903. Enquanto cursava engenharia, também cursou farmacologia na Escola de Farmácia, também em Ouro Preto. Logo em seguida teve a oportunidade de viajar para a Europa por curto período de tempo.

Pires do Rio iniciou sua carreira profissional como engenheiro de obras no Porto do Rio de Janeiro, na capital do Brasil à época. Entre 1906 e 1920, realizou várias viagens ao exterior. Ao regressar ao País, Pires lecionou hidráulica na Escola Politécnica da Bahia. Mais tarde, trabalhou na construção do porto do Rio Grande do Sul e por essa experiência, foi nomeado diretor de uma inspetoria do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas.[carece de fontes?]

Vida pública e carreira políticaEditar

Destacou-se como um estudioso de fontes de energia, chegando a ser nomeado pelo governo federal para estudar as potencialidades do carvão mineral, em que acabou se especializando, com a extração do minério no Rio Grande do Sul. O estudo deste mineral levou à escrita de O Combustível na Economia Universal (1916). Para ele, o carvão-de-pedra tem papel fundamental na industrialização e na conquista de poderio pelas nações. Em 1942, com o lançamento da segunda edição da obra, Pires voltou ao tema com um prefácio dedicado ao carvão mineral, segundo ele, "suficiente para milênios de utilização". Enquanto isso, Pires do Rio considerava o petróleo um recurso natural que se esgotaria na década de 1960.

Por seus trabalhos nas estardas de ferro Madeira-Mamoré e Belém-Bragança, foi convidado para integrar o governo do então presidente da República Epitácio Pessoa como ministro das Obras Públicas[3], ocupando a pasta de 1919 a 1922. Embora não tenha permanecido no cargo até o final do mandato presidencial, suas realizações na área são notáveis. Dentre algumas delas, estão a contratação de empresas de engenharia internacionais para realização de obras de combate à seca no Nordeste, das quais se destaca o Reservatório de Orós (CE), com capacidade para armazenar 4 bilhões de metros cúbicos de água.

Além disso, Pires do Rio foi responsável pela criação de um fundo especial para financiamento de obras de irrigação de terras cultiváveis na região nordestina, representando 2% da receita anual da União naquela época. O trabalho de Pires na área, porém, sofreu forte retrocesso no governo de Artur Bernardes, sendo retomado apenas após a Revolução de 1930.

Ainda em 1922, Pires do Rio exerceu interinamente o comando da pasta de Agricultura, Indústria e Comércio, de 22 de maio a 15 de novembro daquele ano. Com o fim do governo de Epitácio Pessoa, Pires do Rio retornou a São Paulo, por onde elegeu-se deputado federal, em 1924.

Prefeito de São Paulo (1926-1930)Editar

A conquista do cargo no Legislativo federal, porém, acabaria abreviada pela ambição de disputar um cargo de Executivo. Pires do Rio renunciou às suas funções parlamentares em 31 de dezembro de 1925 com a intenção de disputar a Prefeitura de São Paulo. Vitorioso nas urnas, assumiu a administração da capital paulista em 1926.


Em 1945, assumiu o Ministério da Fazenda no governo de José Linhares, de 29 de outubro de 1945 a 1 de fevereiro de 1946.[4]

Durante sua gestão na capital paulista, foram iniciados o projeto e a construção do Parque do Ibirapuera e do Mercado Municipal.[5][6]

HomenagensEditar

Referências

  1. «Retrato - José Pires do Rio». Jornal "O Lince". Junho de 2007. Consultado em 11 de maio de 2014 
  2. Brasil, CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «JOSE PIRES DO RIO | CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 5 de outubro de 2018 
  3. Souza, Pedro de. «Galeria de Ministros». www.transportes.gov.br. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  4. «José Pires do Rio». Ministério da Fazenda. Consultado em 11 de maio de 2014 
  5. «Sobre o Parque». Parque do Ibirapuera. Consultado em 11 de maio de 2014 
  6. «Mercado Municipal». Cidade de São Paulo. Consultado em 8 de julho de 2017. Arquivado do original em 13 de julho de 2013 
Precedido por
Afrânio de Melo Franco
Ministro dos Transportes do Brasil
1919 — 1922
Sucedido por
Francisco Sá
Precedido por
Ildefonso Simões Lopes
Ministro da Agricultura do Brasil
1922
Sucedido por
Miguel Calmon du Pin e Almeida
Precedido por
Firmiano de Morais Pinto
Prefeito de São Paulo
1926 — 1930
Sucedido por
José Joaquim Cardoso de Melo Neto
Precedido por
Artur de Sousa Costa
Ministro da Fazenda do Brasil
1945 — 1946
Sucedido por
Gastão Vidigal


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