José de Arimateia

Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja São José (desambiguação).

José de Arimateia, assim conhecido por ser de Arimateia, cidade da Judeia, foi, segundo os Evangelhos canônicos, um homem rico, senador e membro do Sinédrio, o colégio dos mais altos magistrados do povo judeu e que formava a suprema magistratura judaica. A Bíblia relata que ele era discípulo de Cristo, mesmo que secretamente (João 19:38).

São José de Arimateia
Estátua de José de Arimateia no Santuário do Bom Jesus do Monte, Braga, Portugal
Nascimento  
Século I
Morte  
Século I
Veneração por Igreja Católica
Igreja Ortodoxa
Comunhão Anglicana
Igreja Luterana
Beatificação
Canonização
Festa litúrgica 17 de março no ocidente e 31 de julho no oriente
Gloriole.svg Portal dos Santos

José de Arimateia era um rico comerciante, dono de uma frota de navios que faziam exportação, principalmente de minérios, para toda região da Palestina até a Britânia. Era simpático às ideias de Jesus e frequentemente visitava secretamente a casa de Simão, à noite, quando Jesus se hospedava lá, conversando com ele por horas.

Na noite em que Jesus foi preso, um emissário o convoca para uma sessão especial no sinédrio, para o julgamento de um nazareno agitador e blasfemo. Ao perceber que é Jesus o prisioneiro, faz menção de defendê-lo, mas desiste, ao perceber que a fúria de seus companheiros poderia prejudicá-lo. De manhã, quando Jesus está para ser levado ao governador, José se adianta até o palácio de Pilatos, que era seu amigo pessoal, para explicar que Jesus era inocente e pedir sua libertação. Entanto, desiste na porta do palácio, com medo de ser descoberto por seus companheiros.

José volta para casa deprimido, se fecha em seu quarto e adormece. Em sonho, um anjo lhe diz que o destino do Cristo já estava definido, mas ele ainda poderia ajudar. Ao acordar, volta ao palácio e encontra Pilatos, descobrindo que Jesus já está crucificado. Ele pede então que o governador lhe dê plenos direitos sobre o corpo do nazareno. Na época das crucificações, o cadáver dos crucificados não era sepultado, o réprobo era jogado a céu aberto, em local específico, para apodrecer e ser devorado pelas "feras", ou seja, cães, pássaros, lobos e animais selvagens. Pilatos, mesmo sem entender o pedido do amigo, redige e autentica um documento, dando a ele plenos poderes sobre o cadáver de Jesus, sob a proteção de um destacamento da guarda romana até o sepultamento e posteriormente vigiando o túmulo para que não fosse violado.

Após o desaparecimento do corpo de Jesus, José é preso, abandonado por amigos e familiares, e tem seus bens divididos entre sua família e o Sinédrio. Depois de 13 anos encarcerado, o novo governador da Judeia, Tibério Alexandre, sabendo de seu histórico e sua fama de grande comerciante, revisa seu processo e o liberta, se torna seu sócio e patrocina seu retorno aos negócios de exportação. José então faz nova fortuna, mas aplica seus ganhos de forma diferente: patrocinando as atividades dos novos cristãos e aproveitando as viagens para trabalhar como missionário. Morre em uma de suas viagens, devido à idade avançada, provavelmente de infarto.

Relato bíblicoEditar

Segundo os Evangelhos, José de Arimateia, juntamente com Nicodemos, providenciou a retirada do corpo de Cristo da cruz após solicitação feita a Pôncio Pilatos. Era o dono do sepulcro onde Jesus Cristo, seu amigo, foi embalsamado, numa esplanada a cerca de 30 metros do local da crucificação e de onde ressuscitou três dias depois da morte. Após a retirada do corpo de Jesus, foi preso por seguir a doutrina dele; ficou muitos anos preso. Caifás queria que ele ficasse preso até morrer, mas como José era muito inteligente para negócios lucrativos, o governador depois de Pôncio Pilatos, conversou com os membros do Sinédrio e convenceu-os a soltá-lo esperando pelos lucros que ele traria.

Atribui-se também a José o lençol de linho em que Jesus foi envolvido, conhecido como Santo Sudário.

 
O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre José de Arimateia