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José de Freitas Vale
Nascimento 20 de agosto de 1870
Alegrete
Morte 14 de fevereiro de 1958 (87 anos)
Cidadania Brasil
Alma mater Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
Ocupação advogado, escritor

José de Freitas Valle,[1] mais conhecido como Senador Freitas Valle, (Alegrete, 20 de agosto de 1870São Paulo, 14 de fevereiro de 1958) foi um advogado, poeta, político, mecenas e intelectual brasileiro.

Índice

BiografiaEditar

Filho de Manuel de Freitas Vale, natural de Ilha Bela, São Paulo, que migrou para os pampas em 1838, fixando-se em Alegrete, Rio Grande do Sul, onde fez fortuna, e de Luísa Firmino Jacques.

No início do ano de 1886 mudou-se para São Paulo e, já em 7 de abril daquele ano teve sua matrícula deferida, ingressando na Faculdade de Direito de São Paulo, onde fincou suas raízes pelo resto de sua vida.

Antes de terminar o curso, com 18 anos, casou-se com Antonieta Egídio de Souza Aranha, neta de Maria Luzia de Souza Aranha, viscondessa de Campinas, sendo filha de Martim Egydio de Souza Aranha e Talvina do Amaral Nogueira e irmã de Euclides de Souza Aranha, que veio a ser pai do chanceler Oswaldo Aranha, portanto, herdeira dos maiores produtores de café na região de Campinas. Foi seu filho o embaixador Cyro de Freitas Vale.

Política e mecenatoEditar

Em 1895 foi nomeado subprocurador do Estado de São Paulo, exercendo o cargo até se aposentar como subprocurador-geral no ano de 1937; no mesmo ano de 1895 prestou concurso para a cadeira de Francês e Literatura Francesa no Ginásio do Estado lecionando até 1936, quando se aposentou como docente.

Em 1903 iniciou-se na política paulista sendo eleito deputado pelo Partido Republicano Paulista, para a Câmara Estadual de São Paulo na 6ª Legislatura (1904-1906) sendo sucessivamente reeleito até a 12ª Legislatura, quando, em 1922, se candidatou e foi eleito para o preenchimento de vaga aberta no Senado Estadual. Em 1925 foi reeleito para o Senado exercendo o cargo de senador até a extinção deste pelos revolucionários de 1930.

Fiel ao Partido Republicano Paulista – PRP e, muito especialmente, a seus amigos e correligionários, Washington Luís Pereira de Sousa e Júlio Prestes, alijados do poder, desinteressou-se da política, muito embora tenha sido convidado pelo sobrinho Oswaldo Aranha, Ministro da Fazenda e da Justiça do governo Getúlio Vargas, a intermediar negociações partidárias respondia “Meu coração é perepista e eu vou morrer PRP”.

Villa KyrialEditar

Em 1904 o senador Freitas Vale adquiriu de Ernesto Zschöckel, para sua residência, uma chácara com sete mil metros quadrados, localizada na rua Domingos de Morais n° 10, próxima da avenida Paulista, na Vila Mariana, bairro da cidade de São Paulo, que denominou Villa Kyrial, já com o propósito de torná-la um reduto cultural, inspirado na moda dos “salões europeus”, como os de Gertrud Stein ou de Natalie Clifford Barney.

Em termos paulistanos, a Villa Kyrial, de certa maneira, sucedeu o “salão social” da residência de Dona Veridiana da Silva Prado, filha de Antônio da Silva Prado, barão de Iguape, localizada onde, mais tarde, se instalaria o São Paulo Clube que, em 2008, foi incorporado pelo Iate Clube de Santos para instalação da sua séde paulistana.

Durante as primeiras décadas do século XX, a Villa Kyrial, passou a ser ponto paulistano para o encontro de boêmios, artistas, poetas - com ou sem recursos – como também, de políticos - com ou em busca de cargos – que se reuniam em magníficos saráus com aromas e sabores da “Belle Époque” parisiense, organizados e patrocinados pelo mecenas, José de Freitas Vale.

CronologiaEditar

Representações na culturaEditar

Notas

  1. O nome do biografado era Joze de Freitas Valle na ortografia de origem.

BibliografiaEditar

  • CAMARGOS, Márcia. Villa Kyrial, Crônica da Belle Époque Paulistana. São Paulo: Editora Senac, 2001.

Ligações externasEditar