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Juan Velasco Alvarado

Infância e juventudeEditar

Nasceu em Piura, em 16 de junho de 1909 no seio de uma família pobre. Filho de Juan Francisco Velasco Gallo e de Clara Luz Alvarado, cursou os estudos escolares primários no Centro Escolar N° 21 e os secundários no Colégio San Miguel, ambos em sua cidade natal.

Em 1929, decide transferir-se para Lima, porém a passagem de Piura até Lima era quase inalcançável para um jovem de recursos escassos como Velasco. Por isso, para custear a viagem, consegue um emprego a bordo de um barco chileno, o que lhe permite alcançar seu objetivo. Já na capital peruana, se incorpora ao exército como um simples recruta, após muitos estudos e sacrifícios consegue uma vaga na Escola Militar de Chorrillos, berço de heróis e reservada para a elite peruana, o que é valioso para Velasco. Ingressa como alferes, realizando uma brilhante carreira militar que lhe permitiu ascender ao generalato, sendo este último seu trampolim para a política.

Foi casado com Consuelo Gonzáles Posada.

Carreira militarEditar

Passou a estudar na Escola Superior de Guerra (1944), onde mais tarde foi professor de Infantaria, Tática e Estado Maior (1946). Com a graduação de tenente-coronel, dirgiu a Escola Militar (1952), para depois ocupar um cargo similar à frente da Escola de Infantaria, até chegar a chefe de Estado Maior da IV Divisão do Centro de Instrução Militar do Peru (1955-1958).

Promovido a general de brigada no Exército do Peru no governo de Manuel Prado Ugarteche em 1959, foi Agregado Militar na Embaixada do Peru em Paris, França (1962) e em 1965 já era general de divisão. Em janeiro de 1968, assumiu o Comando Geral do Exército e a presidência do Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru, cargo criado no governo de Manuel Prado Ugarteche.

PresidênciaEditar

Como Comandante Geral do Exército, liderou a Junta Militar que derrubou o presidente Fernando Belaúnde Terry em 3 de outubro de 1968, sob o pretexto de expropriar as companhias petroleiras estadunidenses que operavam no país.

Velasco constituiu um gabinete composto por ministros militares, e imediatamente nacionalizou o setor petroleiro. Depois de expropriar as companhias petroleiras estadunidenses que operavam no país, declarou o "Dia da Dignidade Nacional". Impôs restrições à liberdade de imprensa, lançou uma reforma agrária com o objetivo de eliminar as grandes propriedades sem nenhum outro programa de longo alcance, o que resultou em um fracasso total,[carece de fontes?]tornando o país importador de alimentos típicos como a batata.[carece de fontes?] Logo procurou nacionalizar os setores chave da economia levando ao colapso da produção industrial do país.[carece de fontes?] Com o objetivo de mobilizar organizadamente a população, criou o Sistema Nacional de Mobilização Nacional (SINAMOS), o qual atuou como aparato de propaganda política e manipulação social.

Iniciou uma política errante sob o lema "nem com o capitalismo nem com o socialismo", embora em suas ações tenha se aliado com o bloco soviético, a ponto de se tornar um dos maiores compradores de armamento soviético do mundo, com a intenção de iniciar ações bélicas contra o Chile no centenário da Guerra do Pacífico.[carece de fontes?]

Após a estatização da atividade pesqueira, é criado o Ministério da Pesca, o que cuilmina com o desaparecimento da anchoveta e o colapso da atividade pesqueira nacional. Diante dos graves problemas alimentares gerados pelo fracasso da reforma agrária, é criado o Ministério da Alimentação, que nos acontecimentos é o principal importador de alimentos para o país.

A despeito de suas reformas iniciais, após expropriar os jornais e canais de televisão peruanos em 1974, Velasco encontrou grande oposição por parte de diversos setores da população. Isto, somando-se a crise da pesca assim como a inflação e a greve da polícia deixou a popularidade de Velasco muito baixa.

Golpe de estado e morteEditar

Em 29 de agosto de 1975, o general de divisão EP Francisco Morales Bermúdez, então presidente do Conselho de Ministros, liderou um golpe de estado desde a cidade de Tacna e derrubou Velasco em uma ação conhecida como "Tacnazo", alegando a má situação econômica e a deteriorada saúde de Velasco, de quem em 10 de março de 1973 foi amputada a perna direita, devido a uma gangrena vinda de um aneurisma aórtico abdominal.

Em seus últimos anos, o General Velasco viveu uma espécie de reclusão voluntária. Não deixando herdeiros políticos, morreu no Hospital Militar de Lima, em 24 de dezembro de 1977. A seu enterro foram muitas pessoas e terminou convertido em uma forma de protesto contra o governo a serviço. Seus restos estão guardados no Cemitério El Ángel em Lima.

ReferênciasEditar

  • Cotler, Julio, Perú: Estado oligárquico y reformismo militar en América Latina, en Historia de medio siglo, volume 1 América del Sur, Cidade do México, Siglo veintiuno, 1982.
  • Cotler, Julio. De Velasco a Belaúnde: el problema de la construcción nacional y la democracia en Perú, en El Estado en América Latina, teoría y práctica. 1998. Ed. Siglo Veintiuno. Cidade do México.
  • Martín Sánchez, Juan. 2002. La revolución peruana: ideología y práctica política de un gobierno militar 1968 – 1975. Espanha. Editorial Universidade de Sevilla.
  • Monteforte, Mario. 1973. La solución militar a la peruana 1968 – 1970. México. Editorial Universidade Nacional Autônoma de México.
  • Pease, Franklin. 1995. Breve historia contemporánea del Perú. México. Fundo de Cultura Econômica.

Ligações externasEditar