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Juary Jorge dos Santos Filho (São João de Meriti, 16 de junho de 1959), é um futebolista brasileiro de sucesso nos anos 70/80. As equipes principais que jogou foram a do Santos Futebol Clube e do time português Futebol Clube do Porto. Sua posição era a de centroavante e apesar da pouca estatura, compensava com muita velocidade e poder de finalização impressionante.

Juary
Juary
Informações pessoais
Nome completo Juary Jorge dos Santos Filho
Data de nasc. 16 de junho de 1959 (58 anos)
Local de nasc. São João de Meriti (RJ),  Brasil
Informações profissionais
Posição Centroavante (aposentado)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1977-1979
1980-1982
1982-1983
1983-1984
1984-1985
1985-1986
1986-1988
1988
1989
1990
Brasil Pavunense FC
Brasil Santos
México Universidád Guadalajara
Itália Avellino
Itália Inter de Milão
Itália Ascoli
Itália Cremonese
Portugal Porto
Brasil Portuguesa
Brasil Santos
Brasil Moto Club

Índice

HistóriaEditar

No futebol brasileiro a história de Juary se confunde com a dos "Meninos da Vila", famoso time do Santos campeão paulista de 1978. Mas a sua carreira no clube praiano começou bem antes, jogando nas equipes juvenis. Chegou jovem, com o sonho de jogar no "time de Pelé". Infelizmente, nessa época o clube passava por uma das piores crises técnicas da sua história, não tendo conseguido se classificar entre as 12 equipes que disputaram o segundo turno do Campeonato Paulista de Futebol de 1976.

No Campeonato Brasileiro de Futebol de 1976 houve uma melhora com a chegada de Aílton Lira, mas uma derrota para o Internacional por 3x1, de virada, com o Morumbi lotado de santistas,[1] mostraria que o time ainda não era competitivo. Foi o último campeonato que fez um dos remanescentes da Era Pelé, o ponta-esquerda Edu que deixaria o clube em seguida. O campeonato paulista de 1977 apresentara poucas melhoras, mas Juary teve a sua primeira grande chance quando naquele mesmo ano o Santos foi convidado a disputar o torneio Copa Cidade de São Paulo, do qual participariam a SE Palmeiras, o SC Corinthians e o Atlético de Madrid. Ao eliminar o arquirrival do Parque São Jorge, o Santos fez a final com o Atlético de Madrid. O zagueiro do time espanhol era Luís Pereira, titular da seleção brasileira da Copa de 1974 e considerado um dos maiores jogadores da posição da história do futebol brasileiro. Nessa partida, porém, diante de uma imensa torcida santista, o zagueiro vacilou na frente de Juary e viu o rápido garoto tomar-lhe a bola e fazer o primeiro gol da partida. O Santos não ficou com o título, mas no dia seguinte os jornais estampavam imensas manchetes que destacavam a "brincadeira" do grande Luís Pereira e o atrevimento daquele "menino" que não se impressionara com a fama do craque.

Ainda em 1977 estrearia o ponta-direita Nílton Batata, vindo do Atlético Paranaense. E no final desse mesmo ano surgiria na ponta-esquerda o rápido João Paulo, também do Estado do Rio de Janeiro. Em 1978, ao novamente ser eliminado no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1978, num jogo com o Londrina no Pacaembu (derrota de 2x1[2]), o time passaria o período de parada pela Copa do Mundo de 1978 e se rearmaria graças ao trabalho do treinador Chico Formiga ex-jogador dos anos 50, que finalizaria o time dos "Meninos da Vila" promovendo o garoto Pita dos juvenis, para jogar ao lado de Clodoaldo e Aílton Lira no meio-de-campo. Após realizar alguns amistosos preparatórios no qual ficaria claro a qualidade do time, estreou no Campeonato Paulista de Futebol de 1978 contra o Corinthians.[3] Esse time não dava sorte para Juary, que nunca conseguiu marcar gols contra ele, porém a exibição santista foi primorosa e vencia com um gol de Pita até que numa jogada isolada o centroavante Geraldo Manteiga conseguiu empatar, já nas proximidades do final da partida. Mas a consolidação do time viria algumas rodadas depois no clássico contra o São Paulo FC. O time do Morumbi tinha uma formação experiente, campeã brasileiro em 1977, mas seus jogadores eram pesados e gostavam de um jogo truncado, bem ao estilo de um dos líderes do time, o famoso volante Chicão (que jogou a Copa do Mundo de 1978 no lugar de Falcão) e do técnico Minelli. Essas características não se mostraram adequadas para enfrentar a garotada santista, que acabou vencendo a partida por 3x1, com dois gols de Juary. A excelente campanha levou o Santos a disputar a final do 1º Turno com o Corinthians, mas dessa vez os santistas não obtiveram sucesso, sendo derrotados por 1x0, num jogo que ficou marcado pela fúria de Clodoaldo, que foi expulso, e transtornado, destruiu a porta do vestiário do estádio a pontapés.

Mas o campeonato daquele ano seria longo e ao final de 3 turnos, o Santos chegaria à semifinal contra o Guarani, outra dos times que sofreram bastante com os meninos. E o resultado não foi diferente, com o Santos vencendo por 3 a 1, com outro show da garotada. O otimismo pelo título ficou evidente quando na outra semifinal o São Paulo derrotaria o Palmeiras e se classificaria para disputar a final com o Santos. Mas a disputa acabou se mostrando difícil. Depois de uma vitória no primeiro jogo por 2x1, com gols de Pita e Juary, o Santos não conseguiria confirmar o título no segundo jogo, empatando por 1 x 1, com um time cheio de reservas. A terceira partida não contou com nenhum do trio de meninos mais famosos (Juary, Pita e João Paulo) e também não tinha Aílton Lira e Clodoaldo. No gol estava o fraco gloreiro Flávio, que substituira Vítor já há algum tempo. No tempo normal o Santos acabou derrotado por 2x0, mas segurou o empate sem gols na prorrogação e se tornou campeão, o primeiro título após a Era Pelé. Juary foi o artilheiro do campeonato, com 29 gols.

A ótima campanha ainda faria com que o Santos voltasse a ter jogadores convocados para Seleção Brasileira, sendo que Nílton Batata e Juary jogaram algumas partidas. Depois desse momento de glória, os Meninos da Vila não conseguiram se firmar nacionalmente, pois na época os times rivais como o Corinthians, que lançou Sócrates, ou de outros estados como as excelentes equipes do Flamengo, de Zico, Vasco da Gama, de Roberto Dinamite, e SC Internacional, de Falcão, davam poucas chances aos adversários.

Também nos Campeonatos Paulistas seguintes as campanhas foram irregulares, com um breve momento de vitórias seguidas sob o comando de Pepe, que lançou o último dos Meninos da Vila, o franzino Rubens Feijão. Mas a falta de títulos foi fatal e, em 1980, o Santos vendeu Juary para o futebol mexicano, sob a desculpa de que ele "não fazia gols no Corinthians". Pita e João Paulo ficariam por mais tempo, mas acabariam saindo do clube após a perda do título brasileiro de 1983 para o Flamengo. Antes de atuar na Cremonese, o centroavante se transferiria para o futebol português, onde seria campeão, em 1987, ao lado do famoso jogador argelino Madjer. No final de carreira, voltaria ao Santos, mas sem conseguir restaurar o brilho do passado. Terminaria a carreira de excelente jogador no Moto Club, do Maranhão.

Referências

Títulos por equipeEditar

Seleção BrasileiraEditar

Em dois jogos que participou, não marcou gols: em 02.08.1979 num amistoso contra a Argentina; e 26.07.1979 contra a Bolívia pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982.