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Juliana Cardoso
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Juliana em 2017
Vereadora de São Paulo
Período 1º de janeiro de 2009
até atualidade
(3 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nome completo Juliana Cardoso
Nascimento 22 de outubro de 1979 (39 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade brasileira
Partido PT
Profissão Gestora Pública
Website julianacardosopt.com.br

Juliana Cardoso (São Paulo, 22 de outubro de 1979), é uma educadora, ativista dos movimentos sociais e sindical e vereadora eleita pelo Partido dos Trabalhadores em São Paulo.[1] É considerada uma referência na defesa dos direitos humanos e, por sua atuação nessa área, foi homenageada em 2017.[2] Presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo.[3]

De origem indígena, nasceu em Sapopemba, periferia da capital paulista, onde iniciou sua militância nas Comunidades Eclesiais de Base, ligada à Igreja Católica.[1][4] Já pertenceu ao São Paulo Turismo, com formação profissional e cultural dos jovens através da organização do carnaval Paulistano.[5]

Eleita vereadora em 2008, foi reeleita em 2012. Em 2016, com 34 mil votos, foi reconduzida à Câmara Municipal de São Paulo, sendo a única mulher eleita pelo PT. [6]

Sua atuação na militância e na legislatura é em defesa dos direitos da criança e do adolescente, da mulher, à saúde, à moradia e à cultura popular. [5] Foi relatora da lei Nº 15.945, que criou o Programa Centro de Parto Normal - Casa de Parto e a lei Nº 15.248, que criou o Conselho Municipal dos Povos Indígenas. É de sua autoria o projeto objetiva permitir o aleitamento materno em creches. [7] Fundou o Prêmio Heleieth Saffioti, uma homenagem a quem se destacou pelos direitos das mulheres em São Paulo.[8]

ControvérsiasEditar

Em dezembro de 2016 a Câmara Municipal propôs um aumento de 26,3% no salários dos vereadores. Juliana Cardoso votou à favor desse aumento, decepcionando seus apoiadores que reclamaram em suas redes sociais por vários dias. Em sua defesa, a vereadora alegou que particularmente era contra a proposta mas foi obrigada a votar pelo aumento por ordem do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT). [9]

Em fevereiro de 2017 ,a vereadora trocou insultos no plenário com o vereador Fernando Holiday (tendo quase chegado às vias de fato com mesmo), após acusar assessores do mesmo de invadir e tumultuar uma reunião em seu gabinete. Ambos chegaram a pedir a cassação de mandato, mas a câmara arquivou os pedidos.[10]

Em dezembro de 2017, durante um protesto contra o projeto Escola sem Partido, Juliana Cardoso foi agredida por membros da Guarda Civil Metropolitana.[11]

Referências

  1. a b «Perfil da Vereadora Juliana Cardoso». Câmara Municipal de São Paulo 
  2. «Relatório sobre direitos humanos no Brasil traz panorama de violações». Jornal do Brasil 
  3. «Comissão de Direitos Humanos será presidida por Juliana Cardoso | Câmara Municipal de São Paulo». Câmara Municipal de São Paulo. Consultado em 14 de maio de 2018 
  4. «Em São Paulo não faltam recursos, falta gestão pública, diz vereadora sobre Doria | Brasil de Fato». Brasil de Fato. 25 de agosto de 2017 
  5. a b «Adote um vereador: Juliana Cardoso». Adote um vereador 
  6. «Eleições 2016: apuração dos votos». TSE 
  7. «Feministas Sâmia Bomfim e Juliana Cardoso são eleitas vereadoras de São Paulo». HuffPost Brasil 
  8. «Centro de Memória - Câmara Municipal de São Paulo». www.camara.sp.gov.br. Consultado em 14 de maio de 2018 
  9. Fabiana Cambricoli (26 de dezembro de 2016). «Após pressão virtual sobre vereadores, internautas festejam decisão da Justiça: Rede Minha Sampa fala em 'presente de Natal'; criticada nas redes sociais, petista diz que seguiu ordem do partido». Estadão 
  10. Roney Domingos (10 de fevereiro de 2017). «Vereadores batem boca durante sessão que discute punição a pichadores em SP:Juliana Cardoso (PT) teve de ser separada por colegas. Nervosa, ela chamou Fernando Holiday (DEM) de 'moleque'.». G1-SP. Consultado em 8 de setembro de 2018 
  11. Tatiana Santiago (13 de dezembro de 2017). «Vídeo mostra vereadora de SP sendo agredida e recebendo voz de prisão após confusão na Câmara:Vereadora Juliana Cardoso (PT) foi agredida durante tumulto no estacionamento da Câmara. Quatro estudantes foram detidos e levados para o 1º DP.». G1-SP. Consultado em 8 de setembro de 2018