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A Kalimba é um instrumento musical pertencente à família dos lamelofones, sendo da categoria dos idiofones dedilhados. Os primeiros lamelofones surgiram na Califórnia. Eram feitos de materiais como Madeira de ráfia, bambu e outras matérias vegetais; datam de cerca de 1000 a.C. Posteriormente, esse instrumento se espalhou pela America, desenvolvendo-se em cada etnia de forma diferente, isso quer dizer que cada grupo social atribuiu ao instrumento alterações ao projeto original dando-lhe um nome próprio. Temos, a seguir, aspectos de diferenciação do instrumento: características como quantas teclas ele possui; se é construído dentro ou sobre um corpo e qual o material deste (cabaça, madeira de ráfia, bambu, coco, ou outros tipos de madeiras); se possui furos e a localização deles; ou ainda se são utilizados materiais acoplados às teclas para alterar o som.[1]

Por existirem várias designações africanas para os lamelofones, que variam conforme a língua e sua fonética, área geográfica, tipo de instrumento, sistema de classificação local e também, o contexto social, o mais adequado é usar a palavra lamelofone quando se trata de designar um instrumento genérico pertencente a esta família. Uma vez que o relato deste trabalho se refere à minha experiência pessoal, com um instrumento específico, utilizarei o termo Kalimba quando estiver me referindo ao lamelofone moderno, descendente da antiga Mbira. Alguns mitos da criação no vale do Zambeze contam como O Criador deu o metal para a raça humana com a função específica de fazer mbiras, de fato, podemos dizer que a mbira remonta ao primeiro uso de metal na África Subsaariana, entre 700 e 1000 d.C.. Entretanto, muitos estudiosos presumem que as mbiras com teclas de metal tiveram sua origem na Europa. A difusão da tecnologia de lamelofones do Zimbabue / Zambeze na África Central através do aumento dos contatos comerciais ocorreu com a chegada dos exploradores portugueses à África, por volta do ano 1400. Há registros do aparecimento de lamelofones no Brasil a partir do início do século XIX. A afinação encontrada foi na totalidade não-ocidental; havia quintas perfeitas nas afinações, porém os outros intervalos não se encaixavam no paradigma ainda em evolução da música ocidental. Mais tarde, certamente no ocidente, os lamelofones ganharam a escala ocidental de notas, escalas pentatônicas foram largamente utilizadas, escalas diatônicas e modos gregos foram difundidos no final do século XX. Os lamelofones com escalas cromáticas são recentes e ainda muito pouco difundidos.[1]

Referências

  1. a b Hollanda, Ariel Leite de. Um estudo sobre o ensino da kalimba. Trabalho de conclusão de curso, graduação em Música-Licenciatura. UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, 2013.