Klester Cavalcanti

escritor brasileiro

Klester Severo Cavalcanti da Silva (Recife, 16 de Abril de 1969) é um jornalista e escritor brasileiro.

Klester Cavalcanti
Nascimento 16 de abril de 1969 (55 anos)
Recife,  Pernambuco
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade Católica de Pernambuco
Ocupação Jornalista e escritor

É autor de livros que tratam de temas fortes e relevantes para o Brasil e para o mundo, como Direto da Selva (2002), Viúvas da Terra (2004), O Nome da Morte (2006), Dias de Inferno na Síria (2012) e A Dama da Liberdade (2015). Os três últimos serão adaptados para o cinema.[1]

Biografia

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Klester Severo Cavalcanti da Silva nasceu em Recife, onde iniciou sua carreira de jornalista. Formado em Comunicação Social, com ênfase em jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco, é considerado um dos melhores jornalistas investigativos do Brasil.

Já trabalhou em alguns dos maiores veículos de comunicação do país, como Veja, Estadão e IstoÉ. Recebeu prêmios internacionais [2], como o de Melhor Reportagem Ambiental da América do Sul, conferido pela agência Reuters e pela ICUN (International Union for Conservation of Nature, ou União Mundial para a Natureza) e o Natali Prize, o mais importante prêmio de Jornalismo de Direitos Humanos do mundo. Já foi agraciado, também, com o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e com o Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. Também é três vezes vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura, a mais importante premiação da literatura nacional. O primeiro Jabuti foi em 2005 com o livro “Viúvas da Terra”, o segundo [3] em 2007 com “O Nome da Morte” e o terceiro em 2013 com “Dias de Inferno na Síria”. Em seu quarto livro narrou a experiência de quando foi preso na Síria ao fazer uma reportagem especial sobre a guerra [4] naquele país.

Mesmo viajando com o visto de imprensa concedido pelo Governo Sírio, Klester foi preso pelas forças do governo de Bashar al-Assad, assim que ele chegou à cidade de Homs, local mais afetado pelos conflitos. Até hoje, ele é o único jornalista brasileiro a entrar em Homs desde o início da guerra [5]. Detido no centro da cidade e sem direito a dar um telefonema sequer, Klester Cavalcanti passou seis dias na prisão. Ele foi trancafiado na Penitenciária Central de Homs, numa cela com mais de 20 presos comuns, todos árabes e moradores da região. Durante esses dias, o jornalista brasileiro foi várias vezes ameaçado de morte, algemado e torturado. Ainda teve de dormir e comer no chão. A soltura somente ocorreu quando o Governo Brasileiro soube da sua prisão e intercedeu oficialmente junto ao Governo Sírio, solicitando sua libertação. De volta ao Brasil, Klester escreveu o livro "Dias de Inferno na Síria", lançado pelo selo Benvirá, da editora Saraiva.

Seu mais recente livro, "A Dama da Liberdade", conta a história da auditora fiscal do Trabalho, Marinalva Dantas, que, durante quase 10 anos, comandou o grupo do Governo Federal responsável por combater o trabalho escravo no Brasil. Essa mulher libertou mais de 2.300 trabalhadores escravos no nosso país [6], em pleno século 21.

Referências

  1. «História de assassino de aluguel brasileiro que matou quase 500 vira filme». UOL. Consultado em 11 de junho de 2016 
  2. Benvirá, "Klester Cavalcanti, Benvirá, 2012
  3. Premio Jabuti, "[1] Arquivado em 3 de julho de 2015, no Wayback Machine., Premio Jabuti, 2007
  4. G1 PE, "[2], Globo.com, 25 de fevereiro de 2013
  5. Arnaldo Bloch, "[3], O Globo, 01 de novembro de 2014
  6. Geraldo Lissardy, "[4], Uol Notícias, 02 de julho de 2015