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Krakatoa

ilha vulcânica situada no estreito de Sunda entre as ilhas de Java e Sumatra
Disambig grey.svg Nota: Para o fenômeno meteorológico, veja Ventos Krakatoa. Para o filme, veja Krakatoa, o Inferno de Java.
Krakatoa
Anak Krakatoa, que surgiu após a erupção de 1883.
Coordenadas 6.102° S 105.423° E[1]
Altitude 110 m (360 pés)
Proeminência 140 m
Cume-pai: krakatoa
Localização Estreito de Sunda
Indonésia

Krakatoa ou Cracatoa[2] (em indonésio: Krakatau ) é uma ilha vulcânica situada no estreito de Sunda entre as ilhas de Java e Sumatra, na província indonésia de Lampung. O nome também é usado para o grupo da ilha circundante que compreende os restos de uma ilha muito maior de três picos vulcânicos que foi destruída em uma erupção catastrófica de 1883.

Em 1927, uma nova ilha, Anak Krakatau, ou "Criança de Krakatoa", emergiu da caldeira formada em 1883 e é a localização atual da atividade eruptiva. A formação chegou a ter mais de 324 metros de altura, sendo que a cada ano aumenta 5 m aproximadamente, podendo haver mudanças.[3] Contudo, após a erupção e consequente explosão de 22 de dezembro de 2018, cerca de 2/3 do vulcão colapsaram, tendo a altura do pico do vulcão diminuído para 110 metros. [4]

Índice

EtimologiaEditar

Embora existam descrições anteriores de uma ilha no estreito de Sunda com uma "montanha pontiaguda", a primeira menção do nome "Krakatoa" no mundo ocidental foi em um mapa de 1611 feito por Lucas Janszoon Waghenaer, que rotulava a ilha "Pulo Carcata" (pulo é a palavra sundanesa para "ilha"). Cerca de duas dúzias de variantes foram encontradas, incluindo Crackatouw, Cracatoa e Krakatao (em uma antiga ortografia baseada no português). A primeira aparição conhecida da ortografia Krakatau foi feita por Wouter Schouten, que passou pela "ilha coberta de árvores de Krakatau" em outubro de 1658.[5]

A origem do nome indonésio Krakatau é incerta. O Programa Global de Vulcanismo do Instituto Smithsonian cita o nome indonésio, "Krakatau", como o nome correto, mas diz que "Krakatoa" é frequentemente empregado.[6][7][8]

HistóricoEditar

Erupção de 1883Editar

 Ver artigo principal: Erupção do Krakatoa em 1883
 
Uma litogravura de 1888 da erupção de 1883 do Krakatoa.

No dia 26 de agosto de 1883, a ilha desapareceu quando o vulcão homônimo, no monte Perboewatan - supostamente extinto - entrou em erupção. É considerada a 2ª erupção vulcânica mais fatal da História e a 6ª maior erupção do mundo.[9]

A sucessão de erupções e explosões durou 22 horas e causou mais de 36 mil mortos. Sua explosão atirou pedras a aproximadamente 27 km de altitude e o som da grande última explosão foi ouvida a cinco mil quilômetros, na ilha de Rodrigues, tendo os habitantes ficado surpresos com o estrondo, supondo significar uma batalha naval. Houve muitos relatos de pessoas em um raio de 15km de distancia que tiveram seus tímpanos rompidos. O barulho chegou também até Austrália, Filipinas e Índia.[10]

A maioria das vítimas foi morta pelo tsunami e não pela erupção que destruiu dois terços da ilha. Ondas tsunami geradas pela erupção foram observadas em todo o oceano Índico, no Pacífico,[11] na costa oeste dos EUA, na América do Sul e até no canal da Mancha. Elas destruíram tudo em seu caminho e levaram para a costa blocos de corais de até 600 toneladas.

As ondas do tsunami foram sentidas em Liverpool, na Inglaterra, em alguns territórios africanos e também nas partes do Canadá, sem muitos desabamentos. De acordo com registros climáticos e recentes estudos, a temperatura global decaiu 1 ºC em decorrência da grande quantidade de gases e partículas que foram lançados na atmosfera na ocasião da erupção.[12]

Anak KrakatoaEditar

 
Imagem de satélite das ilhas em 18 de maio de 1992

Cientistas afirmam que a nova formação (vulcão) Anak Krakatoa pode ser ainda muito mais poderosa que o antigo Krakatoa. Com a antiga explosão, os três montes foram transformados em um só, criando uma caldeira que chega a 50 km subterrâneos, um gigantesco depósito de lava.[3]

Acredita-se que se Anak Krakatoa atingir altura próxima à de seu pai e se uma nova grande erupção daquela dimensão acontecer, parte da população mundial e grande parte de toda a fauna e flora podem morrer.[3]

Anak Krakatoa é um vulcão extremamente ativo e quase sempre é colocado em estado de alerta nível 2. Os cientistas não sabem afirmar quando ele vai entrar em erupção crítica, mas já disseram que vai acontecer.[3]

No dia 22 de dezembro de 2018, o colapso e deslizamento de 2/3 do vulcão Anak Krakatoa no mar causou um tsunami no estreito de Sunda, na Indonésia. Foram contabilizados 429 mortos, 128 desaparecidos e 1459 feridos causados pelas ondas gigantes[13]. O evento não foi precedido por terremoto.[14]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Will Krakatoa rock the world again?». Associated Newspapers Ltd. 31 de julho de 2009. Consultado em 23 de janeiro de 2010 
  2. Erupção vulcânica gerou tsunami em 1883[ligação inativa], Diário de Notícias, 31 de Dezembro de 2004. Página visitada a 9-6-2010.
  3. a b c d Global Volcanism Program - Krakatau (em inglês)
  4. Vulcão Krakatoa tem agora um quarto de seu tamanho inicial 31 de dezembro de 2018.
  5. Winchester 2003, p. 27.
  6. «Krakatau». Programa Global de Vulcanismo. Smithsonian Institution 
  7. Note: This spelling has been attributed to a sub-editor at The Times (who may have typographically swapped the 'a' and 'o' of the Portuguese spelling) interpreting telegraphic reporting on the massive eruption of 1883.
  8. Winchester 2003, p. 183.
  9. Rachel Carson (1989). The Sea Around Us. [S.l.]: Oxford University Press US. ISBN 9780195061864 
  10. Simon Winchester (2003). Krakatoa. o dia em que o mundo explodiu. [S.l.]: Objetiva. ISBN 9788573026085 
  11. «Krakatau's Tsunami Waves Recorded at Distant Places». Consultado em 7 de junho de 2010  (em inglês)
  12. Carla Aranha e Pedro Kastro. «O dia em que o mundo explodiu em Krakatoa, Java.». Revista Aventuras na História. Consultado em 7 de outubro de 2014. Arquivado do original em 20 de outubro de 2014 
  13. «Novo balanço aponta para 373 mortos e 128 desaparecidos na Indonésia» 
  14. «Tsunami atinge a Indonesia e deixa mortos». 23/12/2018. Consultado em 22 de dezembro de 2018 

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar