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Lúcia Benedetti

Escritora, dramaturga, jornalista, professora e tradutora brasileiro ligado à literatura infantil

BiografiaEditar

Lúcia Matias Benedetti Magalhães nasceu em Mococa e era filha de Domingos Benedetti (alfaiate e músico) e de D. Leocádia M. Benedetti.[2]

Radicada no Rio de Janeiro e ainda estudante, começou a escrever contos, crônicas, reportagens imaginárias para a revista O Ensaio. Formou-se em "Ciências e Letras", pelo Ginásio Bittencourt Silva, em Niterói.[3]

Cursou, em 1932, a faculdade de Direito de Niterói, mas nunca exerceu a profissão, optando por lecionar em escolas[1] .

A função de professora permitiu-lhe escrever para o Jornal A Noite, onde registrou os incidentes e experiências, vividas com seus alunos, numa coluna intitulada Diário de uma Professorinha. Nesse periódico carioca, conheceu o marido, o jornalista, dramaturgo e escritor, Raimundo Magalhães Júnior,[4] com quem se casou em 1933 .[5]

Em 1942, o casal muda-se para os EUA, onde Magalhães Júnior passa a trabalhar com Nelson Rockefeller, no Escritório de Assuntos Interamericanos, e a escrever para o New York Times. Lucia mantém-se como correspondente para jornais brasileiros, permanecendo naquele país até 1945 .[6]

Nessa época, escreve seu primeiro romance, Chico Vira Bicho e outras histórias em colaboração com o marido. Todavia, sua obra literária que, efetivamente, marcou a sua estreia enquanto escritora, foi Entrada de Serviço, publicada em 1942 [1] .

Lúcia Benedetti é tida como a precursora do teatro infantil no Brasil quando, em 1948, com a estreia da peça O Casaco Encantado, encenado pela Companhia Artistas Unidos, lançou as bases do que hoje é considerado dramaturgia infantil brasileira ,[7] buscando, a partir de então, em todos os seus espetáculos para essa faixa de público, que eles alcançassem a mesma qualidade cênica e literária das apresentações voltadas para adultos .[8]

Várias de suas peças foram encenadas na Argentina e Portugal [9]

Lúcia Benedetti é mãe da carnavalesca Rosa Magalhães.

Principais PrêmiosEditar

Principais peças teatrais infantisEditar

Principais RomancesEditar

  • Chico Vira Bicho (1943)
  • Entrada de Serviço (1942)
  • Noturno sem Leito (1947)
  • Três Soldados (1955)
  • Chão Estrangeiro (1956)
  • Maria Isabel, Uma Vida no Rio (1960)
  • O Espelho Que Vê por Dentro (1965)

Teatro adulto (Principais Peças)Editar

  • O Banquete e a Farsa
  • Amores de Celeste
  • Figura de Pedro(1960)

Principais ContosEditar

  • O Inferno de Rosauro, tal como se deu(1960)
  • Vesperal com Chuva(1950)
  • Nove Histórias Reunidas(1956)

Referências

  1. a b c Perez, Renard (1964). Escritores brasileiros contemporâneos: biografías, seguidas de antología, Volume 1. [S.l.]: Editora Civilização brasileira 
  2. Perez, Renard (1960). Correlo da manhã, Volume 1. [S.l.]: Editora Civilização Brasileira 
  3. Benedetti, Lúcia (1974). Teatro infantil Latin American documents. [S.l.]: Serviço Nacional de Teatro, Ministério de Educação e Cultura 
  4. «REVISTA BRASILEIRA» (PDF). Consultado em 13 de julho de 2010. Arquivado do original (PDF) em 9 de março de 2012 
  5. Buarque de Hollanda, Heloísa; Araújo, Lucia Nascimento (1993). Ensaístas brasileiras: mulheres que escreveram sobre literatura e artes de 1860 a 1991. [S.l.]: Editora Rocco 
  6. Ministério das Relações Exteriores (1966). Quem é quem nas artes e nas letras do Brasil. [S.l.]: Editora Ministério das Relações Exteriores. 352 páginas 
  7. Kühner, Maria Helena (2003). O Teatro dito Infantil. [S.l.]: Fundação Cultural de Blumenau 
  8. Gomes,Celuta Moreira (1977). Conto Brasileiro e sua Crítica. [S.l.]: Editora Biblioteca Nacional 
  9. Magalhães Júnior, Raimundo (1967). Contos brasileiros Volume 533 de Coroa de Ouro. [S.l.]: Editora Edições de Ouro 

Ligações externasEditar

BibliografiaEditar

  • COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras, 2001: 2v.