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Lúcio Cornélio Maluginense Uritino

(Redirecionado de Lúcio Cornélio Maluginense)
Lúcio Cornélio Maluginense Uritino
Cônsul da República Romana
Consulado 459 a.C.

Lúcio Cornélio Maluginense Uritino (em latim: Lucius Cornelius Maluginensis Uritus) foi um político da gente Cornélia nos primeiros anos da República Romana eleito cônsul em 459 a.C. com Quinto Fábio Vibulano. Era filho de Sérvio Cornélio Maluginense, cônsul em 485 a.C., e pai de Marco Cornélio Maluginense, um dos membros do Segundo Decenvirato.

ConsuladoEditar

Lúcio Cornélio foi eleito em 459 com Quinto Fábio Vibulano, já em seu terceiro mandato[1].

Segundo Lívio, Lúcio Cornélio ficou encarregado de garantir a segurança de Roma contra os ataques inimigos enquanto Quinto Fábio liderava a campanha contra os volscos, que estavam entrincheirados na colônia de Anzio (em latim: Antium), que se temia ter desertado[2]. Segundo Dionísio, Lúcio Cornélio atacou Anzio: ele teria acabado com o cerco e obtido a vitória contra os volscos e os romanos rebelados[3].

Apesar de narrativas distintas, Lívio e Dionísio concordam em atribuir a Quinto Fábio Vibulano a conquista de Túsculo, conquistada antes pelos équos[4][1].

Os dois cônsules, ao retornarem a Roma, receberam a honra de um triunfo[5], e voltaram aos seus esforços para impedir a votação da Lex Terentilia, continuando a política obstrucionista do Senado iniciada quatro anos antes.

No décimo censo, realizado no final de seu consulado, contaram-se 117 319 cidadãos romanos[6].

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Dionísio, Antiguidades Romanas X, 20.
  2. Lívio, Ab Urbe Condita Libri III, 22-23.
  3. Dionísio, Antiguidades Romanas X, 20-21.
  4. Lívio, Ab Urbe Condita Libri III, 23.
  5. Dionísio, Antiguidades Romanas X, 21.
  6. Lívio, Ab Urbe Condita Libri III, 24.

BibliografiaEditar

  • Dionísio, Antiguidades Romanas
  • Lívio, Ab urbe condita libri
  • T. Robert S., Broughton (1951). The Magistrates of the Roman Republic. Volume I, 509 B.C. - 100 B.C. (em inglês). I, número XV. Nova Iorque: The American Philological Association. 578 páginas 

Ligações externasEditar