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libretto de La forza del destino, St. Petersburg 1862

La forza del destino é uma ópera italiana de Giuseppe Verdi, com libretto de Francesco Maria Piave baseado num drama espanhol, Don Álvaro, o La Fuerza del sino (1835), por Ángel de Saavedra, duque de Rivas, com uma cena adaptada de Friedrich Schiller Wallensteins Lager. A estreia ocorreu no Teatro Bolshoi Kamenny de São Petersburgo, na Rússia, em 10 de novembro de 1862.


Índice

SinopseEditar

Óperas de Giuseppe Verdi
 

Oberto, Conte di San Bonifacio (1839)
Un giorno di regno (1840)
Nabucco (1842)
I Lombardi alla prima crociata (1843)
Ernani (1844)
I due Foscari (1844)
Giovanna d'Arco (1845)
Alzira (1845)
Attila (1846)
Macbeth (1847)
I masnadieri (1847)
Jérusalem (1847)
Il corsaro (1848)
La battaglia di Legnano (1849)
Luisa Miller (1849)
Stiffelio (1850)
Rigoletto (1851)
Il trovatore (1853)
La traviata (1853)
Les vêpres siciliennes (1855)
Simon Boccanegra (1857)
Aroldo (1857)
Un ballo in maschera (1859)
La forza del destino (1862)
Don Carlos (1867)
Aïda (1871)
Otello (1887)
Falstaff (1893)

AberturaEditar

A música começa com o famoso motivo "Destino", uma sinistra repetição tripla de MIb dos metais.

Ato 1Editar

A mansão da família de Leonora, em Sevilha

Don Alvaro é um jovem nobre da América do Sul (Peru, presumivelmente), parcialmente de origem indígena e que se estabeleceu em Sevilha, onde não é muito bem visto. Ele se apaixona por Donna Leonora, a filha do Marquês de Calatrava, que está determinado que ela se case apenas com um homem da mais nobre origem. Apesar de saber a aversão de seu pai por Alvaro, Leonora é profundamente apaixonada e determinada a abrir mão de seu lar e país a fim de fugir com ele. Neste esforço, ela é ajudada por sua confidente, Curra ("Me Pellegrina ed orfana").

Ato 2Editar

Cena 1: Em um vilarejo de Hornachuelos

Os Alcades, bando de camponeses tropeiros, e Don Carlo de Vargas, irmão de Donna Leonora, encontram-se reunidos na cozinha de uma pousada. Don Carlo, disfarçado de estudante de Salamanca, sob nome fictício de Pedera, está buscando vingança de Alvaro e Leonora (“Son Pereda son ricco d'onore”). Durante a janta, Preziosilla, uma jovem cigana, o fala sobre a sua sorte e o aconselha a se exilar na guerra pela liberdade da Itália, conselho este acatado por ele. Depois de se separar de Alvaro, Leonora chega em trajes masculinos, mas acaba por ser descoberta por Carlo.

Cena 2: Um monastério da região

Leonora se refugia no monastério (“Sono giunta! ... Madre, pietosa Vergine”) onde conta ao abade, Padre Guardiano, seu nome verdadeiro e que pretende passar o resto de sua vida em isolamento. O padre narra os rituais pelos quais ela terá de passar. Leonora, Padre Guardiano, Fra Melitone, e outros monges se juntam em oração.

Ato 3Editar

Cena 1: Uma floresta perto de Velletri, Itália

Enquanto isso, Don Alvaro juntou-se ao exército espanhol sob o nome de Don Federico Herreros (“La vita è inferno ... O tu che no seno agli angeli"). Uma noite ele salva a vida de Don Carlo, que está servindo no exército mesmo sob o nome de Dom Felix Bornos. Eles se tornam amigos e vão para a batalha lado a lado.

Cena 2: Quartos dos oficiais

Em uma dessas batalhas Don Alvaro é mortalmente ferido. Ele confia aos cuidados de Don Carlo uma maleta contendo cartas, que deverão ser destruídas assim que ele morrer (“Solenne em quest'ora”). Don Carlo jurou não olhar para o conteúdo das cartas, mas ele começa a suspeitar de seu amigo (“Morir! Tremenda cosa ... fatale urna del mio Destino"). Ele abre a valise, encontra imagem de sua irmã, e percebe que a verdadeira identidade de Alvaro. Naquele momento, um cirurgião traz palavra que D. Álvaro deve se recuperar. Don Carlo está muito feliz com a ideia de vingar a morte de seu pai.

Cena 3: Um acampamento perto do campo de batalha

Alvaro, já recuperado, é confrontado por Carlo. Eles começam a duelar, mas são apartados por outros soldados. Com Carlo detido, Don Alvo, angustiado, faz votos de entrar para um monastério.

Os soldados se reúnem. Trabucco, o mascate, tenta vender sua mercadoria; Fra Melitone castiga-os impiedosamente, e Preziosilla os conduz em um coro de louvor sobre vida militar ("Rufar do tambor, rufar do tambor, della gloria").

Ato 4Editar

Cena 1: No mosteiro

D. Álvaro entrou no mosteiro em Hornachuelos sob o nome de Padre Rafael, perto da qual ficava Leonora. Don Carlo chega e lhe obriga a lutar ("Le minacce, Accenti i Fieri").

Cena 2: Um lugar isolado, perto de Leonora

Leonora reza para que encontre paz quando morrer ("Pace, pace mio Dio"). Alvaro adentra correndo, pedindo ajuda, depois de havia ferido mortalmente Carlo em seu duelo. Os dois amantes se reconhecerem. Leonora corre para a rua para ver seu irmão. Quando ela se inclina sobre ele, é esfaqueada no coração. Leonora retorna com Padre Guardiano. Ele e Álvaro rezam aos céus para que ela morra.


Intérpretes Voz estreia
10 de novembro 1862
(maestro: - )
Revista
estreia
27 de fevereiro 1869
(maestro: - )
The Marquis of Calatrava baixo Meo Giuseppe Vecchi
Leonora soprano Caroline Barbot Teresa Stolz
Don Carlo di Vargas barítono Francesco Graziani Luigi Colonnese
Don Alvaro tenor Enrico Tamberlik Mario Tiberini
Curra mezzo-soprano Lagramante Ester Neri
Preziosilla mezzo-soprano Constance Nantier-Didier Ida Benzi
Mayor baixo Ignazio Marini Luigi Alessandrini
Maestro Trabuco tenor Geremia Bettini Antonio Tasso
Padre Guardiano baixo Gian-Francesco Angelini Marcello Junca
Fra Melitone barítono Achille De Bassini Giacomo Rota
A surgeon baixo Alessandro Polonini Vincenzo Paraboschi

Gravações SelecionadasEditar

BibliografiaEditar

  • Gossett, Philip, Divas and Scholars: Performing Italian opera, 2006 ISBN 0226304845
  • Melitz, Leo, The Opera Goer's Complete Guide, 1921
  • Osborne, Charles, The Complete Operas of Verdi, 1969. ISBN 0-306-80072-1

Ligações externasEditar