Laje (Bahia)

Município no Nordeste, Brasil

Laje é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se à latitude 13º10'56" sul e à longitude 39º25'30" oeste, com altitude de 190 metros. Sua população estimada em 2018 era de 23 638 habitantes, distribuídos em 498 089 km² de área.

Laje
  Município do Brasil  
Hino
Apelido(s) "A Força da Pedra e o Verde do Vale"
Gentílico lajista
Localização
Localização de Laje na Bahia
Localização de Laje na Bahia
Mapa de Laje
Coordenadas 13° 10' 55" S 39° 25' 30" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Mutuípe, Ubaíra, Santo Antonio de Jesus, Aratuípe, Amargosa, Valença, Jiquiriçá e São Miguel das Matas
Distância até a capital aproximadamente 226 ou 135 (via ferry boat) km
História
Fundação 20 de julho de 1905 (115 anos)
Administração
Prefeito(a) Kledson Duarte Mota (PSB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 498,089 km²
População total (IBGE/2018[2]) 23 638 hab.
Densidade 47,5 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 190 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,586 baixo
PIB (IBGE/2016[4]) R$ 228 387 mil
PIB per capita (IBGE/2016[4]) R$ 9 471,91

HistóriaEditar

De acordo com a tradição popular, uma enchente, desviando o curso do rio Jiquiriçá, provocou uma enorme destruição de um povoamento localizado à margem direita. Após o fato, os habitantes do local edificaram uma capela em louvor a Nossa Senhora das Dores em um ponto à margem esquerda e abaixo da cachoeira do Estouro, ficando protegidos de surpresas e rigores das enchentes periódicas. Por conta da existência de enormes lajedos, nas proximidades, o povoado foi denominado de Nova Laje. Município criado com o território do distrito de Nova Laje, desmembrado de Aratuípe e recebendo a denominação de Vila de Laje, por Lei Estadual de 20.07.1905. A sede foi elevada à categoria de cidade através Decreto Lei Estadual de 30.03.1938. E seu primeiro prefeito foi o senhor Leonel de Caldas Brito.

Jequiriçá fez parte do movimento colonizador do século XVII, 1668 quando os bandeirantes foram pelo Rio Jaguaripe em direção a Ilhéus. Na mesma data Paulo de Argollo estabeleceu-se com Bernardo Ribeiro obtendo a sesmaria. As matas de vinhático do Jequiriçá eram onhecidas por Senhor do Bonfim das Velhas, depois Velhas e citadas em várias Cartas Régias no Brasil Colonial. Suas terras foram descobertas e conquistadas pelo bandeirante Aguiar Banige, no século XVIII. (Dicionário Geográfico e Histórico da Bahia/ Borges de Barros). A reguesia de Santo Antonio do Jiquiriçá foi criada, ainda no século XVIII, conforme registrou o vigário Felix Gonçalves da Silva, em 1757. Estando a maior parte das terras cobertas por florestas que abrigavam várias aldeias de índios pertencentes aos grupos Tupiniquin e Tupinaé. Todo o Recôncavo é demarcado por rios perenes: Paraguaçu, Serigi, Jaguaripe, Da Dona, Jiquiriçá, Una...

A importância desses rios é a fixação do homem, facilitando sua vida. Citando o Jiquiriça os povoados e vilas que ai se formaram não foi diferente do que aconteceu no Paraguaçu, Jaguaripe, dentre outros. As culturas da cana-de-açúcar, da mandioca e a utilização das matas foram o sustentáculo da alimentação e da riqueza no período colonial.

Já se plantava cana-de-açúcar no primeiro quartel do século XIX, nas terras tipo “salão”, diferentes do massapé do restante Recôncavo Baiano. A Cidade de Laje situase a sudeste do Recôncavo Baiano. “Mem de Sá o conquistador do Recôncavo” (Wanderley Pinho, p.37). O povoamento dos colonos portugueses no Recôncavo foi lento devido a resistência dos índios sendo apenas vencida com o terceiro Governador-Geral Mem de Sá que derrubou esta resistência exterminando grandes aldeamentos. Assim é que os índios Paiaiás permaneceram

hostis no Vale do Paraguaçu incendiando fazendas e engenhocas até a segunda metade do século XVII. Em 1854, já há registro do funcionamento de onze engenhos e engenhocas com produção considerável de arrobas de açúcar. 1° engenho – pertencente a Francisco Chagas Guimarães que trabalhava com roda d’água e plantava 50 tarefas de terras. Possuía 16 escravos, 4 empregados livres e 2 cavalos.

Produzia duas mil arrobas de açúcar. 2º engenho – propriedade do Padre Antonio Porfiro de Barros, com roda d’água plantando 30 tarefas de terras e não possuía escravos; tinha 10 empregados livres, 6 cavalos, 8 bois. Produzia mil e duzentas arrobas de açúcar. 3° engenho – propriedade de Cipriano Francisco de Oliveira, com água plantando 40 tarefas de terras e possuía 14 escravos, 4 libertos, 10 bois, 8 cavalos.

EconomiaEditar

A economia de Laje é basicamente agrícola, com produção expressiva de produtos derivados da mandioca. Sua pecuária diversificada, conta com criações de bovinos, suínos, asininos e muares. Sua rede hoteleira possui 44 leitos. No ano de 2001 o município registrou 3607 consumidores de energia elétrica com um consumo de 4806mwh. Segundo dados da SEI/IBGE, o PIB do município par 2003 foi de R$ 48.647.352,00 e a estrutura setorial está distribuída da seguinte forma: 36,03% para agropecuária, 5,26% para indústria e 58,71% para serviços.

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «estimativa_ibge_2018.xls». agenciadenoticias.ibge.gov.br. Consultado em 2 de maio 2019 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 7 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 2 de maio 2019 

Ligações externasEditar

  Este artigo sobre um município da Bahia é um esboço relacionado ao WikiProjeto Nordeste do Brasil. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.