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Landmarks da Maçonaria são antigas obrigações, usos, costumes e tradições, considerados pela maioria dos autores maçônicos como as mais antigas leis que a regem. Dentre outras coisas, preveem a obrigatoriedade de uma "crença em um ser superior" (O Grande Arquiteto do Universo), o respeito e a igualdade entre seus membros, o simbolismo maçônico, entre outros. O último landmark, de acordo com Mackey, diz que nenhum dos anteriores deve ser mudado: NOLUMUS LEGES MUTARI

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Há inúmeras discussões entre grupos de maçons e, segundo alguns, os landmarks devem sofrer modificações, adequando-se à nossa época. Uma das alterações propostas seria a admissão de mulheres na Ordem Maçônica. Entretanto, de acordo com os defensores da sua imutabilidade, estas seriam cláusulas pétreas, sendo considerados os limites da maçonaria e, portanto, não poderiam ser passíveis de modificações. Ainda na opinião desses teóricos, alterá-los significaria romper a sintonia maçônica mundial.

OrigensEditar

Segundo Percy Jantz, o termo maçônico landmark tem origem bíblica. O termo pode ser encontrado no livro dos Provérbios 22:28: "Remove not the ancient landmark which thy fathers have set", para destacar como os limites da terra foram marcados por meio das colunas de pedra. Cita mais uma lei Judaica: "Não remova os marcos (landmarks) vizinhos, eles tem sido usado desde os tempos antigos para definir as heranças", para destacar como os marcos designam os limites da herança.[1]

Mark Tabbert acredita que as regras e regulamentações atuais regidas pelos landmarks são derivadas das regras medievais dos pedreiros.[2]

Landmarks de MackeyEditar

A primeira grande tentativa de definir os marcos da Maçonaria foi feita em 1858, quando Albert G. Mackey definiu 25 marcos da Maçonaria:[3][4]

  1. Os modos fraternos de reconhecimento.
  2. A divisão da Maçonaria em 3 graus simbólicos.
  3. A lenda de Hiram Abiff.
  4. A autoridade e governança de um Grão-Mestre.
  5. A prerrogativa do Grão Mestre de presidir toda reunião maçônica, onde e quando se realize.
  6. A prerrogativa do Grão-Mestre de emitir dispensas para manter a Loja em horários irregulares.
  7. A prerrogativa do Grão-Mestre de emitir dispensas para manter a Loja em lugares irregulares.
  8. A prerrogativa do Grão-Mestre em fazer maçons à vista.
  9. A necessidade de os maçons se congregarem em Lojas.
  10. O governo das lojas ser por um mestre e dois vigilantes.
  11. A necessidade de que cada Loja, quando reunida, estar resguardada ou coberta.
  12. O direito de todo maçom se fazer representar nas reuniões gerais da Fraternidade, e de instruir seus representantes.
  13. O direito de todo maçom de apelar das decisões de sua Loja para a Grande Loja.
  14. O direito de todos os maçons de tomarem assento em todas as Lojas regulares.
  15. Que nenhum visitante desconhecido possa assentar-se em Loja sem ser examinado e reconhecido como maçom.
  16. Que nenhuma Loja pode interferir nos negócios de outra Loja.
  17. Que todo maçom seja receptivo às leis e regulamentos da jurisdição em que ele resida.
  18. Que os candidatos à Maçonaria sejam obrigados a cumprir certas qualificações; ser adulto, sem incapacidades físicas e livre.
  19. Que uma crença na existência de Deus seja um requisito para a adesão.
  20. Subsidiária à crença em Deus, a crença em uma vida futura e na imortalidade da alma.
  21. Que um "Livro da Lei" constituirá uma parte indispensável do mobiliário de cada Loja.
  22. A igualdade entre os maçons.
  23. O sigilo da Instituição.
  24. A fundação de uma ciência especulativa sobre uma arte operativa.
  25. Que nenhum desses marcos pode ser alterado.

Landmarks de PikeEditar

Para Albert Pike, os landmarks da Maçonaria são apenas cinco:[5][6]

  1. A necessidade dos maçons reunirem-se em Lojas;
  2. O governo de cada Loja por um Venerável Mestre e dois Vigilantes;
  3. A crença no Grande Arquiteto do Universo e numa vida futura;
  4. A cobertura dos trabalhos da Loja;
  5. A proibição da divulgação dos segredos da Maçonaria, ou seja, o sigilo maçônico.

HistóriaEditar

Segundo os Regulamentos Gerais publicados pela Grand Lodge of England em 1723: "Cada Grande Oriente tem poder e autoridade para fazer novos regulamentos ou alterá-los, para os benefícios reais desta antiga Fraternidade; tomando os devidos cuidados para que os landmarks sejam sempre preservados." Contudo, os landmarks não foram definidos nenhuma vez. A primeira vez foi em Jurisprudence of Freemasonry 1858 pelo Dr. Albert Mackey. Ele colocou três características básicas:

  1. Antiguidade imemorial notória;
  2. Universalidade;
  3. Absoluta "irrevocabilidade".

Ele ainda afirmou que os landmarks são 25 no total e não podem ser alterados. Contudo, outros escritores tiveram diferentes interpretações históricas do que seriam os landmarks exatamente. Em 1863, George Oliver publicou o livro Freemason's Treasury no qual ele lista 40 Landmarks. No último século, algumas Grande Lojas Americanas tentaram enumerar os Landmarks, variando da Virgínia (7) e nova New Jersey (10) até Nevada (39) e no Kentucky (54).[7]

Joseph Fort Newton, no livro The Builders, faz uma definição simples dos landmarks: "The fatherhood of God, the brotherhood of man, the moral law, the Golden Rule, and the hope of life everlasting."

Referências

  1. The Landmarks of Freemasonry uu
  2. Mark A. Tabbert, American Freemasons: Three Centuries of Building Communities. National Heritage Museum, Lexington, MA: 2005, ISBN 0-8147-8292-2, p.109.
  3. Albert, Mackey (1858). «Foundations of Masonic Law». American Quarterly Review of Freemasonry and Its Kindred Sciences, 2, p. 230 
  4. «Landmarks». REVISTA BIBLIOT3CA. 25 de março de 2011. Consultado em 26 de abril de 2019 
  5. «Albert Pike - Classificação dos Landmarks». Consultado em 29 de abril de 2019 
  6. Simbólica, Maçonaria (25 de janeiro de 2011). «Landmarks de Albert Pike». Maçonaria Simbólica. Consultado em 29 de abril de 2019 
  7. Masonic Landmarks Arquivado em 9 de abril de 2002, no Wayback Machine., de Bro. Michael A. Botelho. Accessed 7 February 2006.
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