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Lenda das Sete Cidades, Terra de Atlantes

Lagoa das Sete Cidades, local da lenda.

A Lenda das Sete Cidades, Terra de Atlantes é uma tradição oral da ilha de São Miguel, nos Açores. Engloba os mitos da lendária Atlântida, descrita por Platão, e a fé cristã.[1]

Índice

LendaEditar

Conta a lenda que na ilha das Sete Cidades vivia uma princesa muito bonita de nome Eufémia, filha do rei Atlas e neta do deus Júpiter. A princesa tinha uma alma bela e pura, como o seu corpo. Adorava a liberdade, e por isso recusou o casamento preparado por seu pai com um dos filhos de Neptuno, monarca de outros tantos reinos na Atlântida.[2]

 
Miradouro do Cerrado das Freiras, Lagoa das Sete Cidades.

Neptuno ficou muito ofendido com a recusa da princesa Eufémia e mandou destruir o reino do seu pai, tendo nessa contenda morrido a princesa. No outro mundo a princesa ter-se-á convertido à fé cristã e desejado voltar à Terra para espalhar o bem. O seu desejo foi satisfeito.

Quando voltou à terra para cumprir os seus novos desígnios, foi posta numa ilha a que alguém num passado muito antigo tinha dado o nome de Sete Cidades. Era então um local muito pobre, onde se vivia em grande miséria e dor. Com a chegada da princesa, rapidamente as coisas começaram a mudar e a vida melhorou nas Sete Cidades, levando ao desaparecimento da dor e da miséria.

Actualmente, na ilha de São Miguel ainda há quem acredite que a bela princesa Eufémia habita a ilha. Vive na caldeira dentro do grande vulcão que fez nascer o Vale das Sete Cidades, encarnada numa bela solanácea de frutos cor de laranja e muito sumarentos, e cujas folhas têm excelente aplicação medicinal. Diz a lenda que "Aquele que beber deste mágico filtro espiritual fica curado das suas mágoas, defendido dos seus infortúnios".[2]

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

  • Lenda das Sete Cidades, Terra de Atlantes, no livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para leitura na sala de aula no 3.º ano de escolaridade - Grau de dificuldade I, e também recomendado pelo Serviço de Apoio à Leitura do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas}}

Referências