Abrir menu principal

Lindoia

município brasileiro no estado de São Paulo
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o município paulista. Para outros significados, veja Lindoia (desambiguação).

Lindoia [ó] é um município brasileiro do estado de São Paulo.

Estância Hidromineral de Lindoia
"Capital Nacional da Água Mineral[1]"
Bandeira de Lindoia
Brasão de Lindoia
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de março
Fundação 21 de março de 1965 (54 anos)
Gentílico lindoiano
Lema Aqua pura vita longa
"Água pura, vida longa"
Padroeiro(a) Nossa Senhora das Brotas[2]
Prefeito(a) Luiz Carlos Scarpioni Zambolim (PSB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Lindoia
Localização de Lindoia em São Paulo
Lindoia está localizado em: Brasil
Lindoia
Localização de Lindoia no Brasil
22° 31' 22" S 46° 39' 00" O22° 31' 22" S 46° 39' 00" O
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária

Campinas IBGE/2017 [3]

Região imediata

Amparo IBGE/2017

Municípios limítrofes Águas de Lindóia, Serra Negra, Itapira, Socorro
Distância até a capital 156 km[4]
Características geográficas
Área 48,600 km² [5]
População 6 708 hab. Censo IBGE/2010[6]
Densidade 138,02 hab./km²
Altitude 677 m
Clima Tropical de Altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,820 muito alto PNUD/2000[7]
PIB R$ 60 985,288 mil IBGE/2008[8]
PIB per capita R$ 10 294,61 IBGE/2008[8]
Página oficial
Prefeitura lindoia.sp.gov.br
Câmara camaralindoia.sp.gov.br
Documentário da Agência Nacional sobre a cidade em 1973.

Índice

HistóriaEditar

Origem

Os primeiros alicerces da colonização desta região, remontam aos princípios do século XVII. Quando era extraordinária a quantidade de colonizadores pretendendo terra na zona cortada pelo caminho que ligava o litoral às minas de Goiás. Requeridas as Sesmarias, localizada à margem da estrada referida, eram logo concedidas e assim, penetravam léguas e léguas pelo sertão adentro. A primazia de posse legal de terrenos no território, que agora constituem as Estâncias de Lindóia e Águas de Lindóia, coube a Manoel de Castro, portador da concessão de uma Sesmaria datada de 9 de agosto de 1728, no ribeirão de Água Quente. A estrada para as minas de Goiás atravessava aquela zona seguindo pelo espigão do Morro Pelado, rumo a Mogi Mirim. Esta doação aparece à página do livro nº 3 de "SESMARIAS ANTIGAS", arquivado na repartição de estatística do Estado e está assim concedida: "Antônio da Silva Caldeira Pimentel do Conselho de sua majestade governador e capitão general da capitania de São Paulo, minas do Paranapanema do Cuiabá e Guayanazes, etc. Faça saber aos que esta minha carta de sesmaria virem que tenho consideração ao que por sua petição me enviou a dizer Manoel de Castro, morador nesta praça de Santos, que ele se achava com alguns escravos, e com eles queria fazer suas lavouras, e roças em caminho do sertão das novas minas dos Guayanazes em a paragem do ribeirão chamado água Quente, adiante do rio Cezar indo povoado, cujas terras por ser desertas se achavam em direito senhorio, por quanto de sua cultura se seguia grande utilidade para melhor estabelecimento daquelas minas e pelo acréscimo dos dízimos, pedindo-me- lhe fizesse mercê conceder em nome de sua Majestade uma légua de terra em quadra na referida paragem do ribeirão de Água Quente indo para as ditas Minas de uma e outra parte do dito ribeirão, ficando-lhe este em meio fazendo pião onde for sua passagem". A 28 do mesmo mês e ano foi feita outra doação, ligava à que mencionamos acima, sendo outorgada ao Sargento Mor Manoel Gonçalves Aguiar, também residente na cidade de Santos. As primeiras construções, anteriores às de Manoel de Castro, foram feitas pelos Bandeirantes, para servirem de pouso nas suas caminhadas rumo às novas minas do Sertão Guayanazes. A tradição afirma que a região naqueles tempos, constituía território de ferocíssima tribo indígena. Vestígios desta civilização indígena, estão sendo encontrados, através de escavações como provam diversos instrumentos feitos em pedra de posse de moradores.

Significado do Nome

O próprio nome da região, depois tomado pelo município, foi dado pelos índios e seu significado, segundo o Dr. Joaquim da Silva Mello é o seguinte: "Lindóia é corruptela das Palavras tupy Rindoya e Rindheio. No alfabeto tupy não existia a letra" L "e o" R ", o mesmo no começo das palavras tem som brando. A substituição" L"deve ser de influência lusitana. Lindoya ou Rindoya significa "rio que não extravasa" De "Ri" (água, ribeirão, rio) "ND" (sem significado) é uma intercalação, por nasal o som "hi" e "y" por anteceder um verbo neutro ". Oia "(3ª pessoa do indicativo do verbo ya", caber não sair de sua capacidade, conter ". Literalmente: Rindoya", rio que não sai de sua capacidade ou que se contém ": Lindóia ou Rindheio significa" água insípida e quente ao paladar "DE" RI "(Água)" ND "(insípida)", HIO "(sensação de quentura na boca).

As duas interpretações são deveras interessantes e não se pode afirmar qual das duas é mais acertada. Permaneceu estacionária por muitos anos a região, até 1820, quando alguns imigrantes portugueses e espanhóis, oriundos de Atibaia - Bairro da Guardinha, se desentenderam com o Governador da Capitania de São Paulo, e fugiram, se fixando às margens do Cezar. Segundo a história contada pelos antigos, estas famílias eram: Franco, Godoy, Alves, Souza, Almeida e Domingues.

Fragmentos Históricos

Dos documentos antigos constam que Manoel Alves de Almeida, criou um índio batizado pelo nome de Salvador Domingues de Almeida, fundando-se latifúndios as margens esquerda do Rio do Cezar, depois chamado Rio do Peixe, por ser muito piscoso. Construiu aí algumas residências e plantou suas lavouras. Consta ainda que Salvador Domingues de Almeida casou-se com Candida e desse casamento teve muitos filhos, sendo que uma filha por nome de Anaesméria, casou-se com Joaquim Franco de Godoy, doador das terras para construção da Igreja de Nossa Senhora das Brotas, que recebeu está homenagem, por ser esta região riquíssima quantidades de brotas de água. No início o pequeno povoado recebeu o nome de brotas do rio do Peixe, conforme documentos datados de 1869 e 1870. Com a construção do ramal férreo da Cia. Mogiana, de Serra Negra em 1890, a região adquiriu um canal para escoamento de sua produção agrícola. Em 1895 foi criado o distrito policial de Lindóia subordinado ao de Serra Negra. No dia 10 de Março de 1898 a Cúria Metropolitana de São Paulo instalava a Paróquia de Nossa Senhora das Brotas do Rio do Peixe, cujo primeiro Pároco foi o Padre Jacinto Mastrange seguido pelo Padre Henrique Tozzi, tio do Dr. Tozzi Fundador das Termas de Lindóia, hoje Águas de Lindóia.

Com a construção de inúmeros prédios e outros melhoramentos urbanos trouxeram como conseqüência, a elevação da localidade à categoria de distrito de paz da Comarca de Serra Negra, por Lei nº. 639 de 29 de junho de 1899, no Governo do Presidente do Estado Cel. Fernando Prestes de Albuquerque. No ano seguinte, isto é, em 23 de fevereiro de 1900, foi instalado o cartório de Registro Civil e Anexo, criado no dia 29 de julho de 1899, cujo 1º escrivão foi José Antonio do Nascimento, o 2º Agenor do Nascimento, o 3º Francisco Pinto da Cunha Júnior, 4º Sebastião de Souza Nino, 5º Benjamin de Godoy Bueno de 1924 a 1968. Dinorah Gomes Godoy e Candida Maria de Jesus, nascida em 20 de fevereiro de 1900. O 1º Sub-Prefeito do distrito de Lindóia, foi o Cel. Estevam Franco, tendo ocupado esse cargo os senhores Olegário Domingues de Godoy, Joaquim Roque de Almeida, Benedito Correia e Silva, cujo chefe político era o tenente Coronel José Roque de Moraes. O cargo de Sub-Delegado foi ocupado, pelos senhores, Luiz Alves de Godoy Moreira, Olegário Domingues, João Eliza de Toledo, Antonio Basílio de Almeida, Benedito de Souza Godoy, Bento Faria e Elisiario Ferreira de Paiva, Jacinto de Godoy Moreira e Benedito Alves Primo. O Cemitério Municipal foi inaugurado em 16 de janeiro de 1899, cujo primeiro sepultamento foi feito em 23 de janeiro de 1899 - pessoa falecida Porfírio - causa morte lombriga. Após a proclamação da República, os primeiros eleitores do distrito de Lindóia, que votavam em Serra Negra, em nº. 209 eleitores. O Partido dominante era o P.R.P. Vereadores a Câmara de Serra Negra Tenente Coronel José Roque de Moraes, Joaquim Raimundo de Souza, Olegário Domingues de Godoy e Farmacêutico Humberto Amaral. Na década de 1920, o chefe político da Comarca era o Sr. Francisco Pinto da Cunha, que foi derrotado pela Aliança Liberal de Getúlio Vargas. Nesse período crescia pelo trabalho brilhante do Dr. Francisco Tozzi, às Termas de Lindóia, que fazia parte do Distrito de Lindóia. Com a comercialização de Água de Lindóia, pelo então Dr. Tozzi, Lindóia tornou-se conhecida em todo o Brasil e no mundo. Em 1921 teve início a construção da estrada ligando Lindóia, ao bairro da Água Quente, depois termas de Lindóia.

Em 1921 Lindóia recebeu a visita do Governador Washington Luís, que veio visitar as obras. Outros melhoramentos sucederam como as ligações com Serra Negra e Itapira. A construção da Usina das Cotas foi outra conquista.

O Dr. Tozzi alinhou-se politicamente ao lado do Dr. Firmino Cavenaghi, que fazia oposição ao Dr. Jovino Silveira, sendo chefe político do distrito de Lindóia o Farmacêutico Humberto Amaral. Com o falecimento do Dr. Tozzi sucedeu-lhe seu genro Dr. Vicente Rizzo, que continuou sua incansável luta. Através do general Silva Júnior, Macedo Soares, o então Governador Ademar de Barros, através do Decreto nº 9731 de 16 de novembro de 1938, cria a Estância Hidromineral de Lindóia. O 1º prefeito nomeado foi o Dr. Firmino Cavenaghi, sendo sucedido pelos senhores, José Bento da Silva, Romildo Torteli, Dr. Eduardo de Barros Martins, Dr. Paulo dos Santos, Dr. Benedito Alves Pinto de Vasconcelos, Dr. Valter Fachini, Dr. Humberto Amaral, Cirilo Emílio Mantovani.

Emancipação Política

Em 1953 numa campanha, comandada pelo Deputado Narciso Peroni, foi transferida a sede de Lindóia para a Thermas de Lindóia - com a denominação de Estância Hidromineral de Águas de Lindóia, passando Lindóia a ser simplesmente Distrito de Paz. Em 1965 pela Lei nº. 8092, Lindóia adquiriu a sua emancipação Política Administrativa, tendo a frente dessa luta o Deputado Nagib Chaib e os políticos locais, Lazaro de Souza Godoi, Agostinho de Souza Godoy, Antonio Toledo, Benedito Aparecido Dematei, Humberto de Godoy Moreira, Luis de Godoy Moreira, Romildo Torteli. O 1º Prefeito eleito foi o Sr. Antonio Toledo, e o Vice foi o Sr. Lazaro de Souza Godoy e a 1ª Câmara Municipal, foi composta dos seguintes vereadores: Benedito Aparecido Dematei, Laércio Londro de Oliveira, Américo Kachan, Geraldo Alves de Godoy, Benedito Ângelo Gusson, José Alves Neto, Ezio Coli, Hermínio Peternela e Agostinho de Souza Godoy, este Presidente da Câmara. Os prefeitos seguintes foram: Lázaro de Souza Godoy (interino), Agostinho de Souza Godoy - vice: Benedito Aparecido Dematei, Reinaldo Romeu Pietrafesa, Américo Kachan, Ivo Tadeu Tortelli - vice: José Fernando Faria Dematei, Benedicto Angelo Gusson - vice: Benedito Aparecido Dematei, Luiz Carlos Scarpioni Zambolim - vice: José Cremasco, Ernesto Tardelli - vice: Ivo Tadeu Tortelli, Luiz Carlos Scarpioni Zambolim - vice: Edward Bernardi, Eduardo Marcial Zambolim - Interventor, Élcio Fiori De Godoy - vice: José Justino Lopes.

Em 1970 no dia 29 de maio pelo decreto 229, foi Lindóia instituída em Estância Hidromineral, condição que perdeu ao ser transformada em Turística para obter autonomia eleitoral, mais graças ao trabalho do Deputado Manteli Neto, a partir de 9 de maio de 1986, voltou a condição de Estância Hidromineral, com lei sancionada pelo Governador Franco Montoro.[9]

Estância HidromineralEditar

 Ver artigo principal: Estância turística (São Paulo)

Lindoia é um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Hidromineral, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais. Além disso, Lindoia é considerada "Capital Nacional da Água Mineral", pelo motivo de 40% de toda água mineral consumida no país vir de Lindoia, com a denominação nas embalagens de "Lindoya".[carece de fontes?] Atualmente existe na cidade as empresas engarrafadoras de água mineral, como: Lindoya Genuína, Lindoya Verão, Lindoya Verão Thermal, Lindoya Bioleve, Lindoya Vida, Lindoya Original, e Lindoya Joia. Todas as empresas levam Lindoya em suas embalagem para a demostração da origem da água mineral.

Igreja CatólicaEditar

O município pertence à Diocese de Amparo.

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 22º31'23" sul e a uma longitude 46º39'00" oeste, estando a uma altitude de 677 metros. Sua população estimada em 2004 era de 6.021 habitantes.

Possui uma área de 48,6 km².

DemografiaEditar

Dados do Censo - 2000

População total: 5.331

  • Urbana: 4.716
  • Rural: 615
  • Homens: 2.690
  • Mulheres: 2.641

Densidade demográfica (hab./km²): 109,69

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 8,20

Expectativa de vida (anos): 75,97

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,85

Taxa de alfabetização: 91,10%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,820

  • IDH-M Renda: 0,757
  • IDH-M Longevidade: 0,849
  • IDH-M Educação: 0,853

(Fonte: IPEADATA)

HidrografiaEditar

RodoviasEditar

ComunicaçõesEditar

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973[10], quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[11], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[12] para suas operações de telefonia fixa.

Administração PúblicaEditar

Referências

  1. Prefeitura de Lindóia
  2. «Paróquia de Nossa Senhora das Brotas». Lindoia.com.br. Consultado em 16 de janeiro de 2015 
  3. «O recorte das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias de 2017» (PDF). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017. p. 20–34. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  4. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 28 de janeiro de 2011 
  5. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  6. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  8. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  9. «História de Lindoia». Circuito das Águas Paulista. Consultado em 11 de janeiro de 2019 
  10. «Relação do patrimônio da CTB incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  11. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  12. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1