Linha 7 da CPTM

Linha do sistema ferroviário de São Paulo, Brasil

A Linha 7–Rubi da CPTM compreende o trecho definido entre as estações Rio Grande da Serra e Jundiaí. Foi construída pela extinta São Paulo Railway, sendo inaugurada em 16 de fevereiro de 1867. Até março de 2008, denominava-se Linha A–Marrom.[1]


     Linha 7–Rubi da CPTM

Diagrama das estações
Dados gerais
Tipo Trem suburbano
Sistema Metrô de São Paulo
Local Grande São Paulo, Brasil
Terminais Rio Grande da Serra
Jundiaí
Estações 32
Operação
Abertura 16 de fevereiro de 1867 (154 anos)
Proprietário Bandeira do estado de São Paulo.svg Governo do Estado de São Paulo
Operador(es) CPTM red symbol.gif Companhia Paulista de Trens Metropolitanos
Armazém(ns)
  • Pátio da CPTM/MRS
  • Pátio Lapa
  • Pátio Jundiaí
Material circulante 30 trens Hyundai Rotem Série 9500

38 trens CAF Série 7000
8 trens CAF Série 7500

Dados técnicos
Comprimento das linhas 100,7 km (62,6 mi)
Bitola 1 600 mm (5 ft 3 in)
Eletrificação 3 kV DC catenária
Velocidade de operação 80 km/h (50 mph)
Mapa

Rio Grande da Serra
R. Guilherme Pinto Monteiro
Rio Grande
Ribeirão Pires
Travessia de pedestres
Ribeirão Pires
Guapituba
Mauá
Capuava
Av. Manoel da Nóbrega
Pirelli
Córrego Guarará
Santo André
EXT C.jpg BUS C.jpg
Prefeito Saladino
BUS C.jpg
Utinga
Viad. Independência
São Caetano
Complexo Pref. Luís Tortorello
Córrego dos Meninos
Tamanduateí
Metrô-SP icon.svg L02 C.png
Ipiranga
Juventus-Mooca
Metrô-SP icon.svg L03 C.png
L11 C.png sentido Estudantes
L12 C.jpg sentido Calmon Viana
Pátio Brás
Brás
Metrô-SP icon.svg L01 C.jpg
Luz
ViaQuatro logo.png L04 C.png
Metrô-SP icon.svg L03 C.png
Palmeiras–Barra Funda
BUS C.jpg L08 C.png Metrô-SP icon.svg L03 C.png
Av. Santa Marina
Água Branca
Lapa
Pátio Lapa
L08 C.png sentido Amador Bueno
Piqueri
Pirituba
Vila Clarice
Jaraguá
Vila Aurora
Perus
Viad. Gino Dártora (SP-336)
Caieiras
Viad. Ver. José Carlos da Silva Jr.
Viad. Pref. Donaldo Savazoni
Franco da Rocha
Viad. Estrada do Lago
Baltazar Fidélis
Francisco Morato
Viad. das Camélias
Túnel Botujuru
Botujuru
Campo Limpo Paulista
Viad. Alfried Krupp
Várzea Paulista
Viad. dos Emancipadores
Pátio Jundiaí
Jundiaí
EXT C.jpg
  1. O trecho da Linha L07 C.png entre as estações Luz e Brás só funciona nos dias úteis.
  2. A Linha L13 C.png é atendida pela Estação Brás através do serviço Expresso Aeroporto apenas no sentido Luz.
  3. O trecho da Linha L10 C.jpg que a conecta com a Estação da Luz encontra-se desativado ao público. Para esta estação, são oferecidos os serviços do Expresso Linha 10+.
  4. A Linha L13 C.png é atendida pela Estação da Luz através do serviço Expresso Aeroporto.

É a linha mais longa da CPTM e de toda a rede metro-ferroviária de São Paulo, com 100,7 quilômetros de extensão (da Estação Rio Grande da Serra até Jundiaí).[2] É também a única linha da CPTM que possui estações fora da Região Metropolitana de São Paulo (as estações Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista e Botujuru, que ficam na Aglomeração Urbana de Jundiaí). O trecho da linha entre as cidades de Jundiaí e Rio Grande da Serra, corresponde ao trecho ferroviário mais antigo do estado que ainda se encontra em operação, já que a linha pertencia à São Paulo Railway, posteriormente Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, a primeira ferrovia do estado.

HistóricoEditar

A linha foi construída pela extinta São Paulo Railway (SPR), posteriormente Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), tendo sido inaugurada em 16 de fevereiro de 1867. A linha é considerada "um dos marcos iniciais do desenvolvimento da cidade de São Paulo".[3] No início do século 20, graças à construção de várias estações intermediárias entre as originais da SPR, iniciou-se a circulação de trens de subúrbio, inicialmente entre Pirituba e Mauá. Na década de 1940, a linha seria eletrificada, mas continuou a prestar serviços com carros de madeira puxados por locomotivas até 1957, quando a Santos–Jundiaí adquiriu os primeiros TUEs da antiga série 101 (posteriormente Série 1100 da CPTM).

Em 1975, a linha passou a ser administrada diretamente pela Rede Ferroviária Federal (RFFSA), que desde 1957 tinha a Santos–Jundiaí como uma de suas subsidiárias. Em 1984, passou para a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que herdou todo o serviço de trens metropolitanos da rede, serviço este que seria estadualizado em 1994, passando para as mãos da recém-fundada Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a partir disso, a Linha Noroeste-Sudeste foi dividida em duas partes, Linha 7 Rubi (Antiga Linha A Marrom) entre Luz/Brás e Jundiaí, e Linha 10 Turquesa (Antiga Linha D Bege) entre Luz/Brás e Rio Grande da Serra, as duas linhas operaram de forma independente até 2021, quando foram reunificadas.

Em abril de 2010, a Prefeitura de São Paulo anunciou uma operação urbana margeando a Linha 7, na tentativa de atrair investimentos para as regiões da Lapa e do Brás, então ocupadas por diversos galpões e terrenos abandonados, as últimas grandes áreas ociosas da cidade.[4] As regiões somam 135 mil moradores, mas a expectativa era de atrair quatrocentos mil novos ao longo dos vinte anos seguintes.[4]

PercursoEditar

 
Mapa da Linha 7–Rubi em 2007.

A Linha 7 e 10 atendem a circulação entre as estações Rio Grande da Serra e Jundiaí,[5] passando pelos municípios de Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Caetano do Sul, São Paulo (Zonas Sudeste, Central, Oeste, Norte), Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista — estas duas últimas já fora da Região Metropolitana de São Paulo. Esta sub-região metropolitana apresenta topografia muito acidentada (Serra dos Cristais), sendo que os núcleos urbanizados foram se localizando ao longo da ferrovia, como bairros dormitórios, devido a dificuldades locacionais para instalações industriais ou geradoras de emprego.

Quando era uma linha independente, atendia o trecho entre Luz e Jundiaí, e a partir de outubro de 2019 passou a atender a Estação Brás, usando ali a plataforma 2, que fora usada pela Linha 10–Turquesa. Essa mudança era feita apenas em dias úteis, sendo que, nos finais de semana e feriados, o percurso compreendia o trecho entre Jundiaí e Luz.[6][7] Anteriormente, o percurso até a Estação Brás ocorria apenas em necessidades operacionais,[8][9] embora a CPTM tenha utilizado o trajeto entre Brás e Francisco Morato durante um certo período. Em 2001, transformou temporariamente a Estação Barra Funda em terminal da linha.[10]

Em parte do trecho inicial da linha, entre Bom Retiro e Lapa, ela corre ao lado da Linha 8–Diamante, com um desvio de integração ainda ativo, nos fundos do Pátio da Lapa.

A linha até hoje possui estações originais da SPR, algumas com prédios construído ainda no século XIX, como Caieiras, Perus, Jaraguá(Que tem as duas plataformas existentes (uma para cada sentido) em pontos diferentes da linha e não uma em frente à outra, sendo separadas por uma passagem de nível). Além de outras estações, como Santo André, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. O trajeto também passa por um túnel (de duas galerias), entre as estações Francisco Morato e Botujuru, e ainda possui duas vias auxiliares com trilhos originais da Santos–Jundiaí, pouco antes da Estação Perus, e logo após a Estação Água Branca.

Em setembro de 2018, foi anunciada a possibilidade da extensão do percurso até o município de Campinas, através do Trem Intermetropolitano, com previsão de início para 2019,[11][12] porém o projeto foi adiado para 2021.[13].

Em setembro de 2020, a CPTM eliminou a baldeação em Francisco Morato para passageiros viajando de Jundiaí ao Brás, ainda sendo necessária na maioria das vigens opostas.[14] [15] Segundo a companhia, essa medida beneficiaria 22 mil passageiros por dia de operação.[16] Essa medida, porém, será revertida com a concessão da linha, uma vez que, segundo informações oficiais, ela será encurtada para o trecho entre Francisco Morato e Palmeiras–Barra Funda, sendo criado um serviço denominado "Trem Intermetropolitano" para percorrer sua extensão projetada até Campinas, passando por Jundiaí.[17]

Reunificação (Serviço 710)Editar

A Partir de fevereiro de 2020 a CPTM elaborou um projeto para que esta linha fosse reunificada com a 10–Turquesa, projeto que se concretizou em Maio de 2021, com os trens voltando a fazer viagens diretas entre Jundiaí e Rio Grande da Serra, eliminando a necessidade de fazer transferência na Estação Brás, além do loop entre Francisco Morato e Mauá.[18]

CaracterísticasEditar

Brás–Francisco Morato Francisco Morato–Jundiaí
Extensão 41,2 km 21,5 km
Média de passageiros transportados/dia[19] 435.000 35.000
Intervalo entre trens (pico) 6 min 11 min
Quantidade de estações 15 5
Trens (hora pico) 22 5
Tempo de percurso 56 min 25 min
Distância média entre estações 3.247m 5.381m
Oferta de lugares no pico 14.220 2.438
Velocidade máxima 90 Km/h 70 Km/h
Passagens em nível 2 Nenhuma

EstaçõesEditar

Sigla Estação Município Observações MDU (10/2018)[20]
RGS Rio Grande da Serra Rio Grande da Serra Integração paga com ônibus para Paranapiacaba via Campo Grande (Viação Ribeirão Pires) e ao EMTU. 9 749
RPI Ribeirão Pires–Antônio Bespalec Ribeirão Pires 18 369
GPT Guapituba Mauá 8 435
MAU Mauá Mauá Acesso ao Terminal Urbano de Mauá. 49 620
CPV Capuava Mauá 7 009
SAN Prefeito Celso Daniel–Santo André Santo André Integração paga com o EMTU e os ônibus municipais de Santo André no terminal leste e oeste e com o Expresso Turístico (Luz-Paranapiacaba) da CPTM. Chamava-se apenas Santo André até 2007. 62 549
PSA Prefeito Saladino Santo André Acesso ao Terminal Rodoviário de Santo André (TERSA). 8 526
UTG Utinga Santo André 10 717
SCS São Caetano do Sul–Prefeito Walter Braido São Caetano do Sul Acesso ao Terminal Urbano e Rodoviário de São Caetano do Sul 31 959
TMD Tamanduateí São Paulo Integração gratuita com a linha   Verde do Metrô. 74 010
IPG Ipiranga 10 199
MOC Juventus–Mooca 7 407
BAS Brás Integração gratuita com a linha   Vermelha do Metrô e as linhas   Coral,   Safira e   Jade da CPTM. 165 611
LUZ Luz Integração gratuita com as linhas   Azul,   Amarela, e as linhas   Coral e   Jade da CPTM. 146 071
BFU Palmeiras–Barra Funda Integração gratuita com a linha   Vermelha do Metrô e   Diamante .
Acesso ao Terminal Rodoviário da Barra Funda.
166 878
ABR Água Branca Futura integração com as linhas   Laranja e   Diamante.[21][22] 8 213
LPA Lapa Futura integração com a Linha   Diamante.[23] 32 306
PQR Piqueri 6 695
PRT Pirituba 16 743
VCL Vila Clarice 4 172
JRG Jaraguá 17 681
VAU Vila Aurora 9 087
PRU Perus 22 887
CAI Caieiras Caieiras 13 693
FDR Franco da Rocha Franco da Rocha 22 914
BFI Baltazar Fidélis 8 874
FMO Francisco Morato Francisco Morato 34 284
BTJ Botujuru Campo Limpo Paulista 1 697
CLP Campo Limpo Paulista 3 954
VPL Várzea Paulista Várzea Paulista 1 855
JUN Jundiaí Jundiaí 8 323

MDU = média de passageiros embarcados por dia útil em cada estação, desde o início do ano. Nas estações com duas ou mais linhas o MDU representa a totalidade de passageiros embarcados na estação, sem levar em conta qual linha será utilizada pelo usuário.

Extensão operacionalEditar

Os trens oriundos do Brás paravam em Francisco Morato e voltavam para o Brás até setembro de 2020. Para prosseguir até Jundiaí, era necessária uma baldeação. O trecho entre Francisco Morato e Jundiaí era feito por menos trens e com maiores intervalos. A partir do dia 9 de novembro de 2009, alguns trens (fora dos horários de pico e em caráter experimental) passaram a fazer o percurso completo Luz–Jundiaí e Jundiaí–Luz.[24] No dia 17 de setembro de 2020, a CPTM encerrou a baldeação na estação Francisco Morato, fazendo com que os trens seguissem direto para seus destinos, trocando o modelo "extensão operacional" por loops operacionais.

GaleriaEditar

Referências

  1. «Linhas da CPTM ganham novos nomes». Governo do Estado de São Paulo. 3 de abril de 2008. Consultado em 26 de junho de 2018 
  2. «Linha 7-Rubi da CPTM passa a operar de Jundiaí até a estação Brás nesta segunda». G1. 28 de outubro de 2019. Consultado em 3 de novembro de 2019 
  3. Rodrigo Brancatelli (30 de abril de 2010). «Capital vai recuperar margens de ferrovia». Jornal da Tarde (14 494). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. pp. 6A. ISSN 1516-294X. Consultado em 2 de maio de 2010 
  4. a b Rodrigo Brancatelli (30 de abril de 2010). «Capital vai recuperar margens de ferrovia». Jornal da Tarde (14 494). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. pp. 6A. ISSN 1516-294X. Consultado em 2 de maio de 2010 
  5. «CPTM confirma Linha 7-Rubi indo até a estação Brás». Metrô CPTM. 25 de outubro de 2019. Consultado em 26 de outubro de 2019 
  6. «CPTM confirma Linha 7-Rubi indo até a estação Brás». Metrô CPTM. 25 de outubro de 2019. Consultado em 26 de outubro de 2019 
  7. Adamo Bazani (25 de outubro de 2019). «Trens da Linha 7-Rubi prestará serviços até a Estação Brás a partir de segunda (28)». Diário do Transporte. Consultado em 25 de outubro de 2019 
  8. «Trens da CPTM funcionam normalmente nesta quinta-feira». Metrô Jornal. 17 de janeiro de 2018. Consultado em 27 de maio de 2018 
  9. «Estações do Metrô de São Paulo fecham para testes no fim de semana». Diário do Transporte. 23 de março de 2018. Consultado em 27 de maio de 2018 
  10. «CPTM muda temporariamente trajeto da Linha A (Brás-Francisco Morato)». Governo do Estado de São Paulo. 14 de setembro de 2001 
  11. Lobo, Renato (4 de setembro de 2018). «Marcio França anuncia trem da CPTM entre a Luz e Campinas». Via Trólebus. Consultado em 7 de setembro de 2018 
  12. Leandro Las Casas (4 de setembro de 2018). «França anuncia projeto de trem entre Campinas e São Paulo». Portal CBN. Consultado em 7 de setembro de 2018 
  13. «Governo Doria quer início de obras de trem para Campinas em 2021». Folha de S.Paulo. 31 de outubro de 2019. Consultado em 31 de dezembro de 2019 
  14. «Todos os trens da Linha 7 da CPTM que partem de Jundiaí passam a ir direto ao Brás». Via Trólebus. 17 de setembro de 2020. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  15. Redação (17 de setembro de 2020). «Fim da baldeação de trens para passageiros que viajam entre Jundiaí e Brás». Tribuna de Jundiaí. Consultado em 20 de setembro de 2020 
  16. «CPTM encerra transferência em Francisco Morato para passageiros que viajam de Jundiaí para o Brás, na Linha 7 | CPTM». cptm.sp.gov.br. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  17. «Após ser concedida, Linha 7-Rubi deverá operar apenas entre Francisco Morato e Barra Funda». Metrô CPTM. 5 de setembro de 2020. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  18. «CPTM lança "Serviço 710" com trens indo de Jundiaí a Rio Grande da Serra». p. Metrô CPTM. Consultado em 30 de abril de 2021 
  19. «CPTM conclui entrega dos novos trens para a Linha 7-Rubi | CPTM». www.cptm.sp.gov.br. Consultado em 7 de dezembro de 2019 
  20. «Tabela Novos Negocios Agosto 2018» (PDF). CPTM. Consultado em 8 de agosto de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 18 de julho de 2018 
  21. «Linha 6 - Laranja (em projeto), Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô, página visitada em 5-10-2009». www.planodeexpansaosp.com.br. Consultado em 5 de outubro de 2009. Arquivado do original em 4 de agosto de 2009 
  22. Renato Lobo; Renato Lobo (11 de novembro de 2014). «Nova estação Água Branca será polo ferroviário». Via Trólebus. Consultado em 2 de março de 2015 
  23. «Concessionário privado que assumir linhas 8 e 9 da CPTM terá de unificar estações Lapa». Metrô CPTM. 19 de fevereiro de 2020. Consultado em 11 de agosto de 2020 
  24. «Novo esquema da CPTM fará viagens diretas entre as estações Luz e Jundiaí». Governo do Estado de São Paulo. 4 de novembro de 2009 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

 
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