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Linha Direta
Informação geral
Formato Programa jornalístico
Gênero
Duração 60 minutos
País de origem  Brasil
Idioma original (português brasileiro)
Produção
Diretor(es) Milton Abirached (programa)
Carlos Henrique Schroder (DGJE)
Apresentador(es) Domingos Meirelles
Hélio Costa
Marcelo Rezende
Tema de abertura Instrumental
Tema de encerramento Instrumental
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Formato de exibição SDTV (480i)
Transmissão original 29 de março de 19906 de dezembro de 2007
Cronologia
Programas relacionados Yesterday
Today and Tomorrow
The Unsolved Mysteries

Linha Direta[1][2][3] foi um programa de televisão brasileiro transmitido pela Rede Globo, e exibido nas noites de quinta-feira, entre 1999 e 2007[4]. O programa dedicava-se a apresentar crimes que aconteceram pelo Brasil e cujos autores estariam foragidos da Justiça. Inicialmente era apresentado por Marcelo Rezende, até que em dezembro de 2001 o jornalista abandona a Rede Globo, e em 2002 vai para a RedeTV! para apresentar o Repórter Cidadão, e o Linha Direta passa a ser apresentado por Domingos Meirelles. O último programa foi exibido no dia 6 de dezembro de 2007.

Uma primeira versão do programa já havia sido produzida em 1990, com a apresentação de Hélio Costa. Nesta versão, diferentemente da última, eram reconstituídos crimes famosos, como o "Caso Carlinhos", com atores desconhecidos.

Em fevereiro de 2003 a Rede Globo ganhou a medalha Tiradentes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) por "reconhecimento aos méritos do programa".[5] Em agosto de 2003 foi mencionado em uma crítica negativa de Francisco Alves Filho, da ISTOÉ, onde ele cita programas de TV que "explora[m] a miséria humana em busca de audiência".[6]

Índice

EstiloEditar

O programa fazia uma simulação dos fatos, sendo que se houvesse mais de uma versão, ambas eram apresentadas. Normalmente havia a apresentação de dois casos - às vezes até três casos no mesmo programa - e, ao final do programa, poderia ocorrer o relato de algum foragido que foi preso graças à ajuda do programa, que fornecia telefone ou e-mail e garantia o anonimato do denunciante. Desde sua estreia, o Linha Direta, através das denúncias anônimas, colaborou para a prisão de, até certo momento, 431 foragidos da Justiça. As simulações eram feitas por atores profissionais, embora quase sempre desconhecidos.

Linha Direta contava com uma central telefônica disponível 24 horas por dia e, a partir de 2000, com uma página na Internet para receber denúncias de telespectadores, sempre com garantia de sigilo total. A exibição dos retratos dos procurados nas chamadas do Linha Direta foi o suficiente para que eles fossem localizados. A popularidade do programa era tal que no presídio Aníbal Bruno, em Recife, três bandidos presos graças às denúncias do programa foram apelidados de “Linha Direta 1, 2 e 3”. Alguns foragidos se entregaram à justiça ao saberem que os seus casos estavam sendo produzidos pelo programa. O objetivo era impedir o programa de ir ao ar, porque eles já estariam presos. Também era uma forma de evitar que os crimes se tornassem conhecidos em todo o Brasil. Exemplos desses casos são: Nelson Carpen, um estelionatário de Santa Catarina; e Omar Souto, pintor de Goiás acusado de abuso sexual de menores de idade. Em ambos os casos, os programas foram exibidos pela emissora para não incentivar esse tipo de manobra.

Em setembro de 2002, representantes do Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos Humanos e de parentes de vítimas de crimes impunes entregaram à Rede Globo um abaixo-assinado solicitando a permanência do Linha Direta na programação da emissora. No documento, o programa é citado como de utilidade pública e de importância fundamental num país que não dispõe de um cadastro nacional de procurados.

Um ano depois, a Rede Globo recebeu na sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a medalha Tiradentes, pela iniciativa de produzir e veicular o Linha Direta. A maior comenda oferecida pelo poder legislativo do Rio foi entregue ao jornalista Domingos Meirelles, em uma cerimônia que contou com a presença de representantes de entidades de direitos humanos e parentes das vítimas dos crimes retratados pelo programa. Além da entrega da medalha, a Alerj publicou no Diário Oficial do Estado uma moção honrosa que citava nominalmente cada funcionário envolvido na produção do Linha Direta.

- Linha Direta ocupava dois prédios do Projac, onde fica a maior parte da produção da Rede Globo.

Deixou de ser exibido em 2007. A justificativa para tal, de acordo com a Central Globo de Comunicação, em mensagem deixada no site do programa, foi: "A respeito das manifestações de entidades ligadas aos Direitos Humanos pela continuidade do programa Linha Direta - por seu reconhecido interesse público -, informamos que a Rede Globo passou a adotar o sistema de temporadas. Mesmo com êxito e importância comprovados, os programas têm sua exibição suspensa, passando por uma reavaliação para nova exibição futura."

Muito foi especulado sobre a volta do programa à grade de programação da Globo, mas isso nunca aconteceu.

Equipe de produçãoEditar

Além da direção geral de Milton Abirached e apresentação de Domingos Meirelles, contava com Edson Erdmann, Andre Schultz, Paulo Gheli, Pedro Carvana, André Felipe Binder, Adriano Coelho (diretores), Gustavo Vieira, Ângelo Tortelly (coordenação de jornalismo), Fábio Lau, Marcelo Fariade Barros, Wilson Aquino, Mônica Marques, Elayne Cirne (repórteres), Danielle Ferreira, Didier Dutra, Camila Machado de Assis, Camila Avancini (produção de jornalismo), Charles Peixoto, Teresa Frota, Gustavo Cascon, Ivan Sant’Anna, Adriana Avellar (roteiro), Flávio Araújo, Zé Dassilva; Maurício Yared (edição), Alexandre Ishikawa (direção de produção), Verônica Esteves (gerente de produção), Edon Oliveira (produção musical), Fred Rangel (direção de fotografia), Vitor Klein (efeitos especiais), José Artur Camacho (produção de arte), Mauro Heitor (computação gráfica), Vera Daflon, Andréia Hollanda (coordenação de produção), Aldo Picini, Oscar Francisco (assistência de direção), Denise Bernardes (figurinista), Rose Aragão (caracterização), Carlos Eduardo KK (cenografia)

Linha Direta JustiçaEditar

Uma vez por mês, o Linha Direta abria espaço para uma edição do Linha Direta Justiça, apresentando crimes famosos que abalaram o Brasil. Foi exibido entre 08/05/2003 e 22/11/2007, às quintas-feira, às 21h50.

Ao contrário do programa de origem, não havia participação direta dos telespectadores pelo telefone. Os casos mostrados no Linha Direta Justiça ganharam repercussão na mídia na época em que ocorreram e já tinham sido levados a julgamento. 

Enquanto o Linha Direta exibia dois casos por edição, o Justiça era sempre baseado em apenas um caso. Com isso, contava com mais recursos de produção. No Justiça, os casos apresentados já tinham sido encerrados, o que permitia à produção inserir diálogos nos roteiros e contar com atores mais conhecidos pelo público.

Foram ao todo reportagens como: O caso Van-Lou; Ângela e Doca; O Sequestro de Carlinhos; A Fera de Macabu; Zuzu Angel; Zé Arigó; Caso Irmãos Naves; O Naufrágio do Bateau Mouche; Vladimir Herzog; As Cartas de Chico Xavier; Monica Granuzzo; Castelinho da rua Apa; Os Crimes da Rua Arvoredo; Aída Curí; O Crime do Sacopã; Hosmany Ramos; Febrônio Filho da Luz; Fera da Penha; Cabo Anselmo; O Crime da Mala; A Bomba do Riocentro; O Roubo da Taça Jules Rimet; A Chacina da Candelária; O Bandido da Luz Vermelha; Mães de Acari; O Caso Mengele; Dana de Teffé; O Caso Ana Lídia; A Primeira Tragédia de Nelson Rodrigues; Césio 137.[7]

LivroEditar

Em 2007, a Editora Globo lançou um livro de 320 páginas intitulado "Crimes Que Abalaram o Brasil". A obra foi escrita pela equipe de reportagem do programa Linha Direta Justiça. O livro reconstitui casos como Crime da Mala, o sequestro do menino Carlinhos, as atrocidades de Chico Picadinho e da Fera da Penha.

Edições especiaisEditar

A última quinta-feira do mês era reservada às edições especiais, que poderiam ser de dois tipos:

Linha Direta - Justiça: apresentação da história e do desfecho de crimes e tragédias históricas, como por exemplo:

Linha Direta - Mistério: apresentação de casos que desafiam a compreensão e não foram encontradas explicações racionais:

ElencoEditar

 
Hélio Costa apresentou a primeira versão do Linha Direta.

A Fera da PenhaEditar

As Cartas de Chico XavierEditar

Caso Antonio BelliEditar

Caso MengeleEditar

Caso MulaEditar

O Caso Van-LouEditar

Crime das Irmãs PoniEditar

Mansão de SaracurunaEditar

O Bandido da Luz VermelhaEditar

Zuzu AngelEditar

O Caso das Máscaras de ChumboEditar

Irmãos NavesEditar

O Crime da MalaEditar

O Roubo da Taça Jules RimetEditar

A Bomba do RiocentroEditar

Gran Circus Norte-AmericanoEditar

Edifício JoelmaEditar

Césio 137Editar

A Fera de MacabuEditar

Ana LídiaEditar

Frei TitoEditar

Operação PratoEditar

Ângela e DocaEditar

Bateau MoucheEditar

O Castelinho da Rua ApaEditar

Noiva/Danielle/Prisão Meimberg (Caso Empresário)Editar

Circo/InglesaEditar

Cabo AnselmoEditar

O Crime do SacopãEditar

Zé ArigóEditar

Febrônio Índio do BrasilEditar

Chacina da CandeláriaEditar

Hosmany RamosEditar

Wellington de CamargoEditar

Vladmir HerzogEditar

Caso JeffersonEditar

Caso Jonas LopesEditar

A Primeira Tragédia de Nelson RodriguesEditar

Caso Monica GranuzzoEditar

Dana de TefféEditar

Caso Daniella PerezEditar

(OBS: Episódio cancelado a pedido de Glória Perez).

Mães de AcariEditar

O FloristaEditar

Pedra de FelEditar

E.Q.M.Editar

Caso Aida CuriEditar

Os Crimes da Rua do ArvoredoEditar

Caso Alexandre DelgadoEditar

Chico PicadinhoEditar

Caso Filho e NetoEditar

Caso Thays Coppola RuppEditar

  • Felipe V de Souza

Caso Taguatinga/DFEditar

Violência no CampoEditar

Caso QuadrilhaEditar

Caso KryssanEditar

Caso Fernando CararãEditar

Meninos CaixeirosEditar

Rixa EstudantilEditar

Referências

  1. http://memoriaglobo.globo.com/programas/jornalismo/programas-jornalisticos/linha-direta.htm
  2. http://memoriaglobo.globo.com/programas/jornalismo/programas-jornalisticos/linha-direta-justica.htm
  3. http://memoriaglobo.globo.com/programas/jornalismo/programas-jornalisticos/linha-direta-misterio.htm
  4. Programa Linha Direta zisno.com. (Dezembro, 2009).
  5. «SESSÃO SOLENE - Alerj». http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/taqalerj2006.nsf/5d50d39bd976391b83256536006a2502/2d9558625423ac1383256d9500792392?OpenDocument&ExpandSection=1. 9 de janeiro de 2003. Consultado em 9 de março de 2019 
  6. Francisco Alves Filho (27 de agosto de 2003). «Universo paralelo». ISTOÉ. Consultado em 9 de março de 2019 
  7. «LINHA DIRETA JUSTIÇA». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 21 de maio de 2017 
  8. [1]
  9. a b http://memoriaglobo.globo.com/programas/jornalismo/programas-jornalisticos/linha-direta-justica/a-fera-de-macabu.htm
  10. a b c http://televisao.uol.com.br/ultimas-noticias/2007/11/21/ult4244u531.jhtm
  11. http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,linha-direta-leva-ao-ar-historia-do-cabo-anselmo,15655
  12. http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI3530406-EI13419,00-Marcelo+Serrado+vai+estrelar+especial+Linha+Direta.html
  13. Linha Direta Justiça - A Chacina da Candelária
  14. a b c http://memoriaglobo.globo.com/programas/jornalismo/programas-jornalisticos/linha-direta-justica/a-primeira-tragedia-de-nelson-rodrigues.htm
  15. a b http://televisao.uol.com.br/ultimas-noticias/2007/04/27/ult4244u99.jhtm
  16. a b http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI1928377-EI1118,00.html
  17. http://redeglobo.globo.com/Linhadireta/0,26665,VYJ0-5259-226042,00.html
  18. http://redeglobo.globo.com/Linhadireta/0,26665,VYJ0-5259-226044,00.html
  19. http://redeglobo.globo.com/Linhadireta/0,26665,VYJ0-5259-226045,00.html
  20. http://redeglobo.globo.com/Linhadireta/0,26665,VYJ0-5259-226036,00.html
  21. http://redeglobo.globo.com/Linhadireta/0,26665,VYJ0-5259-226040,00.html
  22. http://redeglobo.globo.com/Linhadireta/0,26665,VYJ0-5259-226037,00.html
  23. a b http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI3546356-EI13419,00-Linha+Direta+retorna+com+cenario+estrategico.html
  24. «Cópia arquivada». Consultado em 15 de julho de 2014. Arquivado do original em 19 de julho de 2014 

Ligações externasEditar