Linha Oeste da Fepasa

A Linha Oeste da Fepasa foi criada no início dos anos 1970, no lugar do antigo tronco oeste da Estrada de Ferro Sorocabana. Atualmente, a Linha Oeste foi incorporada pela CPTM, sendo renomeada Linha 8 da CPTM.

     Linha Oeste

Estação Comandante Sampaio, uma das maiores construídas na Linha Oeste pela FEPASA
Dados gerais
Tipo Trem Metropolitano
Local Mairinque, São Roque, Itapevi, Jandira, Barueri, Carapicuíba, Osasco e São Paulo
 Brasil
Terminais Júlio Prestes
Estação Mairinque
Sucede a Linha Tronco (Estrada de Ferro Sorocabana)
Continua como Linha 8 da CPTM
Estações 22
Passageiros/dia N/D
Operação
Abertura 25 de janeiro de 1979 (41 anos)
Encerramento 1996 (24 anos)
Operador(es) Ferrovia Paulista S/A
Material circulante TUEs Série 4800 (Itapevi–Amador Bueno–Mairinque), Série 5000 e Série 5500
Dados técnicos
Bitola 1 600 mm / 1 000 mm
Velocidade de operação 80 km/h (49,7 mph)
Mapa da linha (1996)

Luz
Júlio Prestes
para Evangelista de Souza
Barra Funda
Lapa
Domingos de Moraes
Imperatriz Leopoldina
para Varginha
Presidente Altino
Osasco
Comandante Sampaio
Quitaúna
Km 21
Carapicuíba
Santa Terezinha
Antônio João
Barueri
Jardim Belval
Jardim Silveira
Jandira
Sagrado Coração
Engenheiro Cardoso
Itapevi
Santa Rita
Cimenrita
Ambuitá
Amador Bueno
Parada 46
São João Novo
Parada 50
Mailasqui
Cinzano
Gabriel Piza
Vila Amaral
São Roque
Marmeleiro
Mairinque
para Presidente Epitácio
TUE Série 5000 nas cores da FEPASA (fabricado pela Cobrasma de Osasco, sob licença da empresa francesa Francorail).
Mapa das linhas Oeste e Sul da Fepasa ainda existia na Estação Presidente Altino em 2003.

HistóriaEditar

Com a criação da Fepasa, em 1971, o governo do estado de São Paulo iniciou um programa de remodelação do sistema de trens de suburbio da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, por meio da criação da divisão Fepasa-DRM. Entre 1976 e 1986, foram reconstruídas 22 estações, a Estação Júlio Prestes foi reformada e foram adquiridos 150 TUEs, sendo cem para a Linha Oeste, fabricados pela Cobrasma (sob licença Francorail). Ao lado das novas estações foram construídos terminais de ônibus e estacionamentos.

As obras foram divididas em fases:

Fase I (1976–1979)Editar

Trecho/estações Empresas[1] Custo previsto Inauguração
Julio Prestes Betumarco[2] N/D 25 de janeiro de 1979
Lapa Christiani Nielsen N/D 1979/1985
Domingos de Moraes Cr$ 451 milhões[3] 25 de janeiro de 1979
Presidente Altino
Osasco
Comandante Sampaio
Km 21
Imperatriz Leopoldina Betumarco
Carapicuíba
Santa Terezinha Ecisa

Fase II (1979–1983)Editar

Trecho/estações Empresas Custo previsto Inauguração
Antonio João N/D N/D novembro de 1982
Barueri
Jardim Belval março de 1983
Jardim Silveira
Jandira SEC Ltda.[4]
Itapevi HOS Engenharia[4]

Fase III (1985–1989)Editar

Trecho/estações Empresas Custo previsto Inauguração
Amador Bueno Stel S.A.[5] Cr$ 263.156.487,00 21 de junho de 1985
Ambuitá Construtora Sorocaba Ltda[5]. Cr$ 242 065 429,00
Santa Rita Cr$ 261 623 888,00
Cimenrita N/D N/D
Sagrado Coração Betumarco N/D 20 de fevereiro de 1987
Engenheiro Cardoso N/D
Barra Funda Mendes Junior[6] N/D 17 de dezembro de 1988

As oficinas e o pátio da linha foram construídos e inaugurados em 1986, ao lado da Estação Presidente Altino. Em 1996, a divisão DRM da Fepasa foi incorporada pela CPTM.[7]

EstaçõesEditar

Estação Município Observações
Júlio Prestes São Paulo Reformada e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
Barra Funda Reconstruída e reinaugurada em 5 de novembro de 1988
Lapa Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
Domingos de Moraes
Imperatriz Leopoldina
Presidente Altino Osasco
Osasco
Comandante Sampaio
Quitaúna
General Miguel Costa (antes, Matadouro e Km 21)
Carapicuíba Carapicuíba
Santa Teresinha
Antônio João Barueri Reconstruída e reinaugurada em 12 de novembro de 1982
Barueri
Jardim Belval Reconstruída e reinaugurada em 11 de março de 1983
Jardim Silveira
Jandira Jandira
Sagrado Coração
Engenheiro Cardoso Itapevi Reconstruída e reinaugurada em 20 de fevereiro de 1987
Itapevi Reconstruída e reinaugurada em 11 de março de 1983
Santa Rita Reformada e reinaugurada em 21 de junho de 1985
Cimenrita
Ambuitá
Amador Bueno
Parada 46 São Roque Desativada da linha em 1998
São João Novo
Parada 50
Mailasqui
Parada Cinzano
Gabriel Piza
São Roque
Parada Marmeleiro
Mairinque Mairinque

Passageiros transportadosEditar

Antes da realização das obras de remodelação, a Linha Oeste transportou trinta milhões de passageiros em 1977. Em 1980, com a abertura da primeira fase da linha remodelada, o número de passageiros transportados foi de 56 milhões. O auge de passageiros transportados foi em 1991, quando 98 milhões foram transportados:[8]

Ano* Quantidade Ano Quantidade
1977 30 841 407 1991 98 450 229
1978 24 644 490 1992 94 655 129
1979 43 740 298 1993 90 026 077
1980 56 413 137 1994 86 513 579
1990 97 106 029 1995 89 594 035

Referências

  1. Durval Ferreira (4 de junho de 1977). «São Paulo: um grande metrô de superfície-Engenharia brasileira». Revista Manchete, Ano 25, edição 1311, página 134/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 29 de junho de 2019 
  2. «Fepasa ignorava os acidentes na Julio Prestes». Folha de S.Paulo, ano 57, edição 18153, página 14. 15 de dezembro de 1978. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  3. Inclui também as estações Ceasa, Jaguaré, Cidade Universitária e Pinheiros da Linha Sul
  4. a b «FEPASA» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Ano 91, edição 191, página 1. 7 de outubro de 1981. Consultado em 29 de junho de 2019 
  5. a b Ferrovia Paulista S.A.-Fepasa (14 de dezembro de 1984). «Aviso-Relação de contratados firmados entre 1 de janeiro e 30 de novembro de 1984» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo, Caderno Ineditoriais, página 20. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  6. «Encontro de túneis marca obra do Metrô de São Paulo-Metrô de São Paulo comemora 40 anos» (PDF). Informativo da Mendes Júnior - ano VII, nº 25, página 11. Agosto de 2008. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  7. FAGUNDES, Homero Gottberg (1998). «A remodelação das linhas B e C da CPTM» (PDF). Revista dos Transportes Públicos - ANTP - Ano 20, página 93. Consultado em 29 de junho de 2019 
  8. FAGUNDES, Homero Gottberg (1998). «A remodelação das linhas B e C da CPTM» (PDF). Revista dos Transportes Públicos - ANTP - Ano 20, página 93. Consultado em 28 de março de 2020 

Ver tambémEditar