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A dark gray and red sphere representing the Earth lies against a black background to the right of an orange circular object representing the Sun
Como a Terra pode se parecer em sete bilhões de anos a partir de agora, depois do Sol se tornar em uma Gigante Vermelha

Enquanto o futuro nunca possa ser previsto com certeza absoluta,[1] o entendimento atual de vários campos científicos permitem a previsão de alguns eventos do futuro distante, se apenas no mais amplo esboço. Esses campos incluem a Astrofísica, que revelou como planetas e estrelas se formam, interagem, e morrem; Física de partículas que revelou como a matéria se comporta nas menores escalas; Biologia evolutiva, que prevê como a vida vai evoluir através do tempo; e Tectónica de placas, que mostram como os continentes mudam através dos milênios.

Todas as projeções do Futuro da Terra, do Sistema Solar e do Universo devem levar em conta a Segunda lei da termodinâmica, que declara que a Entropia, ou a perda de energia disponível para trabalhar, deve aumentar com o tempo.[2] As estrelas irão eventualmente acabar com seus suprimentos de hidrogênio e se apagarão. Encontros próximos entre objetos astronômicos vão tirar planetas de seus sistemas solares, por causa da gravidade, e sistemas estelares de suas galáxias.[3]

Os físicos esperam que a própria matéria vai, eventualmente, sofrer a influência do decaimento radioativo, já que até os materiais mais estáveis se quebram em partículas radioativas.[4] Os dados atuais sugerem que o universo tem uma geometria plana (ou bem próxima de plana), e então não vai colapsar sobre si mesmo após um tempo finito,[5] e um futuro infinito permite a ocorrência de um número de eventos extremamente improváveis, como a formação de Cérebros de Boltzmann.[6]

As linhas do tempo mostradas aqui cobrem eventos do começo do 11º milênio[note 1] até os pontos mais distantes do tempo futuro. Um número de eventos alternativos estão listados para apresentar questões ainda não resolvidas, tipo as de que se humanos serão extintos, se os prótons vai decair e se a Terra sobreviverá quando o Sol se expandir para virar uma Gigante vermelha.

Índice

ChaveEditar

Futuro da Terra, do Sistema Solar e do UniversoEditar

Ver também: Formação e Evolução do Sistema Solar

  Anos a partir de agora Evento
  10.000 Se uma falha do "Ice plug" da Bacia Wilkes Subglacial ocorrer nos próximos séculos, se tornará um perigo para a folha de gelo no leste da Antartida, que vai levar até esse tempo para derreter completamente. Os níveis do mar vão subir de 3 a 4 metros.[7] (Um dos potenciais efeitos a longo prazo do aquecimento global, este é separado da ameaça de prazo mais curto do manto de gelo da Antártida Ocidental).
  10.000 A supergigante vermelha Antares provavelmente terminará em uma supernova nessa época. A explosão deverá ser capaz de ser observada no período diurno.[8]
  25.000 A calota norte de gelo polar marciano poderia recuar quando Marte atingir um pico de aquecimento no hemisfério norte durante os próximos 50.000 anos ~ no aspecto periélio de precessão do seu ciclo de Milankovitch.[9][10]
  36.000 A pequena anã vermelha Ross 248 vai passar á 3.024 anos-luz da Terra, se tornando a estrela mais próxima do Sol.[11] Isso vai durar cerca de 8.000 anos, fazendo a Alpha Centauri e depois a Gliese 445 serem as estrelas mais próximas.[11] (Veja Linha do Tempo).
  50.000 De acordo com Berger e Loutre, o atual período intergalático acaba,[12] mandando a Terra de volta num período glacial da atual era do gelo, apesar dos efeitos do aquecimento global antropocêntrico.

As Cataratas do Niagara terão erodido até 32 km do lago Erie, e deixado de existir.[13]

Os muitos lagos glaciais dos Campos Canadenses terão sido apagados pela recuperação pós-glacial e erosão.[14]

  50.000 O tamanho do dia usado para rastreio astronômico alcança cerca de 86,401 SI segundos, devido a Lua estar desacelerando a rotação da Terra. Sob o rastreio de tempo atual, um novo segundo terá de ser adicionado ao relógio todo dia.[15]
  100.000 O movimento próprio das estrelas através da esfera celeste, que é o resultado de seu movimento através da Via Láctea, torna muitas constelações irreconhecíveis.[16]
  100,000 A estrela hipergigante VY Canis Majoris provavelmente terá explodido em uma hipernova.[17]
  100,000[nota 1] A Terra provavelmente terá tido uma erupção de um supervulcão grande o suficiente para espalhar 400km de magma. Em comparação, o Lago Erie é de 484km.[18]
  100,000 Minhocas nativas da América do Norte, como as Megascolecidae deverão se espalhar naturalmente pelo Alto Centro-Oeste dos EUA até a fronteira do Canadá com os EUA, se recuperando da glaciação da Folha de gelo Laurentide (38°N a 49°N), assumindo uma proporção de migração de 10 m/ano.[19] (Entretanto, minhocas invasoras - não nativas - da América do Norte podem já ter sido introduzidas por Humanos em uma escala temporal menor, causando um shock no ecosistema regional.
  100,000+ Como um dos efeitos de longo termo do aquecimento global, 10% do dióxido de carbono antropoceno vai sobrar numa atmosfera estabilizada.[20]
  250,000 Lōʻihi, o vulcão mais jovem da cadeia marítima Havaiana-Imperador, vai subir acima da superfície do oceano para se tornar uma nova ilha vulcânica.[21]
  ~300,000[nota 1] Em algum ponto dos próximos "vários" milhares de anos, a Estrela Wolf-Rayet WR 104 é esperada em explodir numa supernova. Tem sido sugerido que possa causar uma explosão de raios gama onde pode ameçar a vida na Terra caso seus polos estejam alinhados em 12º ou menor em direção á Terra. O eixo de rotação da estrela ainda deve ser determinada com certeza.[22]
  500,000[nota 1] A Terra prrovavelmente terá sido atingida por um asteróide de cerca 1km de diâmetro, assumindo que não possa ser evitado.[23]
  500,000 O terreno rugosso do Parque Nacional de Badlands na Dakota do Sul terá erodico completamente.[24]
  950,000 A Cratera do Meteoro, a cratera de impacto no Arizona considerada a "mais fresca" de seu tipo, terá erodido.[25]
  1 milhão[nota 1] A Terra provavelmente terá tido uma erupção supervulcânica grande o suficiente para eruptir 3,200 km³ de magma, um evento comparável á Supererupção de Toba ocorrida a 75,000 anos.[18]
  1 milhão[nota 1] Maior tempo estimado até que a supergigante vermelha Betelgeuse vire uma supernova. É esperado que a explosão seja visível de dia.[26][27]
  1 milhão[nota 1] Época em que a colisão das luas de Urano, Desdemona e Cressida provavelmente ocorrerá.[28]
  1.4 milhão A estrela Gliese 710 passará a cerca de 13,364 UA [0.2 anos-luz do Sol) antes de se distanciar. Isso vai perturbar gravitacionalmente membros da Nuvem de Oort, um halo de corpos gelados orbitando no limite do Sistema Solar, além de aumentar a possibilidade de impactos de cometas no Sistema Solar Interior.[29]
  2 milhões Tempo estimado requirido para que os ecossistemas dos Recifes de Corais fisicamente se reconstruam e se recuperem biologicamente da acidificação atual do oceano causada pela ação Humana.[30]
  2 milhões+ O Grand Canyon terá erodido ainda mais, aprofundando-se lentamente, mas principalmente alargando-se para um amplo vale ao redor do Rio Colorado.[31]
  2.7 milhões Meia vida orbital média dos atuais centauros, que são instáveis por causa da interação gravitacional de vários planetas exteriores.[32] Veja Predições para centauros notáveis.
  10 milhões O alargamento do vale do Rift da África Oriental é inundado pelo Mar Vermelho, causando uma nova base oceânica que dividirá a África[33] e a Placa Africana na Placa Nubiana recém-formada e a Placa Somáliana.
  10 milhões Tempo esperado para a recuperação completa da biodiversidade após uma potencial Extinção do Holoceno, se for na escala das ultimas cinco principais eventos de extinções em massa.[34]

Mesmo sem uma extinção em massa, nesse tempo a maioria da espécies atuais terão desaparecido de acordo com os níveis de extinção do passado, com muitos clades gradualmente evoluindo em novas formas.[35] (Entretanto, sem uma extinção em massa, terá agora uma crise ecológica que necessitará de milhões de anos para se recuperar).

  10 ou 1,000 milhões[nota 1] Época em que a colisão das luas de Urano, Cupid e Belinda provavelmente ocorrerá.[28]
  50 milhões Tempo estimado máximo antes da lua Fobos colidir com Marte[36]
  50 milhões A costa Californiana começará a ser subduzida dentro da Aleutian Trench devido a seu movimento ao norte ao longo da Falha de San Andreas.[37]

Colisão da África com a Eurásia fecha a Bacia do Mediterrâneo e cria uma cadeia de montanhas similar aos Himalayas.[38]

Os picos das Montanhas Appalachian terão erodido largamente,[39] desagregando a 5,7 unidades Bubnoff, apesar da topografia vai aumentar os vales regionais, afundando duas vezes nessa velocidade.[40]

  50–60 milhões Os Rochedos Canadenses terão erodido a um planalto, assumindo uma velocidade de 60 unidades Bubnoff.[41] (Os Rochedos do Sol nos Estados Unidos estão erodindo numa velocidade menor.[42])
  50–400 milhões Tempo estimado para a Terra naturalmente repor suas reservas de combustíveis fósseis.[43]
  80 milhões A Grande Ilha terá se tornado uma das últimas atuais Ilhas Havaianas a afundar na superfície do oceano,[44] enquando uma cadeia mais recente de "novas Ilhas do Havaí" terão emergido longe ao sudoeste do que pode sobrar da atual (e então antiga) cadeia.
  100 milhões[nota 1] A Terra terá provavelmente sido atingida por um asteroide de tamanho comparável com o qual disparou a Extinção K-Pg a 66 milhões de anos, assumindo que não possa ser evitado.[45]
  100 milhões Tempo de vida máximo estimado para os Anéis de Saturno em seu estado atual.[46]
  180 milhões Devido a gradual diminuição da rotação da Terra, um dia terrestre será uma hora mais longo que o atual.[47]
  230 milhões A previsão das órbitas dos planetas se torna impossível em maiores intervalos de tempo que esse, devido a limitações do tempo de Lyapunov.[48]
  240 milhões De sua posição atual, o Sistema Solar terá completado uma órbita completa ao redor do centro Galáctico.[49]
  250 milhões Todos os continentes da Terra podem se fundir em um supercontinente. Três arranjos potenciais dessa configuração foram nomeados de Amásia, Novopangaea e Pangeia Última.[50][51]
  400–500 milhões O supercontinente (Pangeia Última, Novopangaea ou Amásia) provavelmente já terão se desfeito.[51]
  500–600 milhões[nota 1] Tempo estimado até uma explosão de raios gama, ou uma supernova massiva e hiperenergética, ocorrer em até 6,500 anos-luz da Terra; perto o suficciente para que seus raios afetem a camada de ozônio da terra e potencialmente leve a uma extinção em massa, assumindo que esteja correta a hipótese de que tal explosão levou ao evento de extinção do Ordoviciano-Siluriano. Entretanto, a supernova teria de estar precisamente orientada com relação á Terra para ter qualquer efeito negativo.[52]
  600 milhões Aceleração Tidal move a Lua o suficiente da Terra para que os eclipses totais não sejam mais possíveis.[53]
  600 milhões O aumento da luminosidade do Sol começa a romper o ciclio de carbononato-silicato; maior luminosidade aumenta a erosão da rochas na superfície, que prende dióxido de carbono no chão como um carbonato. Enquanto a água evapora da superfície da Terra, as rochas endurecem, fazendo com que as placas tectônicas fiquem mais lentas e eventualmente parem. Sem vulcões para reciclar o carbono na atmosfera, os níveis de dióxido de carbono começam a cair.[54] Nessa época, os níveis de dióxido de carbono vão cair a ponto na que a fotossíntese C3 não seja mais possível. Todas as plantas que usam fotossíntese C3 (~99 por cento das espécies atuais) vão morrer.[55]
  800 milhões Os níveis de dióxido de carbono caem a ponto no qual fotossíntese C4 não seja mais possível.[55] Oxigênio e ozônio livres desaparecem da atmosfera. Vida multicelular morre.[56]
  1 bilhão[note 2] 27% da massa do oceano terá sido puxada pelo manto. Se isso continuar sem interrupção, terá alcançado um equilíbrio onde 65% da água de superfície terá permanecido na superfície.[57]
  1 bilhão[nota 2] A luminosidade do Sol aumentou 10 por cento, fazendo com que as temperaturas da superfície da Terra cheguem a uma média de ~320 K (47ºC, 116 ºF). A atmosfera vai se tornar um "efeito estufa úmido", resultando numa rápida evaporação dos oceanos.[58] Poças de água ainda podem estar presentes nos polos, permitindo a existência de formas de vida simples.[59][60]
  1.3 bilhão Vida eucariótica morre devida a falta de dióxido de carbono. Apenas procarióticos continuam.[56]
  1.5–1.6 bilhão O aumento da luminosidade solar faz com que a zona habitável se mova adiante; enquanto o dióxido de carbono aumenta na atmosfera de Marte, a temperatura de sua superfície aumenta a níveis da Terra na Era do Gelo.[56][61]
  2.3 bilhão O núcelo externo da Terra é congelado, se o núcleo interno continuar a crescer na velocidade atual de 1 mm por ano.[62][63] Sem seu núcleo externo líquido, o campo magnético da Terra é desligado,[64] e partículas carregadas vindas do Sol gradualmente destroem a atmosfera[65]
  2.8 bilhão A temperatura da superfície da Terra, mesmo nos polos, atinge uma média de ~422 K (149 °C; 300 °F). Nesse ponto, a vida, agora reduzida a colônia unicelulares isoladas em microambientes dispersos como lagos de alta altitude, terá sido extinta totalmente.[54][66][nota 3]
  3 bilhões Ponto médio em que o aumento de distância da Lua da Terra diminui seu efeito estabilizador na inclinação axial da Terra. Como consequência, o verdadeiro percurso polar da Terra se torna caótico e extremo.[67]
  3.3 bilhões Um porcento de chance de que a gravidade do planeta Júpiter possa tornar a órbita de Mercúrio tão excêntrica a ponto de fazê-lo colidir com Vênus, levando o Sistema Solar interior ao caos. Cenários possíveis incluem Mercúrio colidindo com o Sol, sendo ejetado do Sistema Solar ou colidindo com a Terra.[68]
  3.5–4.5 bilhões A quantidade de vapor d'água na atmosfera inferior aumenta para 40%. Isso, combinado com a luminosidade do Sol alcançando aproximadamente 35-40% mais do que é hoje, vai resultar em que a atmosfera da Terra acabe esquentando e a temperatura da superfície suba extremamente à cerca de 1,600 K (1,330 °C; 2,420 °F), quente o suficiente para derreter as rochas da superfície.[69][70][71][72] Isso, essencialmente vai deixar o planeta bem parecido com Vênus hoje em dia.[73]
  3.6 bilhões A lua Tritão de Netuno vai cair através do limite Roche do planeta, potencialmente se desintegrando num sistema de anéis planetários similar aos de Saturno.[74]
  4 bilhões Ponto médio onde a Galáxia de Andrômeda terá colidido com a Via Láctea, onde se tornará a galáxia nomeada de Micromeda.[75] Os planetas do Sistema Solar provavelmente não serão afetados pela colisão [76][77][78]
  5 bilhões Com o suprimento de hidrogênio esgotado em seu núcleo, o Sol deixa a sequência principal e começa a evoluir numa gigante vermelha.[79]
  7.5 bilhões Terra e Marte se tornam tidalmente bloqueados devido à expansão do Sol subgigante.[61]
  7.59 bilhões A Terra e a Lua serão provavelmente destruídas ao caírem no Sol, antes do Sol chegar no topo da fase Gigante Vermelha, tendo um raio máximo de 256 vezes o valor atual .[79][nota 4] Antes da colisão final, a Lua possivelmente vai cair em espiral abaixo do limite Roche terrestre, se tornando num anel de detritos, muitos dos quais cairão na superfície terrestre.[80]
  7.9 bilhões O Sol alcança o máximo da fase gigante vermelho no diagrama Hertzsprung–Russell, alcançando seu raio máximo de 256 vezes o valor atual.[81] No processo, Mercúrio, Vênus, provavelmente a Terra e possivelmente Marte serão destruídos.[79]

Durante essa época, é possível que a lua de Saturno Titã, alcance a temperatura necessária para suportar a vida.[82]

  8 bilhões O Sol se torna uma anã branca de carbono e oxigênio com cerca de 54.05% de sua massa presente.[79][83][84][nota 5] Nesse ponto, se a Terra sobreviver de alguma forma, a temperatura de sua superfície, como os dos planetas restantes, vão cair rapidamente, devido ao Sol anã branco emitir muito menos energia que hoje em dia.
  22 bilhões O fim do Universo no cenário do Big Rip, assumindo o modelo da energia escura com w = −1.5.[85] Observações do aglomerado galático aceleradas pelo Observatório Chandra X-ray sugerem que o valor real de w é ~-0.991, significando que o Big Rip não correrá.[86]
  50 bilhões Se a Terra e a Lua não forem engolidas pelo Sol, nessa época se tornarão bloqueadas tidalmente com cada uma mostrando a mesma face para a outra.[87][88]

Depois disso, a ação tidal do Sol vai extrair o momento angular do sistema, causando o decaimento da órbita lunar e o giro da Terra acelerar.[89]

  100 bilhões A expansão do Universo faz com que todas as galáxias além do antigo Grupo Local da Via Láctea desapareçam além do Horizonte de Luz Cósmico, as removendo do Universo Observável.[90]
  150 bilhões A Radiação Cósmica de Fundo esfria de sua temperatura atual de ~2.7 K para 0.3 K, tornando-a essencialmente indetectável com a tecnologia atual.[91]
  450 bilhões Ponto médio em que as ~47 galáxias[92] do Grupo Local vão se coalescer numa única grande galáxia.[4]
  800 bilhões Tempo esperado onde a emissão de luz de toda Micromeda combinada começará a declinar, quando as anãs vermelhas passarem no seu pico de luminosidade como anãs azuis.[93]
  1012 (1 trilhão) Tempo estimado até que a formação de estrelas chegue ao fim enquanto das galáxias perdem as nuvens de gás necessárias para a formação de estrelas.[4]

A expansão do universo, assumindo uma densidade da energia escura constante, multiplica a onda de luz da Radiação Cósmica de Fundo por 1029, excedendo a escala do horizonte de luz cósmico e tornando a evidência do Big Bang indetectável. Entretanto, ainda pode ser possível determinar a expansão do universo através do estudo de estrelas de hipervelocidade.[90]

  4x1012 (4 trilhão) Tempo estimado até que a anã vermelha Próxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol, deixe a sequência principal e se torne uma anã branca[94]
  1.2x1013 (12 trilhões) Tempo estimado até que a anã vermelha VB 10, como a estrela na sequência principal menos massiva com uma massa Solar de 0.075, fique sem hidrogênio em seu núcleo e se torne uma anã branca .[95][96]
  3×1013 (30 trilhões) Tempo estimado para que as estrelas (incluindo o Sol), entrem num encontro próximo com outra estrela em sua vizinhança estelar local. Sempre que duas estrelas (ou restos estelares) passem próximo uma a outra, as órbitas de seus planetas podem ser interrompidas, potencialmente os ejetando do sistema. Em média, o mais próximo que a órbita de um planeta é de sua estrela, mais tempo é necessário para que seja ejetado dessa maneira, pois é gravitacionalmente mais ligado á estrela.[97]
  1014 (100 trilhão) Maior tempo estimado para que a formação estelar normal termine nas galáxias.[4] Isso marca a transição da Stelliferous Era para a Era Degenerada; sem hidrogênio livre para a formação de novas estrelas, todas as restantes lentamente consomem seu combustível até morrer.[3]
  1.1–1.2×1014 (110–120 trilhões) Tempo até que todas as estrelas no universo terão consumido seu combustível (as estrelas de maior vida, as anãs vermelhas de menor massa, tem um tempo de vida de aproximadamente 10-20 trilhões de anos).[4] Depois desse ponto, os objetos de massa estelar que sobrarem são estrelas compactas (anãs brancas, Buracos Negros e anãs marrons).

Colisões entre anãs marrons vão criar novas anãs vermelhas num nível marginal: em média, cerca de 100 estrelas estarão brilhando no que uma vez foi a Via Láctea. Colisões entre restos estelares vão criar supernovas ocasionais .[4]

  1015 (1 quadrilhão) Tempo estimado até que os encontros estelares removam todos os planetas em sistemas estelares (incluindo o Sistema Solar) de suas órbitas.[4]

Nessa época, o Sol terá esfriado até cinco graus acima do zero absoluto.[98]

  1019 to 1020
(10–100 quintilhões)
Tempo estimado até que 90%–99% das anãs marrons e restos de estrelas (incluindo o Sol) sejam ejetados de suas galáxias. Quando dois objetos passam perto o suficiente um do outro, ele trocam energia orbital, com objetos de menos massa tendendo a ganhar energia. Através de encontros repetidos, o objetos de menor massa podem ganhar energia o suficiente dessa forma para ser ejetados de sua galáxia. Esse processo faz com eventualmente a Via Láctea ejete a meioria de suas anãs marrons e restos de estrelas.[4][99]
  1020 (100 quintilhões) Tempo estimado até que a Terra colida com o Sol anã negro devido ao decaimento de sua órbita via emissão de radiação gravitacional,,[100] se a Terra não for ejetada de sua órbita devido a um encontro estelar ou engolida pelo Sol durante a fase gigante vermelho.[100]
  1030 Tempo estimado até que as estrelas não ejetadas de suas galáxias (1%–10%) caiam nos buraco negros centrais supermmassivos. Nesse ponto, com as estrelas binárias tendo colidido entre si, e os planetas tendo caído em suas estrelas, via transmissão de radiação gravitacional, apenas objetos solitários (restos estelares, anãs marrons, planetas ejetados, buracos negros) vão sobrar no universo.[4]
  2×1036 Tempo estimado para que os nucleons do universo observável decaiam, se a meia vida hipotética do próton leva o menos valor possível (8.2×1033 anos).[101][102][nota 6]
  3×1043 Tempo estimado até que todos os nucleons do universo observável daciam, se a meia vida hipotética do próton leva o maior valor possível, 1041 anos,[4] assumindo que o Big Bang era inflacionário e o mesmo processo que fez os bárions predominarem sobre os anti bárions no Universo Inicial faça os prótons decaírem.[102][nota 6] Nessa época, se os prótons decaem, a Era do Buraco Negro, onde os buracos negros são os únicos objetos celestiais restantes, começa.[3][4]
  1065 Assumindo que os prótons não decaem, é o tempo estimado para que objetos rígidos, desde rochas flutuando livres à Planetas, criem um novo arranjamento de seus átomos e moléculas via tunelamento quântico. Nessa escala de tempo, qualquer corpo discreto de matéria "se comporta como um líquido" e se torna uma esfera suave devido á difusão e gravidade.[100]
  5.8×1068 Tempo estimado até que um buraco negro de massa estelar, com a 3 massa solares, decaia em partículas subatômicas via processo Hawking .[103]
  1.342×1099 Tempo estimado até que o buraco negro central do S5 0014+81, como a lista de 2015 dos mais massivo conhecido com uma massa de 40 bilhões de massas solares, se dissipe pela emissão da Radiação Hawking,[103] assumindo um momentum angular zero (buraco negro não rotativo). Entretanto, o buraco negro está atualmente acrescendo, então, o tempo que leva para dissipar-se pode ser ainda maior.
  1.7×10106 Tempo estimado até que um buraco negro supermassivo com a massa de 20 trilhões de massas solares decaia pelo processo Hawking.[103] Isso marca o fim da Era do Buraco Negro. Além desse ponto, se os prótons decaem, o Universo entra na Era Negra, em que todos os objetos físicos decaíram em partículas subatômicas, gradualmente diminuindo até seu estado final de energia na morte térmica do universo.[3][4]
  10200 Maior tempo estimado para que todos os nucleons do universo observável decaírem, se não o fizeram via o processo acima, através dos muitos mecanismos diferentes permitidos pela moderna física de partículas (processo de maior ordem da não conservação do bárion, buracos negros virtuais, sphalerons, etc) nessa escala de tempo de 1046 para 10200 anos.[3]
  101500 Assumindo que os prótons não decaiam, o tempo estimado até que toda matéria bariônica tenha se fundido).[100]
   [nota 7][nota 8] Tempo mínimo estimado para que todos os objetos que excedam a massa de Planck[não consta na fonte citada] entrem em colapso via tunelamento quântico se tornando buraco negros, assumindo que não ocorra o decaimento do próton ou buraco negros virtuais.[100] Nessa vasta escala de tempo, até mesmo estrelas de ferro ultra estáveis são destruídas via eventos de tunelamento quântico. Primeiro, estrelas de ferro de massa suficiente vão colapsar via tunelamento em estrelas de nêutrons. Subsequentemente, as estrelas de nêutrons e quaisquer estrelas de ferro restantes vão entrar em colapso via tunelamento e se transformarão em buraco negros. A evaporação subsequente de cada buraco negro resultante em partículas subatômicas (um processo que leva aproximadamente 10100 anos) é instantânea nessa escala de tempo.
   [nota 1][nota 8] Tempo estimado até que um cérebro de Boltzmann apareça no vácuo via diminuição espontânea da entropia.[6]
   [nota 8] Tempo estimado máximo até que toda matéria colapse em estrelas de nêutrons ou buracos negros, assumindo que o próton não decaia ou não tenha buracos negros virtuais,[100] que então (nessa escala de tempo) instantaneamente irá evaporar em partículas subatômicas.
   [nota 8] Tempo estimado máximo para que o Universo alcance seu final estado de nergia, mesmo na presença de um falso vácuo.[6][não consta na fonte citada]
   [nota 1][nota 8] Nessa visão temporal vasta, o tunelamento quântico em qualquer parte isolada do vácuo pode gerar, via inflação, novos Big Bangs, dando vida a novos universos.[104]

Por causa do número total de formas em que todas as partículas subatômicas no universo observável podem ser combinadas é  ,[105][106] um número que, quando multiplicado por  , desaparece num erro de arredondamento, para que um Big Bang gerado por tunelamento e flutuação quântica gere um novo universo igual ao nosso, assumindo que todo novo universo contenha pelo menos o mesmo número de partículas subatômicas e obedeça as leis da física dentro do alcance predizível pela teoria das cordas.[107]

Futuro da humanidadeEditar

  Anos a partir de agora Evento
  10.000 Vida útil mais provável estimada para uma civilização tecnológica, de acordo com a formulação original de Frank Drake da equação de Drake.[108]
  10.000 Se a globalização acabar levando a uma panmixia, a variação do genoma humano não será mais regionalizado enquanto o tamanho efetivo da população vai se equalizar ao tamanho atual da população.[109] (Isso não significa homogeneidade, enquanto as minorias ainda estarão preservadas, e.g., o gene do loiro não vai desaparecer, mas eventualmente vai se espalhar por todo mundo).
  10.000 A Humanidade tem 95% de chance de ser extinta nessa data, de acordo com a formulação controversa de Brandon Carter para o Argumento do Fim do Mundo, que argumenta que metade dos humanos que deverão viver já devem ter nascido.[110]
  20.000 De acordo com o modelo linguístico de glottochronology de Morris Swadesh, as linguagens futuras deverão reter apenas 1 dos 100 "vocabulários principais" das palavras da lista Swadesh comparados com seus progenitores atuais.[111]
  + 100.000 Tempo necessário para Terraformar Marte e o deixar com uma atmosfera respirável e rica em oxigênio, usando apenas plantas com eficiência solar comparada com a biosfera atualmente encontrada na Terra.[112]
  1 milhão Tempo mínimo estimado com que a Humanidade deverá colonizar toda Via Láctea e se tornar capaz de aproveitar toda a energia da Galáxia, assumindo uma velocidade de 10% da luz.[113]
  2 milhões Espécies vertebradas separadas por tanto tempo geralmente sofrem especificação alopátrica.[114] Biologista evolucionário James W. Valentine prediz que se a Humanidade já tenha se dispersado em colônias espaciais geneticamente isoladas nessa hora, a galáxia vai abrigar uma radiação evolucionária de múltiplas espécies humanas com "uma diversidade de formas de adaptação que nos surpreenderia".[115] (Isso acabará sendo um processo natural de civilizações isoladas, não relacionado com o uso deliberado de tecnologias para alteração genética).
  7.8 milhões A Humanidade tem 95% de probabilidade de ser extinta nessa data, de acordo com a formulação de J. Richard Gott para o controverso Argumento para o Fim do Mundo, que argumenta que nós já teremos vivido metade da duração da História Humana.[116]
  5-50 milhões Tempo mínimo para que toda a Galáxia seja colonizada assim que que chegue a tecnologia necessária.
  100 milhões Tempo de vida máximo estimado para uma civilização tecnológica, de acordo com a formulação original de Frank Drake para a Equação de Drake.[117]
  1 bilhão Tempo estimado para um projeto de astroengenharia para alterar a órbita da Terra, para compensar o aumento do brilho do Sol e a migração da zona habitável, conquistada com a repetida assistência de gravidade com um asteroide.[118][119]

Espaçonaves e exploração espacialEditar

Até a data, cinco espaçonaves (Voyager 1 e 2, Pionners 10 e 11 e a New Horizons) estão em trajetórias que irá levá-los para fora do Sistema Solar e para o espaço interestelar. Exceto por uma colisão improvável, a nave deve persistir indefinidamente.

  Anos a partir de agora Evento
  10.000 Pioneer 10 passará a 3.8 anos luz da Barnard's Star.
  25.000 A Mensagem de Arecibo, uma coleção de dados transmitidos em 16 de novembro de 1974, atinge seu destino, o Aglomerado Globular Messier 13.[120] Essa é a única mensagem de rádio interestelar enviada para uma região tão distante da Galáxia. Terá uma diferença de 24 anos-luz na posição do aglomerado quando a mensagem chegar, mas já que o aglomerado de 168 anos-luz de diâmetro, a mensagem ainda atingirá seu destino.[121] Qualquer resposta demorará no mínimo outros 25.000 anos.
  32.000 Pioneer 10 passará em cerca de 3 anos-luz de Ross 248.[122][123]
  40.000 Voyager 1 passará em cerca de 1.6 anos-luz de AC+79 3888, uma estrela na constelação de Camelopardalis também conhecida como Gliese 445.[124]
  50.000 A cápsula do tempo espacial KEO, se lançada, deverá reentrar na atmosfera da Terra.[125]
  296.000 Voyager 2 passará a 4.3 anos-luz de Sírius, a estrela mais brilhante do céu noturno.[124]
  800.000 a 8 milhões Tempo de vida mínimo estimado para a Placa da Pioneer 10, antes que seja destruída pela erosão interestellar pouco entendida.[126]
  2 milhões Pioneer 10 passa próxima á estrela brilhante Aldebaran.[127]
  4 milhões Pioneer 11 passará próxima á uma das estrelas da constelação de Aquila.[127]
  8 milhões A órbita dos satélites LAGEOS vão decair, e eles vão reentrar na atmosfera da Terra, carregando com eles uma mensagem para algum descendente distante da Humanidade, com um mapa dos continentes como experamos que eles pareçam no futuro.[128]
  1 bilhão Tempo de vida estimado aos dois Voyager Golden Record, até que a informação armazenada neles fique irrecuperável.[129]

Projetos tecnológicosEditar

  Anos a partir de agora Evento
  10.000 Tempo de vida planejado de vários projetos da Fundação Long Now incluindo o Relógio dos 10.000 anos conhecido como Relógio do Longo Agora, o Projeto Rosetta e o Projeto Long Bet.[130]

Tempo estimado do disco analógico HD-Rosetta, gravado num feixe de íons na placa de níquel, tecnologia desenvolvida pelo Los Alamos National Laboratory e, posteriormente comercializado. (O projeto Rosetta foi nomeado após usar esta tecnologia).

  10,000 Tempo de vida estimado do Svalbard Global Seed Vault na Noruega.[131]
  100.000 + Tempo de vida estimado do Memory of Mankind (MOM), repositório de estilo de auto-armazenamento numa mina de sal na Áustria, que armazena informações em tabletes de ceramica inscritos com laser.[132]
  1 milhão Tempo de vida planejado do Human Document Project sendo desenvolvido pela Universidade de Twente nos Países Baixos.[133]
  1 bilhão Tempo de vida estimado do "dispositivo de memória Nanoshuttle" usando nanopartículas de metal movidas como um botão molecular através de um nanotubo de carbono, uma tecnologia desenvolvida pela Universidade de Califórnia em Berkeley.[134]
  mais de 13 bilhões Tempo de vida estimado dos Cristais de memória do Superman, dispositivo de armazenamento que usa nanoestrutura de laser femtosecond em vidro, uma tecnologia desenvolvida pela Universidade de Southampton.[135][136]

Construções humanasEditar

  Anos a partir de agora Evento
  9,000 Em 10,759 DC, o contrato de arrendamento de 9,000 anos do Guinness Brewery, assinado por Arthur Guinness em 1759, vai expirar.
  50.000 Vida atmosférica estimada de tetrafluorometano, o gás de efeito estufa mais durável.[137]
  1 milhão Objetos atuais de vidro no nosso ambiente já terão se decomposto.[138]

Vários monumentos de grafite terão erodido em um metro, em um clima moderado, assumindo o nível da unidade de 1 Bubnoff (1 mm / 1.000 ou ~ 1 centímetro / 10.000 anos).[139]

Sem manutenção, a Grande Pirâmide de Giza vai erodir até ficar irreconhecível.[140]

Na Lua a pegada do "um pequeno passo" de Neil Armstrong na Base Tranquilidade estará erodida nesse tempo, junto com as deixadas pelos doze astronautas da Apollo, devido aos efeitos acumulados de micrometeoritos.[141][142] (Processo de erosão normal como a que ocorre na Terra não estão presentes devido á quase falta de atmosfera da Lua).

  7.2 milhões Sem manutenção, o Monte Rushmore terá erodido até ficar irreconhecível.[143]
  100 milhões Futuros arqueólogos devem ser capazes de identificar "Stratum Urbano" de grandes cidades costeiras fossilizadas, muitas através de restos de estruturas subterrâneas, fundações de edifícios e túneis de utilidade.[144]

Eventos astronômicosEditar

Eventos astronômicos raros vão começar a partir do Décimo primeiro milênio depois de cristo (ano 10.001).

  Data / Anos a partir de agora Evento
  20 de agosto de 10.663 D.C Um trânsito de Mercúrio e eclipse solar total simultâneo.
  25 de agosto de 11.268 D.C Um eclipse solar total e um trânsito com Mercúrio ocorre simultaneamente.
  28 de fevereiro de 11.575 Um eclipse solar anular e um trânsito de Mercúrio simultâneo.
  17 de setembro de 13.425 D.C Um trânsito simultâneo próximo entre Vênus e Mercúrio.
  13,727 DC A precessão axial da Terra vai fazer com que a Vega seja a estrela polar norte.[145][146][147][148]
  13,000 anos Nessa hora, na metade do caminho do ciclo de precessão, a inclinação axial da Terra será revertida, fazendo com que o verão e o inverno ocorram em lados opostos da órbita terrestre. Isso significa que as estações do hemisfério norte, que experimenta uma variação de estações pronunciada devido a grande porcentagem de terra, será ainda mais extrema, enquanto estiver apontado para o Sol no periélio da Terra, e para longe do Sol no aphelion.[146]
  5 de Abril, 15,232 DC Um eclipse solar total e transito de Vênus simultâneos[149]
  20 de Abril, 15,790 DC Um eclipse solar anular simultaneamente com o trânsito de Mercúrio.[149]
  14,000-17,000 anos A precessão axial da Terra fará com que Canopus seja a Estrela do Sul, mas só em 10º do Polo Celestial Sul.[150]
  20,346 DC Thuban será a estrela polar norte.[151]
  27,800 DC Polaris será de novo a estrela polar norte.[152]
  27,000 anos A excentricidade orbital da Terra alcançará um mínimo de 0.00236 (é agora 0.01671).[153][154]
  Outubro, de 38,172 DC Um trânsito de Urano a partir de Netuno, o mais raro dos trânsitos planetários[155]
  26 de Julho, de 69,163 DC Um trânsito simultâneo de Vênus e Mercúrio.[149]
  70,000 DC O Cometa Hyakutake retorna ao Sistema Solar Interno, após viajar em sua órbita até seu aphelion em 3,410 UA do Sol e retornar.[156]
  27 e 28 de Março, 224,508 DC Respectivamente, Vênus e então Mercúrio, transitarão o Sol.[149]
  571,741 DC Um trânsito simultâneo de Vênus e a Terra visto de Marte.[149]
  6 milhões Cometa C/1999 F1 (Catalina), um dos cometas de período mais longo conhecido, retornará ao Sistema Solar Interno, após viajar em sua órbita na direção de seu aphelion em 66,600 UA (1.05 anos-luz) a partir do Sol.[157]

Previsões do calendárioEditar

  Anos a partir de agora Quando Evento
  10.000
O calendário gregoriano estará em cerca de 10 dias fora de sincronia com as estações do ano.[158]
  10.874 10 de junho de 12.892 O Calendário Hebraico, devido a um deslize gradual com o ano solar, terá o outono no solstício de verão do norte (isso significa que o outono será no equinócio de primavera).[159]
  18.856 20.874 O calendário lunar usado no calendário islâmico e o calendário solar usado no calendário gregoriano vão dividir o mesmo número de ano. Após isso, o calendário gregoriano vai lentamente ultrapassar o gregoriano.[160]
  25.00
O calendário Islâmico tabular vai ficar lentamente em 10 dias fora de sincronia com as fases da Lua.[161]
  46.883 1 de março de 48.901[note 3] O calendário juliano (365.25 dias) e o calendário gregoriano (365.2425 dias) vão ter um ano de diferença.[162]
O dia Juliano (medida usada por astrônomos) no Greenwich significa que a meia noite (começo do dia) é 19 581 842.5 para as duas datas.

Força nuclearEditar

  Anos a partir de agora Evento
  10.000 O Waste Isolation Pilot Plant, para os resíduos de armas nucleares, está previsto para ser protegido até esse tempo, com um sistema de "Permanent Marker" projetado para avisar os visitantes, tanto através de múltiplos idiomas (seis idiomas das Nações Unidas e Navajo) e através de pictogramas.[163] (O Human Interference Task Force forneceu a base teórica para que os Estados Unidos planejem futuras nuclear semiotics).
  20.000 Os 2600 km2 da Zona de Exclusão De Chernobly que ocupa a Ucrânia e Belarus, deixado deserto em 1986 por causa do desastre de Chernobly se torna seguro para a vida Humana.[164]
  30.000 Tempo de vida estimado para os suprimentos do reator baseado em fissão Breeder, usando fontes conhecidas, assumindo o consumo de energia mundial de 2009.[165]
  60.000 Tempo de vida estimado para o reator de água e luz baseado em fissão reserva se for possível extrair todo o Urânio do nível da água, assumindo o consumo de energia mundial de 2009.[165]
  211.000 Meia vida do technetium-99, o produto de longa duração de fissão mais importante do lixo nuclear derivado de urânio.
  250,000 Tempo mínimo estimado para que o plutônio armazenado no Waste Isolation Pilot Plant do Novo México deixará de ser letal para os humanos.[166]
  15,7 milhões Meia vida do iodine-129, o produto de fissão mais durável do lixo nuclear derivado de urânio.
  60 milhões Tempo estimado que o suprimento de fusão nuclear reserva se for possível extrair todo o lítio do nível da água, assumindo o consumo de energia mundial de 1995.[167]
  5 bilhões Tempo de vida estimado do reator baseado em fusão Breeder se for possível extrair todo o Urânio do nível da água, assumindo o consumo de energia mundial de 1983.[168]
  150 bilhões Tempo de vida estimado do suprimento de fusão nuclear se for possível extrair todo o deutério do nível da água, assumindo o consumo de energia mundial de 1995.[167]

NotasEditar

  1. O ponto preciso de início é 0:00 de 1 janeiro de 10,001.
  2. Unidades estão em escala curta
  3. Calculado de forma manual do fato de que os calendários estavam com 10 dias de diferença em 1582 e se separam 3 dias a cada 400 anos. Tanto 1 de março de 48900 (Juliano) e 1 de março de 48901 (Gregoriano) são Quinta-Feira.

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BibliografiaEditar

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