Linha do tempo do futuro distante

A linha do tempo do futuro distante é a previsão científica de alguns eventos terrestres e espaciais de um futuro distante, apenas no mais amplo esboço, enquanto que o futuro não possa ser previsto com certeza absoluta, o entendimento atual em vários campos científicos permitem a predição de vários eventos num futuro extremamente distante, nem que seja um mero resumo.[1][2] Estes campos incluem a astrofísica, que revelou como os planetas e estrelas formam, interagem e morrem; física de partículas, que revelou como a matéria se comporta na menor das escalas; biologia evolutiva, que prevê como a vida evoluirá com o tempo; e a tectônica de placas, que mostra a mudança dos continentes através dos milênios.

A dark gray and red sphere representing the Earth lies against a black background to the right of an orange circular object representing the Sun
Como a Terra pode se parecer em vários bilhões de anos a partir de agora, depois do Sol se tornar em uma Gigante Vermelha

Todas as projeções do futuro da Terra, do Sistema Solar e do Universo devem levar em conta a Segunda lei da termodinâmica, que declara que a entropia, ou a perda de energia disponível para trabalhar, deve aumentar com o tempo.[3] As estrelas irão eventualmente acabar com seus suprimentos de hidrogênio e se apagarão. Encontros próximos entre objetos astronômicos vão tirar planetas de seus sistemas solares, por causa da gravidade, e sistemas estelares de suas galáxias.[4]

Os físicos esperam que a própria matéria irá, eventualmente, sofrer a influência do decaimento radioativo, pois até os materiais mais estáveis se quebram em partículas radioativas.[5] Os dados atuais sugerem que o universo tem uma geometria plana (ou bem próxima de plana), não colapsando sobre si mesmo após um tempo finito,[6] e um futuro infinito permite a ocorrência de um número de eventos extremamente improváveis, como a formação de Cérebros de Boltzmann.[7]

As linhas do tempo mostradas aqui cobrem eventos do começo do 11º milênio[note 1] até os pontos mais distantes do tempo futuro. Um número de eventos alternativos estão listados para apresentar questões ainda não resolvidas, como por exemplo as de que se humanos serão extintos, se o próton irá decair e, se a Terra sobreviverá quando o Sol se expandir para virar uma gigante vermelha.

Tipos de chaves dos acontecimentosEditar

  Evento é determinado por
  Astronomia e Astrofísica
  Geologia e Ciência planetária
  Biologia
  Física de partículas
  Matemática
  Tecnologia e cultura

PrevisõesEditar

Futuro terrestre e do universoEditar

  Anos a partir de agora Evento
  10,000 Se uma falha do "Ice plug" da Bacia Wilkes Subglacial ocorrer nos próximos séculos, se tornará um perigo para a folha de gelo no leste da Antártida, que vai levar até esse tempo para derreter completamente. Os níveis do mar vão subir de 3 a 4 metros.[8] Um dos potenciais efeitos a longo prazo do aquecimento global, este é separado da ameaça de prazo mais curto do manto de gelo da Antártida Ocidental.
  10,000[note 2] A supergigante vermelha Antares provavelmente passa a ser uma supernova nessa época. A explosão deverá ser capaz de ser observada no período diurno.[9]
  13,000 Nesta época, na metade de seu ciclo de precessão, a inclinação axial da Terra será inverdida, fazendo com que o verão e o inverno ocorram em lados opostos de sua órbita. Isso significa que as estações do Hemisfério Norte, que experimenta uma maior variação no clima devido a maior quantidade de terra, serão ainda mais extremas, já que estará na direção do Sol no ponto mais próximo e para longe do Sol na parte mais distante.[10]
  15,000 De acordo com a teoria da bomba do Sahara, a precessão dos polos da Terra moverão o monção africano o bastante para o norte, fazendo com que o Sahara volte a ter um clima tropical, tal como teve 5,000–10,000 anos atrás.[11][12]
  17,000[note 2] Melhor chute para a proporção de ocorrência de uma erupção de um supervulcão que "ameace a civilização" que seja grande o bastante para expelir 1,000 gigatoneladas.[13][14]
  25,000 A calota de gelo polar norte marciana poderia recuar quando Marte atingir um pico de aquecimento no hemisfério norte durante os próximos 50.000 anos ~ no aspecto periélio de precessão do seu ciclo de Milankovitch.[15][16]
  36,000 A pequena anã vermelha Ross 248 vai passar á 3.024 anos-luz da Terra, se tornando a estrela mais próxima do Sol.[17] Isso vai durar cerca de 8.000 anos, fazendo a Alpha Centauri e depois a Gliese 445 serem as estrelas mais próximas.[17] (Veja Linha do Tempo).
  50,000 De acordo com Berger e Loutre, o atual período interglacial acabará,[18] mandando a Terra de volta num período glacial da atual era do gelo, apesar dos efeitos do aquecimento global antropocêntrico.

Porém, de aacordo com uma pesquisa mais recente (2016), os efeitos do aquecimento global antropogenico poderão atrasar este período glacial por outros 50,000 anos, efeitivamente pulando-o.[19]

As Cataratas do Niagara terão erodido até 32 km do lago Erie, e deixado de existir.[20]

Os muitos lagos glaciais do Escudo Canadiano terão sido apagados pela recuperação pós-glacial e erosão.[21]

  50,000 O tamanho do dia usado para rastreio astronômico alcança cerca de 86,401 SI segundos, devido a Lua estar desacelerando a rotação da Terra. Sob o rastreio de tempo atual, ou um novo segundo terá de ser adicionado ao relógio todo dia, ou, para compensar, o tamanho do dia teria de ser aumentado por um SI segundo.[22]
  100,000 O movimento próprio das estrelas através da esfera celeste, que é o resultado de seu movimento através da Via Láctea, torna muitas constelações irreconhecíveis.[23]
  100,000[note 2] A estrela hipergigante VY Canis Majoris provavelmente terá explodido em uma hipernova.[24]
  100,000 Minhocas nativas da América do Norte, como as Megascolecidae deverão se espalhar naturalmente pelo Alto Centro-Oeste dos EUA até a fronteira do Canadá com os EUA, se recuperando da glaciação da Folha de gelo Laurentide (38°N a 49°N), assumindo uma proporção de migração de 10 m/ano.[25] (Entretanto, minhocas invasoras - não nativas - da América do Norte podem já ter sido introduzidas por Humanos em uma escala temporal menor, causando um choque no ecossistema regional.
  > 100,000 Como um dos efeitos de longo termo do aquecimento global, 10% do dióxido de carbono antropoceno vai sobrar numa atmosfera estabilizada.[26]
  250,000 Lō‘ihi, o vulcão mais jovem da cadeia marítima Havaiana-Imperador, vai subir acima da superfície do oceano para se tornar uma nova ilha vulcânica.[27]
  300,000[note 2] Em algum ponto dos próximos "vários" milhares de anos, espera-se que a Estrela Wolf-Rayet WR 104 exploda numa supernova. Tem sido sugerido que essa estrela gire rápido o bastante para criar uma explosão de raios gama, e uma chance ainda menor de que ela possa ameaçar a vida na Terra.[28][29]
  500,000[note 2] A Terra provavelmente terá sido atingida por um asteroide de cerca 1km de diâmetro, assumindo que não possa ser evitado.[30]
  500,000 O terreno rugoso do Parque Nacional das Badlands na Dakota do Sul terá erodido completamente.[31]
  1 milhão A Cratera do Meteoro, a cratera de impacto no Arizona, considerada a "mais fresca" de seu tipo, terá erodido.[32]
  1 milhão[note 2] Maior tempo estimado até que a supergigante vermelha Betelgeuse vire uma supernova. Por pelo menos alguns meses, a supernova será visível durante o dia. Os estudos sugerem que este evento ocorrerá em até um milhão de anos, ou tão pouco quanto os próximos 100,000 anos.[33][34]
  1 milhão[note 2] Época em que a colisão das luas de Urano, Desdemona e Créssida, provavelmente ocorrerá.[35]
  1,4 milhão A estrela Gliese 710 passará a cerca de 0.0676 parsecs—0,0221 anos-luz(14,000 unidades astronômicas)[36] do Sol, antes de se distanciar. Isso pertubará gravitacionalmente os membros da nuvem de Oort, vários corpos congelados no limite do Sistema Solar, assim aumentando a possibilidade de impactos no Sistema Solar interior.[37]
  2 milhões Tempo estimado para que os ecossistemas dos recifes de corais se recuperem da acidificação oceânica causada pela ação humana; a recuperação dos sistemas marinhos após um evento de acidificação que ocorreu a cerca de 65 milhões de anos demorou um tempo parecido.[38]
  +2 milhões O Grand Canyon terá erodido ainda mais, aprofundando-se lentamente, mas principalmente alargando-se para um amplo vale ao redor do Rio Colorado.[39]
  2,7 milhões Meia vida orbital média dos atuais centauros, que são instáveis por causa da interação gravitacional de vários planetas exteriores.[40] Veja Predições para centauros notáveis.
  10 milhões O alargamento do vale do Rifte Africano Oriental é inundado pelo Mar Vermelho, causando uma nova base oceânica que dividirá a África[41] e a Placa Africana na Placa Nubiana recém-formada e a Placa Somali.
  10 milhões Tempo esperado para a recuperação completa da biodiversidade após uma potencial Extinção do Holoceno, se for na escala das ultimas cinco principais eventos de extinções em massa.[42]

Mesmo sem uma extinção em massa, nesse tempo a maioria da espécies atuais terão desaparecido de acordo com os níveis de extinção do passado, com muitos clades gradualmente evoluindo em novas formas.[43][44]

  10 ou 1,000 milhões[note 2] Época em que a colisão das luas de Urano, Cupido e Belinda, provavelmente ocorrerá.[35]
  25 milhões De acordo com Christopher R. Scotese, o movimento da Falha de Santo André fará com que o Golfo da Califórnia inunde o Vale Central. Isso formará uma nova ilha oceânica na Costa Oeste da América do Norte.[45]
  50 milhões Tempo estimado máximo antes da lua Fobos colidir com Marte[46]
  50 milhões De acordo com Christopher R. Scotese, o movimento da Falha de Santo André fará com que as localizações atuais de Los Angeles e São Francisco se fundam.[45] A costa Californiana será trazido para o interior da Fossa das Aleutas.[47]

Colisão da África com a Eurásia fechará a Bacia do Mediterrâneo e criará uma cadeia de montanhas similar aos Himalayas.[48]

Os picos das Montanhas Apalaches terão erodido em grande parte,[49] desagregando a 5,7 unidades Bubnoff, apesar da topografia vai aumentar os vales regionais, afundando duas vezes nessa velocidade.[50]

  50–60 milhões As Montanhas Rochosas Canadianass terão erodido em um planalto, assumindo uma velocidade de 60 unidades Bubnoff.[51] Os Rochedos do Sul nos Estados Unidos estão erodindo numa velocidade menor.[52]
  50–400 milhões Tempo estimado para a Terra naturalmente repor suas reservas de combustíveis fósseis.[53]
  80 milhões A Grande Ilha terá se tornado uma das últimas atuais Ilhas Havaianas a afundar na superfície do oceano, enquanto uma cadeia mais recente de "novas Ilhas Havaianas" terão emergido.[54]
  100 milhões[note 2] A Terra terá provavelmente sido atingida por um asteroide de tamanho comparável com o qual disparou a Extinção K-Pg há 66 milhões de anos, assumindo que não possa ser evitado.[55]
  100 milhões De acordo com o Modelo Pangaea Proxima criado por Christopher R. Scotese, uma nova zona de subducção abrirá no Oceano Atlântico e as Américas vão retornar para a África.[45]
  100 milhões Tempo de vida máximo estimado para os Anéis de Saturno em seu estado atual.[56]
  110 milhões A luminosidade do Sol terá aumentado por 1%.[57]
  180 milhões Devido a gradual diminuição da rotação da Terra, um dia terrestre será uma hora mais longa que hoje em dia.[58]
  230 milhões A previsão das órbitas dos planetas se torna impossível em maiores intervalos de tempo que esse, devido a limitações do Tempo de Lyapunov.[59]
  240 milhões De sua posição atual, o Sistema Solar terá completado uma órbita completa ao redor do centro Galáctico.[60]
  250 milhões De acordo com Christopher R. Scotese, devido ao movimento para o norte da Costa Oeste da América do Norte, a costa da Califórina colidirá com o Alasca.[45]
  250 milhões Todos os continentes da Terra podem se fundir em um supercontinente. Três arranjos potenciais dessa configuração foram nomeados de Amásia, Novopangaea e Pangeia Última.[45][61] Isso provavelmente resultará num período glacial, abaixando os níveis do mar e aumentando os de oxigênio, diminuindo ainda mais as temperaturas globais.[62][63]
  ~250 milhões Uma rápida evolução biológica poderá ocorrer devido a formação de um supercontinente causar a diminuição de temperaturas e o aumento dos níveis de oxigênio.[63] Uma competição aumentada entre as espécies devido a formação de um supercontinente, aumento da atividade vulcânica e condições menos hospitaleiras devido ao aquecimento global de um Sol mais brilhante poderá resultar numa extinção em massa da qual a vida vegetal e animal poderá não se recuperar completamente.[64]
  300 milhões Devido a uma mudança nas células equatoriais de Hadley para cerca de 40° norte e sul, a quantidade de terra árida aumentará em 25%.[64]
  300–600 milhões Tempo estimado para que o manto de Vênus atinja sua temperatura máxima. Então, num período de cerca de 100 milhões de anos, uma grande subducção ocorrerá e a crosta será reciclada.[65]
  350 milhões De acordo com o modelo de extroversão desenvolvido por Paul F. Hoffman, o Oceano Pacífico fechará completamente.[66][67][61]
  400–500 milhões O supercontinente (Pangeia Última, Novopangaea ou Amásia) provavelmente já terão se desfeito.[61] Isso provavelmente resultará em maiores temperaturas globais, parecidas com as do período Cretáceo.[63]
  500–600 milhões[note 2] Tempo estimado até uma explosão de raios gama, ou uma supernova massiva e hiperenergética, ocorrer em até 6,500 anos-luz da Terra; perto o suficciente para que seus raios afetem a camada de ozônio da terra e potencialmente leve a uma extinção em massa, assumindo que esteja correta a hipótese de que tal explosão levou ao evento de extinção do Ordoviciano-Siluriano. Entretanto, a supernova teria de estar precisamente orientada com relação á Terra para ter qualquer efeito negativo.[68]
  600 milhões Aceleração Tidal move a Lua o suficiente da Terra para que os eclipses totais não sejam mais possíveis.[69]
  500-600 milhões O aumento da luminosidade do Sol começa a romper o ciclo carbonato-silicato; maior luminosidade aumenta a erosão da rochas na superfície, que prende dióxido de carbono no chão como um carbonato. Enquanto a água evapora da superfície da Terra, as rochas endurecem, fazendo com que as placas tectônicas fiquem mais lentas e eventualmente parem. Sem vulcões para reciclar o carbono na atmosfera, os níveis de dióxido de carbono começam a cair.[70] Nessa época, os níveis de dióxido de carbono vão cair a ponto na que a fotossíntese C3 não seja mais possível. Todas as plantas que usam fotossíntese C3 (~99 por cento das espécies atuais) vão morrer.[71] A extinção da vida vegetal C3 é provavel que seja um declínio de longo prazo em vez de uma queda rápida. É provável que grupos vegetais morram um a um antes do nível crítico de dióxido de carbono ser alcançado. As primeiras plantas a desaparecerem serão as plantas herbáceas C3, seguidas pelas florestas caducifólias, florestas sempre verdes de folha larga e finalmente coníferas sempre verdes.[64]
  500–800 milhões[note 2] Enquanto a Terra começar a esquentar rapidamente e os níveis de dióxido de carbono caem, as Plantas —e, por extensão, animais—poderão sobreviver por mais tempo ao evoluirem estratégias como as que requerem menos dióxido de carbono para processos fotossintéticos, se tornando carnívoras, se adaptando a dessecação ou [[Myco-heterotrophy|se associando com fungos. É provavel que essas adaptações apareçam perto do começo do efeito estufa úmido.[64] A morte da maioria da vida vegetal resultará em menos oxigênio na atmosfera, permitindo que mais raios ultravioletas que danificam o DNA alcancem a superfície. O aumento da temperatura aumentará as reações químicas na atmosfera, diminuindo os níveis de oxigênio. Animais capazes de voar estarão melhores, devido à sua habilidade de viajar por longas distâncias para procurar lugares frios.[72] Muitos animais poderão ser levados aos polos ou, possívelmente, ao subterrâneo. Essas criaturas se tornariam ativas durante as noites polares e estivariam durante o dia polar devido ao calor e radiação intensa. Muito da terra seria um deserto árido e as plantas e animais ficariam primariamente nos oceanos.[72]
  800-900 milhões Os níveis de dióxido de carbono caem a ponto no qual a fotossíntese C4 não seja mais possível.[71] Sem as plantas para reciclar oxigênio na atmosfera, oxigênio livre e a camada de ozônio desaparecerão da atmofera, permitindo para que níveis intensos de luz UV cheguem na superfície. No livro The Life and Death of Planet Earth, os autores Peter D. Ward e Donald Brownlee declaram que alguma vida animal poderá sobreviver nos oceanos. Eventualmente, entretanto, toda a vida multicelular morrerá.[73] Por muito, a vida animal poderá sobreviver por cerca de 100 mihões de anos após a morte da vida vegetal, com os últimos animais sendo aqueles que não dependem de plantas, tais como Isopteras ou aqueles próximos de fontes hidrotermais, tais como vermes e o genus Riftia.[64] A única vida restante na Terra será a de organismos unicelulares.
  1 bilhão[note 3] 27% da massa do oceano terá sido puxada pelo manto. Se isso continuar sem interrupção, terá alcançado um equilíbrio onde 65% da água de superfície terá permanecido na superfície.[74]
  1,1 bilhão A luminosidade do Sol aumentará por 10%, fazendo com que as temperaturas da superfície da Terra cheguem a uma média de ~320 K (47ºC, 116 ºF). A atmosfera vai se tornar um "efeito estufa úmido", resultando numa rápida evaporação dos oceanos.[70][75] Isso fará a tectónica de placas parar completamente, se já não tiver parado antes.[76] Poças de água ainda podem estar presentes nos polos, permitindo a existência de formas de vida simples.[77][78]
  1,2 bilhões Maior estimativa até que toda a vida plantia morra, assumindo alguma forma de fotossíntese seja possível apesar dos extremamente baixos níveis de dióxido de carbono. Se isso é possível, o aumento das temperaturas fará com que uma biosfera complexa se torne insustentável.[79][80][81]
  1,3 bilhão Vida eucariótica morre devido a falta de dióxido de carbono. Apenas procarióticos continuam.[73]
  1,5–1,6 bilhão O aumento da luminosidade solar fará com que a zona habitável se mova para o exterior; enquanto o dióxido de carbono aumenta na atmosfera de Marte, a temperatura de sua superfície aumenta a níveis da Terra na Era do Gelo.[73][82]
  1,6 bilhões Menor tempo estimado até que toda vida procarionte seja extinta.[73]
  2 bilhões Maior estimativa até que todos os oceanos evaporem se a pressão atmosférica diminuir via ciclo do nitrogênio.[83]
  2,3 bilhões O núcleo externo da Terra é congelado, se o núcleo interno continuar a crescer na velocidade atual de 1 mm por ano.[84][85] Sem seu núcleo externo líquido, o campo magnético da Terra é desligado[86] e as partículas carregadas vindas do Sol gradualmente destroem a atmosfera.[87]
  2,55 bilhões O Sol terá alcançado uma temperatura máxima em sua superfície de 5,820 K. A partir disso, gradualmente esfriará, enquanto sua luminosidade continuará a aumentar.[75]
  2,8 bilhão A temperatura da superfície da Terra, mesmo nos polos, atinge uma média de 149 °C. Nesse ponto, toda a vida, agora reduzida a colônia unicelulares isoladas em microambientes dispersos como lagos de alta altitude, terá sido extinta.[70][88]
  c. 3 bilhões[note 2] Tem aproximadamente uma chance de 1-em-100,000 de que a Terra poderá ser ejetada para o espaço interestelar por um encontro estelar antes desse ponto, e uma chance de 1-em-3 milhões de que será capturada por outra estrela. Se isso acontecer, a vida, assumindo que sobreviva pela viagem interestelar, poderia continuar por mais tempo.[89]
  3 bilhões Ponto médio em que o aumento de distância da Lua da Terra diminui seu efeito estabilizador na inclinação axial da Terra. Como consequência, o verdadeiro percurso polar da Terra se torna caótico e extremo, levando a mudanças dramáticas na temperatura do planeta.[90]
  3,3 bilhões 1% de chance de que a gravidade do planeta Júpiter possa tornar a órbita de Mercúrio tão excêntrica a ponto de fazê-lo colidir com Vênus, levando o Sistema Solar interior ao caos. Cenários possíveis incluem Mercúrio colidindo com o Sol, sendo ejetado do Sistema Solar ou colidindo com a Terra.[91]
  3,5–4,5 bilhões Toda a água atualmente presente nos oceanos (se não for perdida antes) evaporará. O efeito estufa causada pela atmosfera massiva e rica com água, combinada com a luminosidade solar chegando a cerca de 35–40% acima de seu valor atual, fará com que a superfície da Terra chegue a 1,130 °C – quente o bastante para derreter algumas rochas.[76][83][92][93] Esse período no futuro da Terra é geralmente comparado com a de Vênus atualmente, mas a temperatura é cerca de duas vezes a de Vênus hoje em dia, e nessa temperatura a superfície estará parcialmente derretida,[94] enquanto Vênus provavelmente tem uma superfície em grande parte sólida hoje em dia. Vênus também esquentará drasticamente nessa época, provavelmente estando mais quente que a Terra de então (já que está mais perto do Sol).
  3.6 bilhões A lua Tritão de Netuno vai cair através do limite de Roche do planeta, potencialmente se desintegrando num sistema de anéis planetários similar aos de Saturno.[95]
  4 bilhões Ponto médio onde a Galáxia de Andrômeda terá colidido com a Via Láctea, onde se tornará a galáxia apelidada de "Milkomeda".[96] Tem uma pequena chance do Sistema Solar ser ejetado.[97][98] Os planetas do Sistema Solar certamente não serão afetados por esses eventos.[99][100][101]
  4,5 bilhões Marte terá a mesma irradiação solar que a Terra quando primeiro se formou, 4,5 bilhões de anos no passado.[82]
  5,4 bilhões Com o suprimento de hidrogênio esgotado em seu núcleo, o Sol deixará a sequência principal e começará a evoluir numa gigante vermelha.[102]
  6,5 bilhões Marte terá a mesma irradiação solar que a Terra atualmente, depois do qual sofrerá um destino parecido com o que foi descrito acima para a Terra.[82]
  7,5 bilhões Terra e Marte se tornarão tidalmente bloqueados devido à expansão do Sol subgigante.[82]
  7,59 bilhões A Terra e a Lua serão provavelmente destruídas ao caírem no Sol, pouco antes do mesmo chegar no pico da fase Gigante Vermelha, tendo um raio máximo de 256 vezes o valor atual.[102][note 4] Antes da colisão final, a Lua possivelmente vai cair em espiral abaixo do limite de Roche terrestre, se tornando num anel de detritos, muitos dos quais cairão na superfície terrestre.[103]

Durante esse era, a lua Titã, de Saturno, pode atingir a temperatura necessária para suportar vida.[104]

  7,9 bilhões O Sol alcançará o máximo da fase gigante vermelho no diagrama Hertzsprung–Russell, alcançando seu raio máximo de 256 vezes o valor atual.[105] No processo, Mercúrio, Vênus e provavelmente a Terra serão destruídos.[102]
  8 bilhões O Sol se tornará uma anã branca de carbono e oxigênio com cerca de 54,05% de sua massa presente.[102][106][107][108] Nesse ponto, se a Terra sobreviver de alguma forma, a temperatura de sua superfície, junto dos planetas restantes, vão cair rapidamente, devido ao Sol anã branco emitir muito menos energia que hoje em dia.
  22 bilhões O fim do Universo no cenário Big Rip, assumindo um modelo de energia escura com um w = −1.5.[109][110] Se a densidade da energia escura foi menos que -1, então a expansão do Universo iria continuar a acelerar e o Universo observável continuaria a encolher. Em cerca de 200 milhões de anos antes do rasgo, os aglomerados de galáxias iguais aos do Grupo Local ou do Grupo do Escultor seriam destruídos. 60 milhões de anos antes do rasgo, todas as galáxias começariam a perder estrelas em suas bordas e viriam a desintegrar-se completamente em outros 40 milhões de anos. Três meses antes do fim, todos os sistemas estelares de desconectariam gravitacionalmente e os planetas voariam ao Universo em expansão. 30 minutos antes do fim, planetas, estrelas, asteroides e até mesmo objetos extremos como estrelas de neutrons e buracos negros evaporariam em átomos. 10−19 segundos antes do fim, os átomos se desfazeriam. Por fim, uma vez que o rasgo chegasse na escala de Planck, as cordas cósmicas se desintegrariam, tal como a própria fábrica do espaço-tempo. O Universo entraria numa "singularidade do rasgo", quando todas as distancias se tornariam infinitamente grandes. Enquanto uma "singularidade da compressão" é toda a matéria infinitamente concentrada, em uma "singularidade do rasgo" toda a matéria é infinitamente espalhada.[111] Entretanto, as observações das velocidades do aglomerado de galáxias pelo Observatório de raios-X Chandra sugere que o verdadeiro valor de w é c. −0.991, significando que o Big Rip não ocorrerá.[112]
  50 bilhões Se a Terra e a Lua não forem engolidas pelo Sol, nessa época se tornarão bloqueadas tidalmente com cada uma mostrando a mesma face para a outra.[113][114] Depois disso, a ação tidal do Sol anão branco vai extrair o momento angular do sistema, causando o decaimento da órbita lunar e o aceleramento do giro da Terra.[115]
  65 bilhões A Lua poderá colidir com a Terra devido ao decaimento de sua órbita, assumindo que as mesmas não sejam destruídas quando o Sol foi um gigante vermelho.[116]
  100–150 bilhões A expansão do Universo fará com que todas as galáxias além do antigo Grupo Local da Via Láctea desapareçam além do Horizonte de Luz Cósmico, as removendo do Universo Observável.[117]
  150 bilhões A Radiação Cósmica de Fundo esfriará de sua temperatura atual de ~2,7 K para 0,3 K, tornando-a essencialmente indetectável com a tecnologia atual.[118]
  325 bilhões Tempo estimado no qual a expansão do universo isolará todas as estruturas gravitacionalmente ligadas dentro de seu horizonte cosmológico. Nessa época, o universo terá expandido por um fator maior que 100 milhões, fazendo com que até estrelas individuais sejam isoladas.[119]
  450 bilhões Ponto médio em que as c. ~47 galáxias[120] do Grupo Local vão se coalescer numa única grande galáxia.[5]
  800 bilhões Tempo esperado onde a emissão de luz de toda "Milkomeda" combinada começará a declinar, quando as anãs vermelhas passarem através do seu pico de luminosidade como anãs azuis.[121]
  1012 (1 trilhão) Menor tempo estimado até que a formação das estrelas chegue ao fim enquanto as galáxias perdem as nuvens de gás necessárias para a formação das mesmas.[5]

A expansão do universo, assumindo uma densidade da energia escura constante, multiplica a onda de luz da Radiação Cósmica de Fundo por 1029, excedendo a escala do horizonte de luz cósmico e tornando a evidência do Big Bang indetectável. Entretanto, ainda pode ser possível determinar a expansão do universo através do estudo de estrelas de hipervelocidade.[117]

  1,05×1012 (1,05 trilhão) Tempo estimado no qual o Universo terá expandido num fator de mais que 1026, reduzindo a densidade particular médica para menos que um por cento por volume do horizonte cosmológico. Além desse ponto, partículas de matéria intergaláctica desfeita estarão efetivamente isoladas, e as colisões entre as mesmas pararão de afetar o futuro do Universo.[119]
  2×1012 (2 trilhões) Tempo estimado no qual todos os objetos além do nosso Grupo Local estarão desviados para o vermelho num fator maior que 1053. Mesmo os raios gamas estarão desviados de tal forma que sua onda será maior que o diâmetro físico do horizonte.[122]
  4x1012 (4 trilhões) Tempo estimado até que a anã vermelha Proxima Centauri a estrela mais próxima do Sol a uma distância de 4,25 anos-luz, deixe a sequência principal e se torne uma anã branca.[123]
  1013 (10 trilhões) Tempo estimado para o pico de habitalidade do Universo, a não ser que a mesma ao redor de estrelas de menor massa seja suprimida.[124]
  1,2x1013 (12 trilhões) Tempo estimado até que a anã vermelha VB 10, como a estrela na sequência principal menos massiva com uma massa solar de 0,075 M☉, fique sem hidrogênio em seu núcleo e se torne uma anã branca.[125][126]
  3×1013 (30 trilhões) Tempo estimado para que as estrelas (incluindo o Sol), entrem num encontro próximo com outra estrela em sua vizinhança estelar local. Sempre que duas estrelas (ou restos estelares) passem próximo uma a outra, as órbitas de seus planetas podem ser perturbadas, potencialmente os ejetando do sistema. Em média, o mais próximo que a órbita de um planeta é de sua estrela, mais tempo é necessário para que seja ejetado dessa maneira, pois é gravitacionalmente mais ligado á estrela.[127]
  1014 (100 trilhão) Maior tempo estimado para que a formação estelar normal termine nas galáxias.[5] Isso marca a transição da era Estelar para a Degenerada; sem hidrogênio livre para a formação de novas estrelas, todas as restantes lentamente consomem seu combustível até morrererem.[4] Nessa época, o universo terá expandido por um fator de aproximadamente 102554.[119]
  1,1–1,2×1014 (110–120 trilhões) Tempo até que todas as estrelas no universo terão consumido seu combustível (as estrelas de maior vida, as anãs vermelhas de menor massa, tem um tempo de vida de aproximadamente 10-20 trilhões de anos).[5] Depois desse ponto, os objetos de massa estelar que sobrarem são estrelas compactas (anãs brancas, buracos negros e anãs marrons).

Colisões entre anãs marrons vão criar novas anãs vermelhas num nível marginal: em média, cerca de 100 estrelas estarão brilhando no que uma vez foi a Via Láctea. Colisões entre restos estelares vão criar supernovas ocasionais.[5]

  1015 (1 quadrilhão) Tempo estimado até que os encontros estelares removam todos os planetas em sistemas estelares (incluindo o Sistema Solar) de suas órbitas.[5]

Nessa época, o Sol terá esfriado até cinco graus acima do zero absoluto.[128]

  1019 a 1020
(10–100 quintilhões)
Tempo estimado até que 90%–99% das anãs marrons e restos de estrelas (incluindo o Sol) sejam ejetadas de suas galáxias. Quando dois objetos passam perto o suficiente um do outro, eles trocam energia orbital, com objetos de menos massa tendendo a ganhar energia. Através de encontros repetidos, os objetos de menor massa podem ganhar energia o suficiente dessa forma para ser ejetados de sua galáxia. Esse processo faz com eventualmente a Via Láctea ejete a maioria de suas anãs marrons e restos estelares.[5][129]
  1020 (100 quintilhões) Tempo estimado até que a Terra colida com o Sol anã negro devido ao decaimento de sua órbita via emissão de radiação gravitacional,[130] se a Terra não for ejetada de sua órbita devido a um encontro estelar ou engolida pelo Sol durante a fase gigante vermelho.[130]
  1023 Por volta dessa escala de tempo a maioria dos restos estelares e outros objetos são ejetados dos restos de seus aglomerados galácticos.[131]
  1030 Tempo estimado até que as estrelas não ejetadas de suas galáxias (1%–10%) caiam nos buraco negros centrais supermassivos. Nesse ponto, com as estrelas binárias tendo colidido entre si e os planetas tendo caído em suas estrelas, via transmissão de radiação gravitacional, apenas objetos solitários (restos estelares, anãs marrons, planetas ejetados, buracos negros) vão sobrar no universo.[5]
  2×1036 Tempo estimado para que os núcleons do universo observável decaiam, se a meia vida hipotética do próton leva o menos valor possível (8,2×1033 anos).[132][133][note 5]
  3×1043 Tempo estimado até que todos os nucleons do universo observável dacaiam, se a meia vida hipotética do próton leva o maior valor possível, 1041 anos,[5] assumindo que o Big Bang era inflacionário e o mesmo processo que fez os bárions predominarem sobre os anti bárions no Universo Inicial faça os prótons decaírem.[133][note 5] Nessa época, se os prótons decaem, a Era do Buraco Negro, onde os buracos negros são os únicos objetos celestiais restantes, começa.[4][5]
  1065 Assumindo que os prótons não decaem, é o tempo estimado para que objetos rígidos, desde rochas flutuando livres à planetas, criem um novo arranjamento de seus átomos e moléculas via tunelamento quântico. Nessa escala de tempo, qualquer corpo discreto de matéria "se comporta como um líquido" e se torna uma esfera suave devido á difusão e gravidade.[130]
  2×1066 Tempo estimado para que um buraco negro de uma massa solar decaia em partículas subatômicas pela radiação Hawking.[134]
  5,8×1068 Tempo estimado até que um buraco negro de massa estelar, com a 3 massa solares, decaia em partículas subatômicas via radiação Hawking.[134]
  1085 Os pósitrons deixados pelo decaimento do próton entram num estado de fraca conexão com os elétrons, ou seja, eles encontram pares distantes e os dois entram num estado altamente excitado de positrónio, com um rádio maior do que o Universo atual. Durante os próximos 10141, eles gradualmente cairão numa espiral até que finalmente se aniquilem.[5]
  6×1099 Tempo estimado até que o buraco negro supermassivo TON 618, em 2018 um dos mais massivos conhecidos, com uma massa de 66 bilhões de massas solares, dissipará via radiação Hawking,[134] assumindo um momento angular zero (que ele não rotacione).
  1,7×10106 Tempo estimado até que um buraco negro supermassivo com a massa de 20 trilhões de massas solares decaia através da radiação Hawking.[134] Isso marca o fim da Era do Buraco Negro. Além desse ponto, se os prótons decaem, o Universo entrará na Era Negra, em que todos os objetos físicos decaíram em partículas subatômicas, gradualmente diminuindo até seu estado final de energia na morte térmica do universo.[4][5]
  10139 Estimativa de 2018 da vida do Modelo Padrão antes do colapso de um falso vácuo; um intervalo de 95% de confiança é de 1058 para 10241 anos, devido, em parte, a incerteza sobre a maior massa dos quarks.[135]
  10200 Maior tempo estimado para que todos os nucleons do universo observável decaírem, se não o fizeram via o processo acima, através dos muitos mecanismos diferentes permitidos pela moderna física de partículas (processo de maior ordem da não conservação do bárion, buracos negros virtuais, sphalerons, etc) nessa escala de tempo de 1046 para 10200 anos.[4]
  101100-32000 Tempo estimado para aquelas anãs negras com massas iguais ou acima a 1,2 vezes a do Sol se tornem uma supernova como resultado da lesta fusão de silicone-níquel-ferro, enquanto a fração em declínio dos elétrons diminuam o limite de Chandrasekhar, assumindo que os prótons não decaiam.[136]
  101500 Assumindo que os prótons não decaiam, esse é o tempo estimado até que toda matéria bariônica em objetos de massa estelar tenha ou se fundido via fusão muon-catalítica para formarem ferro-56, ou decairam de um elemento de maior massa em ferro-56 para formarem uma estrela de ferro.[130]
   [note 6][note 7] Tempo estimado para que todas as estrelas de ferro entrem em colapso via tunelamento quântico e virem buraco negros, assumindo que não ocorra o decaimento do próton ou buraco negros virtuais.[130]

Nesta escala de tempo vastíssima, até estrelas de ferro ultra estáveis serão destruídas pelo tunelamento quântico. Primeiro as estrelas de ferro de massa o suficiente (algo entre 0,2 M☉ e o limite de Chandrasekhar. Pois quando estrelas de forro tem 0,2 M☉ ou menos (estrelas de nêutron por volta de 0,2 M☉ são estáveis), essas estrelas de ferro são energeticamente favoráveis para evitarem o colapso via tunelamento[137]) vão colapsar via tunelamento em estrelas de ferro. Subsequentemente, estrelas de nêutron e quaisquer estrelas de ferro restantes maiores que o limite de Chandrasekhar colapsarão em buraco negros via tunelamento. A evaporação subsequente de cada buraco negro resultante em partículas subatômicas (um processo que dura aproximadamente 10100 anos) e a mudança subsequente para a Era Negra é basicamente instantanea nessas escalas temporais.

   [note 2][note 6][note 8] Tempo estimado até que um cérebro de Boltzmann apareça no vácuo via diminuição espontânea da entropia.[7]
   [note 6] Tempo estimado máximo até que toda matéria colapse em estrelas de nêutrons ou buracos negros, assumindo que o próton não decaia ou não tenha buracos negros virtuais,[130] que então (nessa escala de tempo) instantaneamente irá evaporar em partículas subatômicas.

Essa é a maior estimativa possível para a Era do Buraco Negro (e subsequentemente a Era Negra) começar. Além desse ponto, é quase certo que o Universo não conterá mais matéria bariônica e que o mesmo, após essa época, será um vácuo quase puro (possivelmente acompanhado pela presença de um falso vácuo), característico do Universo da Era negra até que ele atinja seu estado final de energia, assumindo que não ocorra antes disso.

   [note 6] Tempo estimado máximo para que o Universo alcance seu final estado de energia, mesmo na presença de um falso vácuo.[7]
   [note 2][note 6] Nessa visão temporal vasta, o tunelamento quântico em qualquer parte isolada do agora Universo vazio pode gerar novos eventos inflacionários, resultando em novos Big Bangs, dando vida a novos universos.[138]

Por causa do número total de formas em que todas as partículas subatômicas no universo observável podem ser combinadas é de  ,[139][140] um número que, quando multiplicado por  , desaparece num erro de arredondamento, também é o tempo necessário para um novo Big Bang gerado por um novo tunelamento quântico ou flutuação quântica produza um novo Universo idêntico ao nosso, assumindo que cada novo universo contenha, pelo menos, o mesmo número de partículas subatômicas e obedeça as leis da física dentro da paisagem predizida pela teoria das cordas.[141][142]

Futuro da humanidadeEditar

  Anos a partir de agora Evento
  10.000 Vida útil mais provável estimada para uma civilização tecnológica, de acordo com a formulação original de Frank Drake da equação de Drake.[143]
  10.000 Se a globalização acabar levando a uma panmixia, a variação do genoma humano não será mais regionalizado enquanto o tamanho efetivo da população vai se equalizar ao tamanho atual da população.[144]
  10.000 A Humanidade tem 95% de chance de ser extinta nessa data, de acordo com a formulação controversa de Brandon Carter para o Argumento do Fim do Mundo, que argumenta que metade dos humanos que deverão viver já devem ter nascido.[145]
  20.000 De acordo com o modelo linguístico de glotocronologia de Morris Swadesh, as linguagens futuras deverão reter apenas 1 dos 100 "vocabulários principais" das palavras da lista de Swadesh comparados com seus progenitores atuais.[146]
  +100.000 Tempo necessário para Terraformar Marte e o deixar com uma atmosfera respirável e rica em oxigênio, usando apenas plantas com eficiência solar comparada com a biosfera atualmente encontrada na Terra.[147]
  1 milhão Tempo mínimo estimado com que a Humanidade deverá colonizar toda Via Láctea e se tornar capaz de aproveitar toda a energia da Galáxia, assumindo uma velocidade de 10% da luz.[148]
  2 milhões Espécies vertebradas separadas por tanto tempo geralmente sofrem especiação alopátrica.[149] Biologista evolucionário James W. Valentine prediz que se a Humanidade já tenha se dispersado em colônias espaciais geneticamente isoladas nessa época, a galáxia vai abrigar uma radiação evolucionária de múltiplas espécies humanas com "uma diversidade de formas de adaptação que nos surpreenderia".[150] Isso acabará sendo um processo natural de civilizações isoladas, não relacionado com o uso deliberado de tecnologias para alteração genética.
  7.8 milhões A Humanidade tem 95% de probabilidade de ser extinta nessa data, de acordo com a formulação de J. Richard Gott para o controverso Argumento para o Fim do Mundo.[151]
  100 milhões Tempo de vida máximo estimado para uma civilização tecnológica, de acordo com a formulação original de Frank Drake para a Equação de Drake.[152]
  1 bilhão Tempo estimado para um projeto de astroengenharia para alterar a órbita da Terra, compensando o aumento do brilho do Sol e a migração da zona habitável, conquistada com a repetida assistência gravitacional com um asteroide.[153][154]

Espaçonaves e exploração espacialEditar

Até a data, cinco espaçonaves (Voyager 1 e 2, Pionners 10 e 11 e a New Horizons) estão em trajetórias que irá levá-los para fora do Sistema Solar e para o espaço interestelar. Exceto por uma colisão improvável, a nave deve persistir indefinidamente.[155]

  Anos a partir de agora Evento
  1000 O satélite nuclear SNAP-10A, lançado em 1965 numa órbita de 700 km acima da Terra, retornará para a superfície.[156][157]
  16.900 Voyager 1 passará a cerca de 3,5 anos-luz da Próxima Centauri.[158]
  25.000 A Mensagem de Arecibo, uma coleção de dados transmitidos em 16 de novembro de 1974, atinge seu destino, o Aglomerado Globular Messier 13.[159] Essa é a única mensagem de rádio interestelar enviada para uma região tão distante da Galáxia. Terá uma diferença de 24 anos-luz na posição do aglomerado quando a mensagem chegar, mas já que o aglomerado de 168 anos-luz de diâmetro, a mensagem ainda atingirá seu destino.[160] Qualquer resposta demorará no mínimo outros 25.000 anos (assumindo que comunicação superlumínica seja impossível).
  18,500 Pioneer 11 passará em 3,4 anos-luz da Alpha Centauri.[158]
  20,300 Voyager 2 passará em 2,9 anos-luz de Alpha Centauri.[158]
  33,800 Pioneer 10 passará em 3,4 anos-luz da Ross 248.[158]
  34,400 Pioneer 10 passará em 3,4 anos-luz da Alpha Centauri.[158]
  42,200 Voyager 2 passará em 1,7 anos-luz da Ross 248.[158]
  44,100 Voyager 1 passará em 1,8 anos-luz da Gliese 445.[158]
  46,600 Pioneer 11 passará em 1,9 anos-luz da Gliese 445.[158]
  50,000 A cápsula do tempo espacial KEO, se lançada, deverá reentrar na atmosfera da Terra.[161]
  90,300 Pioneer 10 passará em 0,76 anos-luz da HIP 117795.[158]
  306,100 Voyager 1 passará em 1 ano-luz da TYC 3135-52-1.[158]
  492,300 Voyager 1 passará em 1,3 ano-luz da HD 28343.[158]
  800,000–8 milhões Menor tempo de vida estimado para que as inscrições da placa da Pionner 10 sejam destruídas por processos de erosão interestelar pouco entendidos.[162]
  1.2 milhões Pioneer 11 passará em 3 anos-luz da Delta Scuti.[158]
  1.3 milhões Pioneer 10 passará em 1,5 anos-luz da HD 52456.[158]
  2 milhões Pioneer 10 passará perto de Aldebaran.[163]
  4 milhões Pioneer 11 passará perto de uma das estrelas da constelação Aquila.[163]
  8 milhões A órbita dos satélites LAGEOS decairá e eles reentrarão na atmosfera da Terra, carregando uma mensagem para quaisquer descendentes da Humanidade e um mapa dos continentes de como eles deverão aparecer.[164]
  1 bilhão Tempo de vida estimado aos dois Voyager Golden Record, até que a informação armazenada neles fique irrecuperável.[165]
  1020 (100 quintilhões) Tempo estimado para que as Pioneer ou Voyagers colidam com uma estrela (ou resto estelar).[158]

Projetos tecnológicosEditar

  Anos a partir de agora Evento
  3015 DC Uma câmera preparada por Jonathon Keats terminará seu tempo de exposição após ser colocada no ASU Art Museum em Tempe, Arizona, 2015.[166]
  3183 DC A Time Pyramid, uma obra de arte pública em Wemding, Alemanha, deverá ser completada.[167]
  6939 DC As Cápsulas do Tempo de Westinghouse enterradas entre 1939 e 1964 deverão ser abertas.[168]
  7000 DC A última cápsula do tempo do Expo'70 do ano de 1970, enterrada num monumento perto do Castelo de Osaka, Japão, deverá ser aberta.[169]
  28 de maio de 8113 A Cripta da Civilização, uma cápsula do tempo localizada na Oglethorpe University em Atlanta, Geórgia, deverá ser aberta após ser lacrada ao fim da Segunda Guerra Mundial.[170][171]
  10.000 Tempo de vida planejado de vários projetos da Fundação Long Now incluindo o Relógio dos 10.000 anos conhecido como Relógio do Longo Agora, o Projeto Rosetta e o Projeto Long Bet.[172]

Tempo estimado do disco analógico HD-Rosetta, gravado num feixe de íons na placa de níquel, tecnologia desenvolvida pelo Los Alamos National Laboratory e, posteriormente comercializado. (O projeto Rosetta foi nomeado após usar esta tecnologia).

  10,000 Tempo de vida estimado do Svalbard Global Seed Vault na Noruega.[173]
  100.000 + Tempo de vida estimado do Memory of Mankind (MOM), repositório de estilo de auto-armazenamento numa mina de sal de Hallstatt na Áustria, que armazena informações em tabletes de cerâmica inscritos com laser.[174]
  1 milhão Tempo de vida planejado do Human Document Project sendo desenvolvido pela Universidade de Twente nos Países Baixos.[175]
  292,278,994 DC Excesso numérico no tempo interno em programas de computador de Java.[176]
  1 bilhão Tempo de vida estimado do "dispositivo de memória Nanoshuttle" usando nanopartículas de metal movidas como um botão molecular através de um nanotubo de carbono, uma tecnologia desenvolvida pela Universidade da Califórnia em Berkeley.[177]
  +13 bilhões Tempo de vida estimado dos Cristais de memória do Superman, dispositivo de armazenamento que usa nanoestrutura de laser femtosecond em vidro, uma tecnologia desenvolvida pela Universidade de Southampton.[178][179]
  292,277,026,596 DC Excesso número no tempo interno dos sistemas 64-bit Unix systems.[180]

Arquitetura humanaEditar

  Anos a partir de agora Evento
  50.000 Vida atmosférica estimada de tetrafluorometano, o gás de efeito estufa mais durável.[181]
  1 milhão Os objetos de vidro feitos hoje em dia já terão se decomposto no ambiente.[182]

Vários monumentos públicos, compostos de grafite terão erodido em um metro, em um clima moderado, assumindo o nível da unidade de 1 Bubnoff (1 mm / 1.000 ou ~ 1 centímetro / 10.000 anos).[183]

Sem manutenção, a Grande Pirâmide de Gizé vai erodir até ficar irreconhecível.[184]

Na Lua a pegada do "um pequeno passo" de Neil Armstrong na Base Tranquilidade estará erodida nesse tempo, junto com as deixadas pelos doze astronautas da Apollo, devido aos efeitos acumulados de micrometeoritos.[185][186] (Devido a quase total falta de atmosfera, não ocorre a mesma erosão que na Terra).

  7.2 milhões Sem manutenção, o Monte Rushmore terá erodido até ficar irreconhecível.[187]
  100 milhões Futuros arqueólogos devem ser capazes de identificar "Stratum Urbano" de grandes cidades costeiras fossilizadas, muitas através de restos de estruturas subterrâneas, fundações de edifícios e túneis de utilidade.[188]

Energia nuclearEditar

  Anos a partir de agora Evento
  10.000 O Waste Isolation Pilot Plant, para os resíduos de armas nucleares, deverá estar protegido até essa época tempo, com um sistema de "Marcação Permanente" projetado para avisar os visitantes, tanto através de múltiplos idiomas (seis idiomas das Nações Unidas e Navajo) e através de pictogramas.[189] (O Human Interference Task Force forneceu a base teórica para que os Estados Unidos planejem futuras nuclear semiotics).
  20.000 Os 2600 km2 da Zona de Exclusão de Chernobly que ocupa a Ucrânia e Belarus, deixado deserto em 1986 por causa do desastre de Chernobly, voltará a ter níveis normais de radiação.[190]
  30.000 Tempo de vida estimado para os suprimentos do reator baseado em fissão Breeder, usando fontes conhecidas, assumindo o consumo de energia mundial de 2009.[191]
  60.000 Tempo de vida estimado para as reservas dos reatores térmicos, se for possível extrair todo o Urânio da água, assumindo o consumo de energia mundial de 2009.[191]
  211.000 Meia vida do technetium-99, o produto de longa duração de fissão mais importante do lixo nuclear derivado de urânio.
  250,000 Tempo mínimo estimado para que o plutônio armazenado no Waste Isolation Pilot Plant do Novo México deixar de ser letal para os humanos.[192]
  15,7 milhões Meia vida do Iodo-129, o produto de fissão mais durável do lixo nuclear derivado de urânio.
  60 milhões Tempo estimado que o suprimento de fusão nuclear reserva, se for possível extrair todo o lítio do nível da água, assumindo o consumo de energia mundial de 1995.[193]
  5 bilhões Tempo de vida estimado do reator baseado em fusão Breeder, se for possível extrair todo o Urânio do nível da água, assumindo o consumo de energia mundial de 1983.[194]
  150 bilhões Tempo de vida estimado do suprimento de fusão nuclear, se for possível extrair todo o deutério do nível da água, assumindo o consumo de energia mundial de 1995.[193]

NotasEditar

  1. O ponto preciso de início é 0:00 de 1 janeiro de 10,001.
  2. a b c d e f g h i j k l m n Representa a época no qual o evento provavelmente já terá ocorrido. Pode ocorrer de forma aleatória em qualquer época a partir do presente.
  3. Unidades estão em escala curta
  4. Essa já tem sido uma pergunta difícil tem um tempo; veja o artigo de 2001 por Rybicki, K. R. e Denis, C. Entretanto, de acordo com os últimos cálculos, isso deverá acontecer com uma grande percentagem de certeza.
  5. a b Cerca de 264 meia-vidas. Tyson et al. colocam a computação com um valor diferente para uma meia-vida.
  6. a b c d e Apesar de estar listado em anos por conveniência, os números além desse ponto são tão vastos que os seus digitos ficariam sem mudança, sem importar quais dígitos convencionais estejam listados, sejam em nansosegundos ou vidas estelares.
  7.   é seguido por 1 seguido por 1026 (100 septilhões) de zeros
  8.  é 1 seguido por 1050 (100 quindecilhões) de zeros

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

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BibliografiaEditar

Ligações externasEditar