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Lista de denominações cristãs

artigo de lista da Wikimedia
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O Cristianismo não tinha subdivisões até o Concílio de Éfeso realizado em 431. Portanto, a partir daquele ano surgiram as ramificações do Cristianismo. A seguir, está a lista de denominações cristãs, ou grupos que se identificam como cristãos, ordenados por relacionamentos históricos, doutrinários e cronológicos.

Índice

CatolicismoEditar

A Igreja Católica Apostólica Romana (ou simplesmente Igreja Católica) é constituída por 23 igrejas particulares sui iuris. Estas igrejas autónomas (chamadas também de "Ritos", como por exemplo no documento do Concílio do Vaticano II Orientalium Ecclesiarum, 2) empregam vários ritos litúrgicos para prestar culto a Deus. São 23 as igrejas particulares católicas sui iuris que usam o único rito litúrgico bizantino; por outro lado a única igreja particular latina usa vários ritos litúrgicos (Romano, Ambrosiano, Bracarense etc.).

Igreja particular sui iuris:

Igrejas autodenominadas católicas que não estão em comunhão com Roma:

NestorianismoEditar

Depois de realizar-se o Concílio de Éfeso (431 d.C.), surgiu a primeira ruptura no Cristianismo, dando fim à Igreja Primitiva. Desta divisão nasceu o Nestorianismo, que considera Cristo radicalmente separado em duas naturezas (uma humana e uma divina), completas ambas de modo que conformam dois entes independentes, duas pessoas unidas em Cristo, que é Deus e homem ao mesmo tempo, mas formado de duas pessoas distintas.

São nestorianas as seguintes igrejas:

ProtestantismoEditar

Também geralmente conhecidos como evangélicos, os protestantes surgiram na Reforma de 1517, quando Martinho Lutero pregou suas 95 Teses nas portas da igreja de Wittenberg, no Sacro Império Romano-Germânico. Essas teses questionavam várias doutrinas e assuntos da Igreja Católica, e em resposta, os católicos iniciaram a Contrarreforma e convocaram o Concílio de Trento. Dessa maneira surgiu a quarta ruptura no Cristianismo.

Primeiro tem-se o Protestantismo conservador. Este grupo é mais conhecido como cristãos protestantes, pois os pentecostais são denominados simplesmente de evangélicos. Aliás, a categorização entre protestantismo histórico e pentecostal é mais didática do que factual, pois suas fronteiras são difíceis de se delimitar. Tal distinção aparece principalmente em obras da sociologia da religião.[2]

Como anteriormente descrito sobre o Protestantismo pentecostal, este grupo é mais conhecido como cristãos evangélicos, pois os conservadores são simplesmente denominados de protestantes. Portanto, sob esta designação, os pentecostais são diversos grupos heterogêneos,[2] que em comum enfatizam a presença do Espírito Santo e suas manifestações carismáticas nos cultos. Eles estão classificados em:

Ortodoxia oriental (Miafisismo)Editar

Depois de realizar-se o Concílio de Calcedônia (451 d.C.), surgiu a segunda ruptura no Cristianismo. Desta divisão nasceu o Monofisismo, que considera que em Jesus está presente a natureza divina, e não a humana. As Igrejas ortodoxas orientais professaram o credo monofisita, mas agora são miafisitas (ou seja, creem na naturaleza unida de Cristo) e rechaçam as conclusões do Concílio da Calcedónia. Ver também: Ortodoxia.

AnglicanismoEditar

Anglicanos (também conhecidos como Episcopais)[nota 2]. O Anglicanismo surgiu antes do século II nas ilhas britânicas por missionários cristãos que catequizaram os povos celtas. No ano de 595 d.C. o Monge Agostinho de Cantuária foi enviado para incorporar a Igreja Celta a Igreja Católica Romana. Em 1534, a Igreja Anglicana se separou em definitivo da Igreja Católica Romana, por iniciativa do rei Henrique VIII, da Casa de Tudor. A princípio havia se mostrado um leal defensor do catolicismo, que fez queimar publicamente os escritos de Lutero.

A Comunhão Anglicana é a principal estrutura desta ramificação cristã. As igrejas que fazem parte do Anglicanismo são:

OrtodoxiaEditar

A Ortodoxia é um termo usado para descrever as Igrejas Ortodoxas Orientais e a Igreja Católica Ortodoxa (ou simplesmente Igreja Ortodoxa).

As Igrejas Ortodoxas Orientais nasceram em 451 d.C., ao rejeitarem o Concílio da Calcedônia, e adotarem a doutrina monofisita (atualmente, porém, estas são miafisitas). Mas a Igreja Católica Ortodoxa (ou Igreja Ortodoxa) apareceu como consequência do Grande Cisma do Oriente (1054 d.C.) que originou a terceira ruptura no Cristianismo.

Portanto, o termo Ortodoxia é mais comum aplicá-lo à Igreja Ortodoxa (oficialmente denominada Igreja Católica Ortodoxa).

Patriarcados ortodoxos históricos:

Partriacardo da nações

Igrejas ortodoxas autocéfalas:


RestauracionismoEditar

Também conhecido minoritária e pejorativamente como Paraprotestantismo, o Restauracionismo (considerados como hereges por alguns cristãos) surgiu dentre o meio protestante, a partir do século XIX, entre membros da Igreja Metodista e outras denominações evangélicas.

Entre os restauracionistas estão:

OutrosEditar

Ver tambémEditar

Notas e referências

Notas

  1. a b Geralmente os Adventistas são incluídos no Restauracionismo, apesar de serem majoritariamente considerados como protestantes.
  2. a b c Geralmente os Anglicanos ou Episcopais autodenominam-se como Católicos e Protestantes (via média). Portanto, conformam outra ramificação do Cristianismo de acordo com vários teólogos anglicanos e protestantes. Porém, juntamente com os Restauracionistas, o Catolicismo considera os Anglicanos/Episcopais como Protestantes.
  3. a b Os mórmons, além de serem restauracionistas, também são antitrinitarianos.
  4. a b Os russellitas (nome alternativo das Testemunhas de Jeová), além de serem restauracionistas, também são antitrinitarianos.

Referências

  1. Citação vazia (ajuda) 
  2. a b MENDONÇA, A. G. O celeste porvir: a inserção do protestantismo no Brasil. São Paulo: Paulinas, 1984.