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Louças e frutas é o nome de um soberbo óleo sobre tela do francês Henri Matisse, datado de 1901. Assim forma uma das primeiras obras do artista. Encontra-se exibido no Museu do Ermitage, em São Petersburgo, na Rússia, a par de Zorah de pé e outras obras do mesmo pintor.

Este quadro constitui uma prova de que, antes do escândalo «fauve», Matisse já o era. Esta obra-prima dos primórdios do século XX reúne extrema expressividade e vigor, e, porque não referir, rigor. Embora com uma paleta de cores pouco extensiva, resumindo-se a cores mais escuras e até mais quentes, que variam entre o azul e o roxo, o vermelho e o verde escuro. O que mais cor dá ao quadro é sem dúvida, a fruta. Também a jarra em cerâmica, que se encontra mais no fundo da composição, contrasta vigorosamente o seu laranja com o roxo da parede.

Para revitalizar o espírito «fauve» da obra, Matisse conferiu a cada pincelada energia, agressividade. Se Vauxcelles visse este quadro, apelidaria Matisse, com certeza, de louco. Isto era contradizer as normas da pintura, o naturalismo, efectivamente. Era algo inovador. Hoje, é passado.

De facto, uma pessoa que hoje olhe para um quadro de Matisse é capaz de referir que é bonito, singelo, pois já está habituada às surpresas da arte contemporânea. Todavia, na época em que foram concebidas, as pinturas de Matisse eram consideradas escandalosas, «ultra-modernas», umas feras, escrupulosas. A par da arte cubista, constituiam o mais inovador que se fazia na arte europeia.

Este quadro resume tudo isso, tal como tantos outros também de Henri Matisse.