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Luís do Rego Barreto
Nascimento 28 de outubro de 1777
Viana do Castelo
Morte 7 de setembro de 1840 (62 anos)
Vila Real
Cidadania Portugal
Ocupação militar

Luís do Rego Barreto (Viana do Castelo, 28 de outubro de 17777 de setembro de 1840), 1.º visconde de Geraz do Lima e mais conhecido por General Luís do Rego, foi um militar e administrador colonial português que se distinguiu no combate às invasões napoleônicas e à Revolução Pernambucana.

General violento e autoritário, era odiado pela população de Pernambuco — cuja elite era a mais preparada intelectualmente no Brasil. Nomeado por Dom João VI para reprimir a revolução de 1817, aterrorizou o povo pernambucano ao promover enforcamentos, esquartejamento de corpos, fuzilamentos, mortes por fogo, profanação de cadáveres e estupros. Muitos dos indivíduos executados eram padres e pacíficos homens de bem.[1][2]

Índice

BiografiaEditar

Foi graduado Major de Infantaria n.º 9, por D. João VI, tendo criado o Batalhão de Caçadores n.º 4. Combateu por diversas vezes com o Batalhão de Caçadores no Buçaco, Castelo Rodrigo e Linhas de Torres. Após ter combatido na Batalha dos Arapiles, na Batalha de Vitória e no assalto a San Sebastian, Barreto foi destacado para o Brasil onde criou a Divisão dos Voluntários Leais de El-Rei. Ao comando desta Divisão, derrotou uma insurreição republicana federalista em Pernambuco, conhecida por Revolução Pernambucana, onde foi depois governador geral de 1 de julho de 1817 a 5 de outubro de 1821.

Após a proclamação da Constituição de 1820, já no posto de general, Barreto faz jurar a nova lei fundamental do Brasil. No ano seguinte é ferido num atentado e regressa a Portugal. Em 1822 é nomeado para o cargo de Governador das Armas do Minho. Um ano depois, derrota, em Amarante, o General Silveira que havia liderado um levantamento absolutista.

Após a Vilafrancada, Luís Barreto é deportado e reformado. No entanto, durante a regência de D. Isabel Maria, assume o posto de tenente-general, regressando ao Brasil. No regresso a Portugal, Barreto é preso por D. Miguel, mas consegue evadir-se e fugir para Espanha, só voltando após a Convenção de Évora-Monte.

Em 1834 é nomeado, de novo, Governador das Armas do Minho, e vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar.

Títulos e condecoraçõesEditar

Referências

  1. «General Luís do Rego, o mais odiado dos portugueses». Diario de Pernambuco. Consultado em 29 de abril de 2017 
  2. «Domingos José Martins, o "noivo" da Revolução». Diario de Pernambuco. Consultado em 29 de abril de 2017 

BibliografiaEditar

  • Redacção Quidnovi, com coordenação de José Hermano Saraiva, História de Portugal-Dicionário de Personalidades, Volume XV, Ed. QN-Edição e Conteúdos,S.A., 2004

Ligações externasEditar