Luísa Guilhermina de Orange-Nassau

Orange-NassauのFredericaLouiseWilhelminaは、Brunswick-Volfenbüttelの皇女であり、Brunswick-WolfenbüttelのCharlesGeorge皇太子と結婚しました。家族の間では「Loulou」として知られていました

Frederica Luísa Guilhermina de Orange-Nassau (em holandês: Frederica Louise Wilhelmina; Haia, 28 de novembro de 1770 - Amesterdão, 15 de outubro de 1819) foi uma princesa-herdeira de Brunsvique-Volfembutel, casada com o príncipe-herdeiro Carlos Jorge de Brunswick-Wolfenbüttel. Entre a família era conhecida por "Loulou".

Luísa Guilhermina
Princesa de Orange-Nassau
Luísa Guilhermina, por Johann Friedrich August Tischbein, 1788
Princesa Herdeira de Brunsvique-Volfembutel
Reinado 14 de outubro de 179015 de outubro de 1806
 
Nascimento 28 de novembro de 1770
  Haia, Países Baixos
Morte 15 de outubro de 1819 (48 anos)
  Amesterdão, Países Baixos
Cônjuge Carlos Jorge de Brunswick-Wolfenbüttel
Casa Orange-Nassau
Pai Guilherme V de Orange
Mãe Guilhermina da Prússia

FamíliaEditar

Luísa foi a filha mais velha do príncipe Guilherme V de Orange e da princesa Guilhermina da Prússia. Um dos seus irmãos era o rei Guilherme I dos Países Baixos. Os seus avós paternos eram o príncipe Guilherme IV de Orange e a princesa Ana do Reino Unido. Os seus avós maternos eram o príncipe Augusto Guilherme da Prússia e a princesa Luísa de Brunsvique-Volfembutel.[1]

CasamentoEditar

Luísa casou-se com o príncipe Carlos Jorge de Brunswick-Wolfenbüttel no dia 14 de outubro de 1790 como agradecimento pela ajuda que o pai deste tinha prestado aos seus pais durante a rebelião holandesa de 1787. Luísa não teve qualquer filho desta união e foi pouco mais do que uma enfermeira para o marido que sofria de um atraso mental e era cego.

Visita de Edviges de Holsácia-GottorpEditar

 
Luísa Guilhermina

A prima do pai do marido de Luísa, a princesa Edviges de Holsácia-Gottorp, casada com o rei Carlos XIII da Suécia, deixou uma crónica sobre a visita que fez à família de Brunswick em agosto de 1799:

O nosso primo, o duque, chegou logo na manhã seguinte. Conquistou inúmeras vitórias, sendo um militar notável e, como todos os militares é sagaz, literal e agradável, mas leva a cerimónia demasiado a sério. Diz-se que é bastante rigoroso, mas um bom pai da nação que se preocupa com os pedidos do povo. Depois de ele nos deixar, fui visitar a duquesa-viúva, tia do meu consorte. É agradável, muito educada e muito respeitada, mas está tão velha que já perdeu quase a memória toda. Depois dela, conheci a duquesa, irmã do rei de Inglaterra e uma inglesa típica. Tinha um aspecto muito simples, como se fosse a mulher de um vigário, certamente tem muitas qualidades admiráveis e é muito respeitada, mas não tem qualquer tipo de maneiras. Faz perguntas estranhas sem considerar que pode ser difícil e desagradável responder-lhes. Tanto a princesa-herdeira como a princesa Augusta - irmã do duque - vieram ter comigo enquanto lá estava. A primeira é maravilhosa, compassiva, adorável, sagaz e inteligente, não é uma grande beleza, mas consegue ser muito bonita. Além do mais diz-se que é admiravelmente gentil para o seu consorte aborrecido. A princesa Augusta é muito sagaz e muito engraçada. (…) A duquesa e a princesa vieram comigo para Richmond, a casa de campo da duquesa que fica nos arredores da cidade. Era pequena e encantadora, com um jardim lindo, tudo feito à moda inglesa. Como foi ela a construir a casa, gosta de a mostrar a outros. Os filhos do casal ducal são muito peculiares. O príncipe-herdeiro é gordo, quase cego, muito estranho - já para não dizer imbecil - e tenta imitar o pai, o que só faz dele artificial e desagradável. Fala sem para, não sabe o que diz e é insuportável em todos os aspectos. Adora a sua consorte ao ponto de veneração e é completamente governado por ela. O outro filho, o príncipe Jorge, é a pessoa mais ridícula que se pode imaginar e tão pateta que não pode ser deixado sózinho e é sempre acompanhado de um criado. O terceiro filho também pode ser descrito como original. Nunca o vi, visto que estava a prestar serviço com o regimento. O quarto filho é o único normal, mas também atormenta os pais com o seu comportamento imoral.[2]

Últimos anosEditar

Em 1806, o marido de Luísa morreu pouco antes do seu sogro. No mesmo ano o ducado foi invadido pela França e a princesa fugiu para a Suíça com a sua mãe.[3] Eventualmente acabou por se juntar à família do marido em Inglaterra. A partir de 1814, regressou ao seu país natal onde viveu em Zorgvlit, perto da casa da sua mãe onde viria a morrer em 1819.

Títulos e estilosEditar

  • 28 de novembro de 1770 – 14 de outubro de 1790 Sua Alteza Sereníssima Princesa Frederica Luísa Guilhermina de Orange
  • 14 de outubro de 1790 – 15 de outubro de 1806 Sua Alteza Sereníssima A Princesa Herdeira de Brunsvique-Volfembutel
  • 15 de outubro de 1806 – 20 de setembro de 1819 Sua Alteza Sereníssima A Princesa Herdeira Viúva de Brunsvique-Volfembutel

Referências

  1. Alison Weir, Britain's Royal Family: A Complete Genealogy (London, U.K.: The Bodley Head, 1999), page 278
  2. Cecilia af Klercker (1927) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok VI 1797-1799 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte VI 1797-1799). P.A. Norstedt & Söners förlag Stockholm. pp. 219–220. ISBN 270693.
  3. Cecilia af Klercker (1936) (in Swedish). Hedvig Elisabeth Charlottas dagbok VII 1800-1806 (The diaries of Hedvig Elizabeth Charlotte VIII 1800-1806). P.A. Norstedt & Söners förlag Stockholm. p. 458. ISBN 362103.
 
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