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Luís Dias dos Santos

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Luiz Dias dos Santos, artista, escultor, entalhador, e arquiteto luso-brasileiro

Luís Dias dos Santos (Coimbra, 16 de Dezembro de 1867Leme, 1946) foi um artista, escultor, entalhador, e arquiteto luso-brasileiro, cujas obras principais são encontradas no município de Leme, Estado de São Paulo.

Índice

BiografiaEditar

Veio trabalhar no Brasil a convite de seus dois irmãos que já estavam no país trabalhando como marceneiro. Inicialmente morou e trabalhou com a marcenaria no Rio de Janeiro (na época, capital do Brasil) até 1885.

Em 1885 teve que deixar a cidade pois uma grande epidemia de febre amarela assolou a antiga capital do Brasil e matou muitas pessoas, entre elas seus dois irmãos. Com muito medo, juntou o pouco que tinha e fugiu para a cidade de São Paulo.

O artista, porém, não gostou dos ares da capital paulista. Logo que chegou, encontrou um clima muito mais frio do que o do Rio de Janeiro e achou também que a cidade era perigosa. Com isso, tomou um novo trem rumo ao interior do Estado de São Paulo. Sua viagem não tinha rumo certo, pois não conhecia bem o Brasil. Passou então por várias cidades e diversas estações: Jundiaí, Campinas, Limeira e só decidiu desembarcar na estação Manuel Leme, inaugurada há apenas 10 anos antes. Entendeu que ali era um povoado em desenvolvimento e que precisaria muito de seus trabalhos. Foi o que aconteceu.

Em Leme, conheceu e casou-se com a portuguesa Rosa Pacheco Ramos dos Santos, filha de operários da estrada de ferro, e com ela teve 10 filhos. Luís Dias dos Santos faleceu aos 79 anos, mas antes disso deixou em Leme a marca de sua arte.

ObrasEditar

 
Cadeira, o artista gostava de criar todos os tipos de móveis em madeira. Essa cadeira foi feita por Luís Dias dos Santos

Luís Dias dos Santos fez parte da história do município de Leme, cidade que ajudou a construir com suas próprias mãos. Projetou e construiu a igreja matriz de São Manoel, além de diversos prédios residenciais e comerciais nas ruas centrais. Até hoje seus trabalhos podem ser apreciados pelas pessoas que passam pelas ruas Rafael de Barros, Major Raphael Leme, Newton Prado e Coronel Augusto César.

 
Casa São Luiz, na foto da década de 50, uma das construções de Luís Dias dos Santos em Leme. Localizado na esquina da Rua Rafael de Barros com a Rua Major Raphael Leme, atualmente o prédio não tem mais a características originais

A antiga porta de madeira maciça da entrada da Santa Casa de Misericórdia de Leme foi entalhada à mão por Luís Dias dos Santos. O artista trabalhava com diversos materiais, mas sempre preferiu a madeira para suas obras. A porta de entrada da Santa Casa já foi substituída, mas sua família ainda desfruta de muitos móveis desenhados e esculpidos por ele (ver foto ao lado). Diversos outros móveis estão em mãos de pessoas e de órgãos públicos lemenses que talvez nem saibam que possuem mobílias feitas pelo artista.

Por sua habilidade com a madeira, também fazia charretes e até caixões fúnebres entalhados. A fabricação de urnas mortuárias acabava exigindo que ele próprio prestasse os serviços funerários, algo que ele não gostava mas que se sentia obrigado. Naquela época, em Leme, não havia quem prestasse esse tipo de serviço.

Além dos trabalhos de sua oficina de carpintaria, ferraria e marcenaria passou também a suprir outras deficiências de cidade: beneficiou arroz e fabricou moinhos para fubá. Fundou a Casa São Luiz, um armazém que vendia tecidos, armarinhos, ferragens e gêneros alimentícios. O prédio onde instalou a Casa São Luiz (ver foto) foi uma das obras projetadas e construídas por Luís Dias dos Santos.

Em 1913, ano da chegada da energia elétrica em Leme, foi o primeiro a instalar um motor elétrico na cidade. Antes disso o artista trabalhava com a energia e a iluminação gerada pelo querosene.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar