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Luiz Henrique da Silveira
Senador Luiz Henrique foto oficial.jpg
Foto oficial como senador
Senador por Santa Catarina
Período 1 de fevereiro de 2011
até 10 de maio de 2015
27.º Governador de Santa Catarina
Período 1º - 1 de janeiro de 2003
até 9 de abril de 2006
2º -1 de janeiro de 2007
até 25 de março de 2010
Antecessor 1º mandato: Esperidião Amin
2º mandato: Eduardo Pinho Moreira
Sucessor 1º mandato: Eduardo Pinho Moreira
2º mandato: Leonel Pavan
Deputado federal por Santa Catarina
Período 1º - 1 de fevereiro de 1975
até 31 de janeiro de 1979
2º -1 de fevereiro de 1983
até 31 de janeiro de 1997
Prefeito de Joinville
Período 1º -1977 a 1982
2º -1997 a 2002
Antecessor 1º mandato: Pedro Ivo
2º mandato: Wittich Freitag
Sucessor 1º mandato: Violantino Rodrigues
2º mandato: Marco Tebaldi
Ministro da Ciência e Tecnologia do Brasil
Período 23 de outubro de 1987
até 29 de julho de 1988
Antecessor Renato Archer
Sucessor Luiz André Rico Vicente
Dados pessoais
Nascimento 25 de fevereiro de 1940
Blumenau, Santa Catarina, Brasil
Morte 10 de maio de 2015 (75 anos)
Joinville, Santa Catarina, Brasil
Cônjuge Ivete Appel da Silveira
Partido MDB (1969-1980)
PMDB (1980-2015)
Profissão advogado e professor

Luiz Henrique da Silveira (Blumenau, 25 de fevereiro de 1940Joinville, 10 de maio de 2015) foi um advogado e político brasileiro. Dentre seus cargos como político, foi prefeito de Joinville, governador de Santa Catarina, senador por Santa Catarina e ministro da Ciência e Tecnologia.

Índice

VidaEditar

Filho de Moacir Iguatemy da Silveira e de Delcides Clímaco da Silveira. Descendente de Luís Maurício da Silveira. Bacharelou-se em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1965. Casado com Ivete Appel da Silveira, deixou dois filhos, além de netos.[1] Faleceu vítima de dois infartos.[2]

CarreiraEditar

Foi deputado estadual à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 7ª legislatura (1971 — 1975), como suplente convocado.

Foi deputado federal por Santa Catarina na 45ª legislatura (1975 — 1979) e na 50ª legislatura (1995 — 1999).

Foi presidente nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), prefeito de Joinville e governador de Santa Catarina por dois mandatos: o primeiro de 1 de janeiro de 2003 a 9 de abril de 2006, quando renunciou para se dedicar à reeleição. Reeleito, o segundo mandato iniciou em 1 de janeiro de 2007, e perdurou até 25 de março de 2010, quando renunciou para ser candidato a senador.

Iniciou sua militância na política estudantil na Universidade Federal de Santa Catarina, onde se formou em direito. Foi professor de História Geral do Colégio Coração de Jesus, em Florianópolis. Em 1966 mudou-se para Joinville, onde montou banca de advocacia e ministrou aulas de língua portuguesa e história geral no Colégio Bom Jesus e de Direito Público e Privado na atual Univille. Assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia entre 1987 e 1988, durante o governo José Sarney. Em 1971 foi eleito presidente do Diretório Municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Joinville. Exerceu a presidência do Diretório Nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) entre 1993 e 1996.

Seu governo foi marcado pela criação de trinta secretarias de Desenvolvimento Regional em diversas regiões do estado, ato muitas vezes criticado devido à possibilidade de criação de cargos comissionados, onerando os cofres públicos.

Primeiro governador reeleito da história do estado de Santa Catarina, conseguiu a marca histórica em 29 de outubro de 2006, com 52,7% dos votos válidos, tendo sido derrotado em 108 municípios. Renunciou ao cargo em 25 de março de 2010 em favor de Leonel Pavan para concorrer ao Senado Federal do Brasil nas Eleições gerais no Brasil em 2010.

Correu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um recurso que pedia a cassação do mandato do ex-governador Luiz Henrique da Silveira. Ele era acusado por adversários de abuso de poder econômico na divulgação de propaganda institucional durante a campanha eleitoral de 2006. Em 15 de fevereiro de 2008, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Marcelo Ribeiro, sendo que três dos sete ministros do TSE já haviam votado a favor da cassação do governador.[3] Em 28 de maio de 2009, por seis votos a um, o TSE absolveu o governador da acusação.[4]

Em 3 de outubro de 2010 elegeu-se senador, para ocupar uma das duas vagas no Senado pelo estado de Santa Catarina.

Foi candidato à presidência do senado em 2015, perdendo a eleição para Renan Calheiros.[5]

PublicaçõesEditar

  • Antenas e Raízes. Artigos & Crônicas - 1961/2002. Joinville: Editora Letradágua, 2005.

MorteEditar

Em 10 de maio de 2015, logo após almoçar em seu apartamento em Itapema, Santa Catarina, passou mal e foi levado a um hospital de Joinville, onde acabou falecendo. De acordo com o secretário de Comunicação de Joinville, Marco Aurélio Braga, ele estava em casa, em Joinville, e teve um infarto fulminante após o almoço.[2] Foi sepultado no Cemitério Municipal de Joinville.

No senado assumiu o 1º suplente Dalírio Beber do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que foi amigo pessoal e companheiro nos mandatos de Luiz Henrique da Silveira no governo de Santa Catarina.

Referências

  1. «Candidatos - Senador - Eleições 2010». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 24 de janeiro de 2019 
  2. a b «Senador Luiz Henrique da Silveira morre aos 75 anos em Joinville, SC». g1.globo.com. G1. 10 de maio de 2015. Consultado em 24 de janeiro de 2019 
  3. D'Elia, Mirella (14 de fevereiro de 2008). «TSE: três ministros votam pela cassação do governador de SC». g1.globo.com. G1. Consultado em 17 de fevereiro de 2008 
  4. Escandiuzzi, Fabricio (28 de maio de 2009). «TSE absolve governador de SC em processo de cassação». Terra Networks. Consultado em 29 de maio de 2009 
  5. Bruna, Borges (1 de fevereiro de 2015). «Renan Calheiros (PMDB-AL) é reeleito presidente do Senado». noticias.uol.com.br. UOL. Consultado em 24 de janeiro de 2019 

BibliografiaEditar

  • Piazza, Walter: Dicionário Político Catarinense. Florianópolis : Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1985.

Ligações externasEditar