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Luli e Lucina
Informação geral
Origem Luli Rio de Janeiro; Lucina Cuiabá
País Brasil Brasil
Gênero(s) MPB, Indie, Samba, Rock Rural, Rock and Roll, Pop Rock, Rock Progressivo
Instrumento(s) vocal, violão, tambores, percussão
Período em atividade 1972 - 1996
Gravadora(s) Nós Lá em Casa, Nosso Estúdio, Cítara, Som da Gente, Som Livre, Somda, Leblon Records, Dabliú Discos.
Afiliação(ões) Grupo Manifesto
Página oficial http://www.lulilucina.mpbnet.com.br/discografia.htm

Luli e Lucina são compositoras, cantoras, percussionistas, violonistas e violeiras. [1]

CarreiraEditar

Quando a Bossa Nova nasceu no Rio, não foi só na zona sul, como alegam todos os historiadores. Não era só a casa de Nara Leão que fervia o movimento. Na Tijuca, na casa de Luli - agora Luhli - (Rio de Janeiro, 19 de Junho de 1945), também se juntava a "ala oeste" da Bossa Nova: Luli, Aldir Blanc, Gonzaguinha e , entre outros. Essa história está contada na música "Bossa Velha". Lucina (Cuiabá, 25 de Dezembro de 1950) esteve como Lucelena, presente em vários festivais de música. No Festival Universitário de Música Popular com "Canção do entardecer" e "Jogo de viola", com Edu Lobo. No IV Festival da Música Popular Brasileira na TV Record em 1968 com "O viandante" e "Cantoria". No III Festival Internacional da Canção Popular em 1968, com a música "Rua da Aurora". Esteve junto ao Grupo Manifesto, ganhador do Festival Internacional da Canção de 1967. No II Festival Internacional da Canção, em 1967, na TV Globo, ao lado do Grupo Manifesto, com Gracinha Leporace, Mariozinho Rocha, Fernando Leporace, Junaldo, Augusto César Pinheiro, José Renato Filho, Guarabyra e Guto Graça Melo, venceram o festival com a canção "Margarida". O grupo surgiu em 1965 e neste mesmo ano realizou na TV Continental (RJ) a série de programas semanais "O mundo é nosso", levada ao ar nas tardes de sábado. Em uma das apresentações, recebeu na emissora as visitas de Nélson Motta, Elis Regina e Aloysio de Oliveira, então diretor artístico do selo Elenco da Philips, sendo, na oportunidade, contratado pela gravadora. [2]

Desconhecidas pelo grande público, cabia muito mais a elas do que à Carlos Lyra a frase "todos cantam suas músicas mas não conhecem os autores". Surgem Luli e Lucinha, no VII Festival Internacional da Canção, em 1972, na Rede Globo, com a música "Flor lilás", com arranjos de Zé Rodrix. Com a classificação, gravou um compacto duplo que teve a participação de O Bando. Logo são lançadas na boate Pujol, ao lado dos Dzi Croquetes.[3]

Com mais de 800 músicas compostas em parceria, quem mais gravou a dupla foi Ney Matogrosso - aqueles que têm o cuidado de, ao gostar de uma canção, procurar no disco quem foi que compôs, vai reparar que praticamente todos os discos do Ney possuem ao menos uma música de Luli e Lucina. É delas Bandoleiro, Coração Aprisionado, Êta Nóis, Bugre, Me Rói e Pedra de Rio, entre tantos outros sucessos de Ney Matogrosso. Além dessas composições, Luli é parceira de João Ricardo em Fala e O Vira, gravadas pelos Secos & Molhados em 1973.

Foram também gravadas pelas Frenéticas, Nana Caymmi, Tetê e Alzira Espíndolla, Joyce, Rolando Boldrim e Wanderléa.

Nos anos 70, Luli e Lucina foram morar em um sítio em Mangaratiba - litoral do Rio. Lá viveram o sonho da vida comunitária, e ao lado do fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca criaram um estilo novo e límpido de composição, com uma variedade musical e qualidade literária únicas. Revolucionaram os conceitos sociais de uma época em que se falava muito em liberdade e amor livre, mas onde os conceitos morais preestabelecidos é que realmente viviam na cabeça da moçada. Foram as verdadeiras revolucionárias dos anos 70 - hoje são Amor Maduro transmutado em música...

Pioneiras assim como Antônio Adolfo, o primeiro artista independente brasileiro, produziram, gravaram e distribuíram seu primeiro disco Luli e Lucinha em 1979, Seguiram com Amor de Mulher – Yorimatã; Timbres Temperos; Porque sim porque não que as leva para uma turnê na Europa; Elis e Elas de releituras em homenagem a Elis Regina e um disco comemorativo de 25 anos de carreira. [4]

A dupla se desmanchou em 1998, Lucina e Luli, agora Luhli, seguem carreira solo. Luhli com seu show "O Ney e eu", com o repertório de suas composições, a maioria ao lado de Lucina, gravadas por Ney Matogrosso. Lucina lançou em 2009 o álbum "+ do que parece", que traz parcerias parte de quase uma centena de composições inéditas com Zélia Duncan.

Em 2014 foi lançado na Mostra Internacional de São Paulo o documentário Yorimatã, do diretor Rafael Saar, sobre a história de Luhli e Lucina. O filme foi exibido em diversos festivais e será lançado em circuito comercial.

Em 2017 Lucina[5] lança o CD Canto de Árvore com letras de qualidade quase impensável e comemora os 50 anos de carreira fonográfica com o lançamento de Canto de Árvore, novo disco solo de músicas inéditas. O núcleo instrumental do CD e do show é formado pelos músicos Marcelo Dworecki, Peri Pane e Otávio Ortega , artistas que fazem parte do projeto Canções Velhas pra Embrulhar Peixes. A personalidade da composição de Lucina, e a forma como coloca a voz no que faz, é algo fora dos padrões , Lucina pode ser definida por sua voz grave, sua constante busca por parceiros de poesia poderosa . Lucina sempre nos presenteia com um pacote musical sofisticado que na miopia do mercado , não consegue apelo comercial. Lucina tem nas costas uma história de libertações precoces. Fez, muitas vezes ao lado da parceira Luhli, discos independentes quando essa nomenclatura nem existia, no final dos anos 60. Assume comportamentos desde quando as bandeiras de gênero nem estavam hasteadas e cria uma música de originalidade sem referenciais que parece soar sempre nova.

DiscografiaEditar

[1]Luli e Lucina

COMPACTO "FLOR LILÁS" - 1972

LULI & LUCINHA -1979

AMOR DE MULHER / YORIMATÃ - 1982

ÊTA NÓIS! - 1984

TIMBRES E TEMPEROS - 1984

PORQUE SIM, PORQUE NÃO? - 1991

ELIS & ELAS - 1995

25 ANOS -1996

Lucina [6]

MANIFESTO MUSICAL - 1967 (com Grupo Manifesto)

GRUPO MANIFESTO N.2 - 1968 (com Grupo Manifesto)

INTEIRA PRA MIM - 1998

GIRA DE LUZ - 2004

PONTO SEM NÓ - 2005

A MÚSICA EM MIM - 2007

+ DO QUE PARECE - 2009

CANTO DE ÁRVORE - 2017

Luhli

LULI - 1965

TODO CÉU PRA VOAR - 2002 (com Betti Albano)

LUHLI - 2006

Referências

  1. a b "Luli e Lucina - Dados Artísticos". Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Acessado em 24 de fevereiro, 2012. Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "diciompb" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  2. "Luli e Lucina - Release". Luli e Lucina - Site Oficial. Acessado em 24 de fevereiro, 2012.
  3. Zuza Homem de Mello, A era dos festivais, p. 420, Editora 34, 2008.
  4. Marcos Napolitano, Cultura brasileira: utopia e massificação (1950-1980) : [cultura de massa e cultura de elite, movimentos de vanguarda, arte e política, p. 127, Contexto, 2001.
  5. «Lucina». www.facebook.com. Consultado em 18 de janeiro de 2018 
  6. "Lucina - Discografia". Site Oficial Lucina. Acessado em 24 de fevereiro, 2012.

6. Lucina site oficial : https://www.facebook.com/lucinacompositoraoficial/?ref=bookmarks