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Mário Mendonça (Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1934)

Mário Mendonça
Nascimento 6 de agosto de 1934 (85 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasil
Ocupação Pintor

Formou-se em Direito, mas nunca exerceu a profissão. Foi a princípio um autodidata, mas teve aulas com grandes nomes da pintura brasileira, como Ivan Serpa e Aluísio Carvão, este último seu grande amigo. Teve aulas de modelo vivo com Caterina Baratelli e sofreu influências, tanto na sua pintura como na vida, de grandes personalidades ligadas a cultura brasileira como Emeric Marcier, José Paulo Moreira da Fonseca, Carlos Eduardo Prattes, Paschoal Carlos Magno, Augusto Rodrigues, Walmir Ayala, Leonardo Boff, José Roberto Teixeira Leite, Ricardo Cravo Albin, dentre muitos outros, aos quais agradece as influências recebidas e os homenageia com os quadros que pintou durante as últimas cinco décadas.

Mário Mendonça é considerado o maior artista brasileiro de arte sacra contemporânea, com 25 exposições individuais no Brasil e na Europa. Pintou painéis, afrescos e pinturas em igrejas no estado do Rio de Janeiro e possui quadros em coleções importantes como as do Museu do Vaticano e de cidades como Nova York, Paris, Londres, Madri, Lisboa, Berlim, Sophia, na Bulgária (onde juntamente com Cândido Portinari, representa a pintura brasileira), Pequim e Tóquio. Em 2000 realizou a primeira exposição do milênio no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, chamada "Mário Mendonça Pintor da Terra, Pintor do Céu", e em 2003 inaugurou o "Espaço Mário Mendonça", onde criou condições para que jovens artistas de talento pudessem dar início a suas carreiras. Em 2011 inaugura em Tiradentes (MG) o Instituto Mario Mendonça, com a exposição de quase 1000 obras de arte contemporânea brasileira. Ainda nesse ano tem uma tela de sua autoria, uma Pietá, incluída no acervo da Presidência da República, a pedido da Presidente Dilma Rousseff.

Premiado no Brasil e no exterior, Mário Mendonça, por intermédio de sua pintura, traduz anseios por um mundo mais justo e por um Brasil mais digno. Em sua pintura sacra é um evangelizador. Pela sua criação artística mostra-se um grande colorista. Suas pinceladas são francas e precisas. Sua obra num todo registra o olhar de um homem sobre a vida, sobre o tangível e o transcendental.


Sobre o pintor Mario Mendonça e sua importância para a arte sacra brasileira são os seguintes depoimentos:


“A realidade luminosa de Mario encontra inspiração em Jesus Cristo, talvez o seu momento mais alto de plenitude, na elaboração das obras que marcaram sua brilhante carreira. Ele merece, por seus méritos, as homenagens carinhosas da sociedade brasileira, que dele se orgulha.”

Arnaldo Niskier, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras


"Mário Mendonça vem há vários anos perseguindo o tema do Cristo. Como Paulo a caminho de Damasco, eu diria que o nosso pintor foi fulminado pela luz responsabilizante e redentora dessa voz que implica o homem no amor e na ressurreição. Diferentemente da iconografia de outros tempos, em que o artista exercia uma catequese através das cenas pintadas sobre os Evangelhos, Mário Mendonça debruçou-se sobre a imagem multiplicada e inesgotável do Cristo, especialmente sobre sua paixão, que tem sido o símbolo da dolorosa condição humana no espaço de cada vida “

Walmir Ayala, poeta e crítico de arte


“ A Teologia e a Arte sempre foram irmãs. O melhor do sentimento religioso não foi expresso pela teologia, mas pela arte sacra. Aí estão as verdadeiras sumas teológicas, numa linguagem mais universalizante do que aquela da ciência teológica. Não deixo de admirá-lo pela dedicação à arte sacra e pelo continuo convívio com os mistérios da fé. Creio que para você se trata de uma verdadeira catarse e um processo permanente de conversão. "

Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor


“Mário Mendonça pinta não porque sabe, mas para saber. E não pega nos pincéis apenas para se distrair, mas contentar exigências vitais."

Roberto Alvim Correia, escritor

"Você não tem necessidade de participar de salões ou disputar prêmios.

É um artista de outra linha, é inspirado. Ao visitar a Matriz da Ressurreição, em Copacabana, e examinar a via-sacra pintada por você, disse para mim mesmo: aí está um pintor inspirado!"

Clarival do Prado Valladares, crítico de arte


"Mário Mendonça - e nisso a sua força - é pintor religioso por convicção, não por conveniência; é um crente, alguém que não joga com formas vazias mas tem por meta materializar em forma e cor as verdades da religião que professa."

José Roberto Teixeira Leite, crítico de arte

"Ao pintar as verdades teológicas, Mário se fez ponte entre o mundo e o espírito. Numa linguagem contemporânea expressou o divino como homem.

Deus homem na proporção dos limites humanos, encontrados face a face."

Anna Maria Martins, escritora

"Mendonça, em sua obra, guarda e simultaneamente renova os valores da pintura pós-impressionista. Sua pincelada é franca, precisa e sem efeitos. Luta mas não sofre, pois quando pinta, creio, é tomado de emoção e prazer."

Aluísio Carvão, pintor

"Mário é um pintor autêntico, irmão daqueles que deixaram sua presença pelo mundo povoando altares, sacristias, paredes conventuais, adros de monastérios e salas de museus com a sua vivência religiosa como tema, como substância, como definição."

Paschoal Carlos Magno, escritor e crítico de arte


Exposições IndividuaisEditar

1964 - Museu de Arte Moderna, Rio. Aluno selecionado ao término do curso.

1966 - Brasília, convite do Governo Federal, comemorativa do 6° Aniversário da nova capital.

1967 - Maison de France, Rio. Patrocinada pela Air France e Associação de Cultura Franco-Brasileira.

1969 - Galeria Guignard, Belo Horizonte. Comemoração do quinto aniversário da galeria.

1970 – Exposição Individual em Berlim Ocidental.

1970 – Exposição Individual em Santarém, Lisboa. Inaugurada pelo presidente de Portugal, Sr. Américo Tomás.

1972 - Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Destacada pela crítica como uma das melhores do ano na cidade.

1978 - Galeria Ipanema, Rio. A exposição “Arte-sacra” foi eleita pela imprensa e crítica uma das melhores do ano no Brasil.

1979 – Madrid, Espanha. À convite da Embaixada Brasileira.

1981 - Palácio dos Leões, São Luís. Convite do Governo do Estado do Maranhão.

1982 - Palácio dos Martírios, Maceió. Convite do Governo do Estado de Alagoas.

1982 – Roma, Itália. Inaugurada pelo Cardeal Dom Lucas Moreira Neves.

1983 - Studio de Arte Cláudio Gil, Rio. Incluída pela crítica e imprensa como um dos destaques do ano.

1985 - Casa do Bispo, Rio de Janeiro. Organizada pela fundação Roberto Marinho e Arquidiocese do Rio de Janeiro em comemoração aos 50 anos de Mário Mendonça - 115 obras exibidas.

1985 - Museu de Arte Sacra de São João del Rey. Comemoração do primeiro aniversário do museu.

1987 - Sophia, Bulgária. À convite do Ministério da Cultura búlgaro. O primeiro pintor brasileiro a realizar uma individual naquele país. Exposição de paisagens.

1988 – Paris, França. Exposição “O Homem e suas Crenças”.

1989 – Exposição de Paisagens em Nuremberg, Alemanha.

1995 - Sala especial da Arquidiocese do Rio de Janeiro no “1º Rio Cult”. Foram exibidas obras sacras do pintor Mário Mendonça das décadas de 70, 80 e 90.

1996 - Museu da República, Rio de Janeiro. Abertura das celebrações da Semana Santa. Promovida pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

2000 - Primeira exposição do Milênio no Museu Nacional de Belas Artes, Rio.

2003 - "Quatro Décadas do Cristo". Exposição de inauguração do Espaço Mário Mendonça, Barra da Tijuca, Rio.

2004 – Galeria Candido Portinari/UERJ. Exposição “A Paixão dos meus 70.

2005 – Biblioteca Publica do Estado do Rio de Janeiro. Exposição “Dom Quixote” na comemoração dos 400 anos da obra de Cervantes.

2006 – I Festival da Loucura de Barbacena. Exposição “Dom Quixote”.

2006 – Casa dos Contos, Ouro Preto, MG. Exposição Dom Quixote. À convite da  prefeitura da cidade. Visitaram a exposição mais de 10.000 pessoas.

2006 – Solar da Baronesa, São João Del Rey, MG. Exposição “Dom Quixote”. À  convite da UFSJ.

2006 – Centro Cultural Yves Alves, Tiradentes, MG. Exposição “Tiradentes – Um olhar”. Na ocasião recebeu o titulo de cidadão honorário de Tiradentes.

2008 – Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. Exposição de lançamento do livro “Dom Quixote para Crianças”, de Arnaldo Niskier e ilustrações de Mario Mendonça.

Igrejas com pinturas de Mario MendonçaEditar


  • Matriz dos Santos Anjos, Leblon, Rio de Janeiro.
  • Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Gávea, Rio de Janeiro.
  • Capela das Almas (Matriz Cristo Operário), Engenho Novo, Rio.
  • Capela São José (Sertão do Calixto), Distrito de Petrópolis, Estado do Rio.
  • Matriz do Cristo Operário, Engenho Novo, Rio de Janeiro.
  • Matriz da Ressurreição, Copacabana, Rio de Janeiro.
  • Matriz de Santa Mônica, Leblon, Rio de Janeiro.
  • Matriz de Nossa Senhora de Copacabana, Copacabana, Rio de Janeiro.
  • Matriz de Santo Agostinho, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
  • Capela do Senhor Bom Jesus da Pobreza, Tiradentes, Minas Gerais. Sendo essa a única igreja barroca decorada com uma Via Sacra contemporânea.
  • Igreja de São José, no bairro da Lagoa, Rio de Janeiro.


Museus e Instituições com obras de Mario MendonçaEditar


  • "Cristo Crucificado." No acervo do Governo Federal, Brasília, Brasil.
  • "Paisagem de Tiradentes." No acervo da Prefeitura do Distrito Federal, Brasília.
  • "Pietà". No Museu de Arte Moderna da Pampulha, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
  • “São Francisco” e paisagens de Tiradentes. No Palácio da Liberdade, Governo do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte.
  • “Cristo e Dimas.” No Ibero Amerikanisches Institut, Berlim, Alemanha.
  • “Paisagens de Penedo (Alagoas).” Na pinacoteca do Museu do Vaticano, Estado do Vaticano.
  • “Deposição de Cristo.” Na pinacoteca do Museu do Vaticano.
  • “Paisagem de Ouro Preto.” Na Prefeitura de Londres, Inglaterra.
  • “Paisagem.” No Museu da Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
  • “Cristo Crucificado.” Na pinacoteca do Museu do Vaticano, Estado do Vaticano.
  • “D. Quixote.” No Colegio Mayor Universitário, Madri, Espanha.
  • “Ceia Homenagem a João XXIII.” Oferecido pela Arquidiocese a S.S. Papa João Paulo II em sua visita ao Rio de Janeiro. Na pinacoteca do Museu do Vaticano.
  • "Ceia das Sete Palavras." Museu Nacional de Belas Artes, Rio, Brasil.
  • "Ecce Homo." No Palácio dos Leões, Governo do Estado do Maranhão, São Luís, Maranhão, Brasil.
  • “Paisagem de Tiradentes." No Palácio dos Martírios, Governo do Estado de Alagoas. Maceió, Alagoas, Brasil.
  • "Paisagem de Tiradentes." No Museu Nacional de Belas Artes, Rio.
  • "Paisagem de Ouro Preto." Na Galeria Nacional de Arte Estrangeira, Sophia, Bulgária. Juntamente com Cândido Portinari, os únicos artistas brasileiros representados naquele Museu.
  • “Pietá”. No Palácio do Planalto, incluída a pedido da Presidenta Dilma Rousseff.
  • "Ressurreição", no monumento do Cristo Redentor, na capela abaixo da estátua.



Referências

Ligações externasEditar