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Mânio Emílio Lépido (cônsul em 11)

Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Mânio Emílio Lépido, cônsul em 66 a.C..
Mânio Emílio Lépido
Cônsul do Império Romano
Consulado 11 d.C.

Mânio Emílio Lépido (em latim: Manius Aemilius Lepidus) foi um político romano da gente Cornélia eleito cônsul em 11. Lépido era filho ou sobrinho de Marco Emílio Lépido, o Jovem.

Índice

CarreiraEditar

Depois de 5 a.C., mas antes de seu consulado, Lépido foi admitido no colégio dos áugures.[1]

Tácito conta que o imperador Augusto, discutindo possíveis rivais ao seu sucessor, Tibério, em seu leito de morte, descreveu Lépido como sendo digno de se tornar imperador (em latim: capax imperii), mas desdenhoso em relação ao poder supremo.[2]

Em 20, Mânio defendeu sua irmã (ou prima), Emília Lépida, em seu julgamento por acusações de adultério, envenenamento e consulta a astrólogos. No julgamento de Clutório Prisco, Lépido argumentou, sem sucesso, que a proposta de pena de morte era excessivamente dura.[3][4]

Em 21, Tibério nomeou-o procônsul da Ásia.

FamíliaEditar

Sabe-se que Lépido teve uma filha, Emília Lépida, esposa do futuro imperador Galba.

Árvore genealógicaEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. Martha W. Hoffman Lewis, The Official Priests of Rome under the Julio-Claudians (Rome: American Academy, 1955), p. 43
  2. Tácito, Anais, 1.13
  3. Shotter, D. C. A. (1969). «The Trial of Clutorius Priscus». Greece & Rome. 16 (1): 14–18. JSTOR 642891 
  4. Rogers, Robert Samuel (1932). «Two Criminal Cases Tried before Drusus Caesar». Classical Philology. 27 (1): 75–79. JSTOR 265249 
  5. Michael Harlan, Roman Republican Moneyers and their Coins 63 BC - 49 BC, Londra, Seaby, 1995, pag. 3.
  6. Ronald Syme, L'aristocrazia augustea, Rizzoli Libri, Milano, 1993, ISBN 978-8817116077, tavola IV.