Macololos

Macololos,[1] por vezes grafado Makololos, foi a designação dada durante as campanhas de ocupação portuguesa a uma numerosa tribo da região do Alto Zambeze. A etnia makololo (ou kololo) é um povo do grupo sotho do África Austral, estreitamente aparentado com os outros basotho, dos quais se diferenciaram durante as primeiras décadas do século XIX.

DescriçãoEditar

Os macololos originalmente habitavam as região da África Austral imediatamente a sul do actual Lesoto, em território hoje parte da África do Sul, mas foram obrigados a abandonar essa região em consequência da expansão do Reino Zulu, então governado por Shaka, durante as guerras do Mfecane. Em 1823 iniciaram uma migração para norte, através do actual Botswana em diração ao território de Barotze.[2]

Em 1845 conquistaram e submeteram o povo Luyi, que então habitava a região de Barotze, mas, após cerca de 30 anos de dominação, foram vencidos numa sublevação popular. Apesar de alguns sobreviventes terem permanecido no Barotze, essencialmente mulheres e crianças,[3] a maior parte da população migrou para leste e fixou-se no vale do Zambeze, numa região que actualmente faz parte do Malawi.

O termo macololo parece derivar de Kololo, a esposa do seu primeiro chefe, Sebitwane. Outra teoria aponta para a origem ser uma palavra da língua dos Luyana que significa "careca", uma referência ao estilo de cabelo preferido pelos guerreiros malacolos.

Referências

  1. Dicionário Online de Português.
  2. Phiri, Bizeck J. (2005). «Lozi Kingdom and the Kololo». In: Shillington, Kevin. Encyclopedia of African History, Volume II, H-O. New York: Fitzroy Dearborn (Routledge). pp. 851-852. ISBN 978-1-57958-454-2 
  3. Gann, Lewis H.; Duignan, Peter (1999). Africa and the world: An introduction to the history of sub-Saharan Africa from antiquity to 1840. Lanham, Maryland: University Press of America. p. 413-414. ISBN 0-7618-1520-1