Os Macuxi, população indígena sul-americana, estão situados na região circum-Roraima, cujo ponto “zero”, por assim dizer, é o Monte Roraima – sendo este divisor de águas que vertem para os rios Amazonas, Essequibo e Orinoco. Essa região é coabitada por outros povos de filiação linguística Carib, que se distinguem e se autorreconhecem como Pemon ou como Kapon.

Macuxi
População total

43.192‬

Regiões com população significativa
Brasil (Roraima); Venezuela (Gran Sabana); Guiana (Rupunini) Brasil 33603 (Siasi/Sesai, 2014)
Guiana 9500 (Guiana, 2001)
Línguas
língua portuguesa
língua macuxi
Religiões

Religião Católica, Religião Protestante

Religião Aleluia
Grupos étnicos relacionados
Pemón

Os Kapon englobam os Akawaio, que estão localizados nas cabeceiras dos rios Mazaruni e Cotingo, junto às vertentes ao norte e a leste do Monte Roraima, bem como os Patamona, que habitam as cabeceiras dos rios Potaro, Siparuni e Maú (ou Ireng), a leste da cordilheira Pacaraima, já em território da República da Guiana.

Assembleia Geral dos Tuxauas - de 10 a 14 de março de 2014

A designação Pemon, por sua vez, abrange os grupos a oeste e a sudoeste da cordilheira Pacaraima, isto é, os Kamarakoto, os Arecuna, os Taurepáng e os Macuxi, que se estendem pelos campos e vales dos rios Cuyuni, Caroni, Paragua, Uraricoera, Tacutu e Rupununi, entre a área conhecida como “Gran Sabana” (ao norte e a oeste do Monte Roraima, no território da Venezuela) e nos “campos naturais” ou, como dito pelos brasileiros, pelo lavrado, ao sul e a sudeste, já em território brasileiro (cf. Santilli, 1997: 14).[1]

DemografiaEditar

O censo de 2010 e a contagem demográfica das Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), LESTE, dão conta de que a população Macuxi ultrapassa os 33 mil habitantes em território brasileiro, enquanto a Guiana registra aproximadamente 9500 indígenas e na Venezuela, algo em torno de uma centena.[2]

HistóriaEditar

Habitantes dos campos naturais da bacia do Rio Branco, Rupununi e Orinoco, os Macuxis vêm enfrentando, pelo menos desde o século XVIII, situações adversas em razão da ocupação não indígena na região - primeiramente por aldeamentos e migrações forçadas,[3] depois pelo avanço de frentes extrativistas e pecuaristas e, mais recentemente, pela presença de garimpeiros e pela proliferação de grileiros em suas terras.

Hoje, protagonizam, juntamente com outros povos da região, um dos maiores impasses relativos aos direitos indígenas no Brasil contemporâneo: o que diz respeito à homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol,[4] onde, atualmente, existem núcleos urbanos e fazendas de pecuária e de rizicultura.

Referências

  1. SANTILLI, Paulo (2001). Pemongon Patá: território makuxi, rotas de conflito. São Paulo: Editora Unesp. p. 14 
  2. Instituto Socioambiental, Instituto Socioambiental. «MACUXI». Instituto Socioambiental. Consultado em 27 de abril de 2020 
  3. Schneider, Liane. "Construções identitárias a partir de posições descentradas" Universidade Federal da Paraíba
  4. SANTILLI, Paulo. Pemongon Patá: território Macuxi, rotas de conflito, São Paulo, Editora UNESP, 2001 (resenha).

Ligações externasEditar

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