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Magnata, do latim pré-clássico magnas, um grande homem, do latim clássico magnus 'grande', designa um nobre ou outro homem em uma alta posição social, pelo nascimento, riqueza ou outras qualidades.

Magnata polonês do século XVII

O termo foi especialmente aplicado aos membros do Senado no Reino apostólico da Hungria, o Forendihaz ou Casa dos Magnatas.

Também é um título nobiliárquico geralmente usado na Suécia, no Reino da Polônia (e mais tarde na República das Duas Nações, não exatamente à altura de pariato) e em alguns outros reinos medievais.

Na Idade Média um bispo algumas vezes possuía território como um magnata, arrecadando o rendimento dos feudos e impostos dos camponeses.

Significado atualEditar

Atualmente na língua portuguesa o termo é usado em relação a alguém cuja riqueza foi obtida por uma enorme fonte de renda estável ligada a meios de produção, principalmente indústrias, e serve como adjetivo de grande sucesso econômico. É geralmente utilizado para referir-se a fundadores de grandes corporações, fábricas e marcas, que construíram uma enorme fortuna deixando um legado econômico. Exemplos assim: Rupert Murdoch, Carlos Slim Helú, Sergey Brin, Henry Ford, Bill Gates, Steve Jobs, John Davison Rockefeller e Warren Buffet. Em um outro sentido, também pode se tornar pejorativa quando associada à coisas ilegais ou imorais, como "magnata dos cassinos" ou "magnata da cocaína".

Magnatas na PolôniaEditar

Na Polônia todos os membros da nobreza (szlachta) eram iguais perante a lei. "Magnata" (polonês: magnat) não era um título oficial, mas uma posição de classe social, baseada na riqueza. Os magnatas (ou alta nobreza) competiam por poderes políticos com a baixa e média nobreza e o Krol (monarca). A partir da segunda metade do século XVII, os magnatas emergiram como os vencedores na disputa pelo poder na República das Duas Nações, já que eles conseguiram concentrar em suas mãos a maioria das terras e subornar os pequenos nobres para preservarem a aparente democracia: "Liberdade dourada" nos parlamentos, não apenas locais Sejmiks mas também no Sejm nacional.

Existiram diversos outros termos para "magnata" na Polônia:

  • Możny - "poderoso"; usado até o século XV, posteriormente substituído por Magnat;
  • królik, plural królewięta - "pequenos reis", usado especialmente para magnatas com grandes feudos na Lituânia ou Ucrânia;
  • pan - senhor (mais tarde, pela desvalorização do título, cavaleiro); ele poderia também se aplicar a membros comuns da szlachta e era freqüentemente usado para pessoas de outras classes sociais;
  • starsi bracia - "irmãos mais velhos"; todos os membros da szlachta referiam-se uns aos outros como Pan brat, mas magnatas quem fosse indicado para o Senado da Polônia geralmente se intitulavam irmãos seniores, se referindo aos nobres do Sejm ("parlamento") como młodsi bracia ("irmãos juniores");
  • karmazyn - "o vermelho", devido as suas caras vestimentas de cor vermelha (especialmente as botas).

Diversos magnatas possuíram altos títulos feudais ou pariato tais como príncipe ou conde. Com poucas exceções, a maioria deles surgiu por ocasião da União de Lublin e privilégios especiais permitiram a alguns magnatas lituanos a usá-los, uma vez que tais títulos eram proibidos por lei. Entretanto, títulos de cargos oficiais eram muito comuns na República das Duas Nações.

Ver tambémEditar