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Mairiporã

município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil

Mairiporã é um município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil.

Município de Mairiporã
"Aldeia Pitoresca"
"Cidade Bonita"
"Cidade-Fantasma"
"Mairipa"
Vista da cidade.

Vista da cidade.
Bandeira de Mairiporã
Brasão de Mairiporã
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 27 de março
Fundação 1642 (376–377 anos)
Emancipação 27 de março de 1889 (130 anos)
-de São Paulo e Guarulhos
Gentílico mairiporense [1][2] ou
mairiporanense[3]
Lema SVB LEGE LIBERTAS
(traduzido do latim, significa: "Liberdade Sob a Lei")
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Desterro
CEP 07600-000
Prefeito(a) Antonio Shigueyuki Aiacyda (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Mairiporã
Localização de Mairiporã em São Paulo
Mairiporã está localizado em: Brasil
Mairiporã
Localização de Mairiporã no Brasil
23° 19' 08" S 46° 35' 13" O23° 19' 08" S 46° 35' 13" O
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária

São Paulo IBGE/2017 [4]

Região imediata

São Paulo IBGE/2017

Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes 'Norte: Atibaia e Bom Jesus dos Perdões
Leste: Nazaré Paulista
Sul: Guarulhos e São Paulo
Oeste: Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato
Distância até a capital 41 km[5]
Características geográficas
Área 320,697 km² [6]
Distritos Distrito Industrial de Terra Preta
População 98 374 hab. (SP: 82º) –  Estimativa IBGE/2018[7]
Densidade 306,75 hab./km²
Clima subtropical Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,788 (76°) – alto PNUD/2010 [9]
Gini 0,581 IBGE/2010[10]
PIB R$ 1 639 190,91 mil [8] IBGE/2016[11]
PIB per capita R$ 17 441,73 IBGE/2016[11]
Página oficial
Prefeitura www.mairipora.gov.sp.br
Câmara www.camaramairipora.sp.gov.br

A população estimada em 2018 é de 98.374 habitantes e a área é de 320,697[12] km². De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no ano de 2013, Mairiporã aparece entre as 100 cidades do país com melhor Índice de Desenvolvimento Humano ocupando a 76ª posição no ranking nacional, a 40ª posição estadual e a 6ª dentre as 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo.[13]

Mairiporã está localizado na Zona Norte da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011[14] e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI)[15].

Índice

EtimologiaEditar

  • "Mairiporã" é um termo oriundo da língua tupi que significa "água bonita de Maíra", através da junção dos termos maíra ("entidade mitológica tupi, que os índios associavam aos franceses"), 'y ("água") e porang ("bonito").[16]

HistóriaEditar

O povoamento de origem europeia da região começou com pequenos núcleos nas cercanias da vila de São Paulo de Piratininga em fins do século XVI, como ligação entre o planalto e o sertão inexplorado. em torno da Capela de Nossa Senhora do Desterro, erguida por Antônio de Souza Del Mundo. Ao redor da Capela, e funcionando como apoio elementar de serviço às atividades rurais, originalmente exclusivas na área, surgiu um núcleo dotado de interessante traçado e capacidade de adaptação ao sítio pouco favorável de sua implantação. O primeiro nome do povoamento foi Nossa Senhora do Desterro de Juqueri, tendo sido elevado à categoria de vila em 1696. Em vista disso, administrativamente, Juqueri foi um distrito do município de São Paulo até 1880, quando passou a fazer parte do município de Guarulhos. Em 1889, torna-se um município autônomo.

Situava-se, em Juqueri, um dos mais célebres hospitais psiquiátricos do Brasil, o Hospital Psiquiátrico do Juqueri,[17] o que fez com que a palavra "juqueri" se tornasse sinônimo de "loucura", ou de doença mental de forma geral. Por este motivo, o nome do município foi modificado por lei estadual aprovada em 24 de dezembro de 1948.[carece de fontes?] Entre os novos nomes sugeridos, foi adotado "Mairiporã", termo formado artificialmente pela junção do termo da língua geral setentrional mauri, "cidade", e do termo guarani porã, "bonita", significando, portanto, "cidade bonita".[18] Em 1642, Mairiporã era conhecida como vila, na sesmaria dos Campos do Juqueri, de Amador Bueno da Ribeira, ao redor de uma capela em louvor a Nossa Senhora do Desterro, construída por Antônio de Souza Del Mundo.[19]

Em 1696 é constituído o povoado de Nossa Senhora do Desterro de Juqueri, palavra tupi que designa uma planta leguminosa, conhecida também como dormideira. No ano de 1783 passou a ser paróquia; a capela transformou-se em igreja e passou por diversas modificações (1841, década de 1940 e 1982). A última reforma descaracterizou o antigo templo, conservando apenas a torre. A Vila de Juqueri adentrou o século XVIII como fonte de produtos agrícolas para São Paulo, chegando a produzir algodão e vinho para exportação. Não prosperou como outras localidades inseridas nas regiões das lavras de ouro e pedras preciosas, caracterizando-se como pouso de tropeiros que faziam o abastecimento das Geraes.

Em 1769, a Câmara paulistana determinou a abertura de uma estrada entre Juqueri e São Paulo. O "Caminho de Juqueri" transformou-se mais tarde na Estrada Velha de Bragança. Antes Distrito da Capital (1874 a 1880) e de Nossa Senhora da Conceição de Guarulhos (1881 a 1888), Juqueri passou a ser município por meio da Lei Provincial 67, de 27 de março de 1889. Um ano antes da emancipação, a São Paulo Railway (Estrada de Ferro Santos-Jundiaí) construiu a Estação do Juqueri. Em 1898, o Governo do Estado inaugurou o Hospital-colônia de Juqueri para doentes mentais, dirigido pelo médico Franco da Rocha. A associação do nome de Juqueri ao hospital, causando confusão na entrega de correspondências e desconforto entre os juquerienses, criou um movimento para mudar o nome do município.

Em 1948, o prefeito Bento de Oliveira solicitou, à Assembleia Legislativa, autorização para a mudança. Na ocasião, o deputado Ulisses Guimarães apoiou o pedido e pronunciou a célebre frase: "Juqueri, terra de loucos. Loucos por cidadania". No dia 24 de dezembro daquele ano, foi aprovada a Lei 233, permitindo a mudança do nome do município. O nome Mairiporã, entre outros de origem tupi, foi sugerido pelo jornalista e poeta Araújo Jorge.

Distrito de Terra PretaEditar

Imigração japonesa em MairiporãEditar

 
Pensionato Japonês de Mairiporã

As primeiras dez famílias chegaram em 1913, lideradas por Akimura, natural de Kumano. A colônia japonesa de Mairiporã é uma das mais antigas do Brasil, juntamente com as colônias de Cerqueira César e Iguape. Estas famílias deram novo impulso à cidade, principalmente pelo trabalho na agricultura. Em outubro de 1913, Chōju Akimura e outras nove famílias teriam adquirido lotes de terra em Juqueri. Anos mais tarde, foi estabelecida a Cooperativa Agrícola do Juqueri, que no pós-guerra transformar-se-ia no principal reduto da imponente Cooperativa Agrícola Sul-Brasil. Nos anos seguintes, centenas de outras famílias japonesas chegaram a Juqueri.

De 1950 até hojeEditar

Na década de 1950, Mairiporã foi marcada pela vinda da Companhia Cinematográfica Multifilmes S.A., dirigida pelo cineasta Mário Civelli. Até pouco tempo, ainda existiam os barracões da companhia, onde foi rodado o primeiro filme colorido no Brasil, destruídos para a construção do pedágio pela Arteris.

Com a implantação da Rodovia Fernão Dias, ligação de São Paulo para Minas Gerais, houve uma redescoberta e valorização intensa de Mairiporã, em razão dos atributos naturais da região para abrigar residências secundárias de alto padrão (lazer/recreio) e posteriormente para moradia fixa. O boom imobiliário ocorreu a partir do final da década de 1970 e anos 1980. A esse movimento contrapôs-se a Lei de Proteção dos Mananciais (leis estaduais 898/75 e 1 172/76), para preservação dos recursos hídricos responsáveis pelo abastecimento de grande parte da população metropolitana. Em 1992, a região da Serra da Cantareira foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Vale destacar o potencial que a cidade possui para a fixação de residências secundárias desde os anos 1960 e 1970. Em Mairiporã, há diversos condomínios e sítios, servindo tanto para moradia fixa como para veraneio. Devido a essa característica de cidade-dormitório tranquila e arborizada e a proximidade com a cidade de São Paulo algumas personalidades brasileiras de diversas áreas de atuação moram ou moraram na região: Ayrton Senna[20], Mara Maravilha, Gianfrancesco Guarnieri[21], Hilda Hilst, Maria Adelaide Amaral[22], Rita Lee, Arnaldo Baptista[23], Renato Teixeira[24], Jayme Monjardim[25], Almir Sater[26], Vanusa, Antônio Marcos, Elis Regina[27], Norma Blum[28], Zé Geraldo[29] e Sérgio Reis.[30]

Área urbana de Mairiporã vista do Cruzeiro. Avistam-se a Rodovia Fernão Dias no lado esquerdo e a SP-23 com a Represa Paiva Castro no lado direito

GeografiaEditar

 
Presença de araucárias é comum no centro de Mairiporã

Mairiporã situa-se a uma altitude média de 790 metros. As partes mais altas do município estão na Serra da Cantareira, onde as altitudes superam os 1 100 metros em algumas regiões. Já as partes mais baixas estão no entorno do vale do Rio Juquery e da Represa Paulo de Paiva Castro.

ClimaEditar

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. O verão é relativamente quente e chuvoso e o inverno é ameno, por vezes frio, são comuns eventos como a geada em alguns pontos baixos do município, assim como nevoeiros ocasionados pela existência de diversos corpos d'água e nascentes na cidade.

A temperatura média anual gira em torno de dezoito graus centígrados, sendo o mês mais frio julho (média de 14 °C) e o mais quente fevereiro (média de 22 °C).

O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 400 mm.

Dados climatológicos para Mairiporã
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 26,3 26,3 25,3 23,7 22 20,9 20,5 21,8 22,8 23,6 24,4 25,1 23,6
Temperatura média (°C) 21,5 21,5 20,6 18,7 16,7 15,4 14,9 16 17,3 18,5 19,5 20,3 18,4
Temperatura mínima média (°C) 16,7 16,8 16 13,8 11,5 10 9,4 10,3 11,8 13,4 14,7 15,6 13,3
Precipitação (mm) 247 220 165 66 53 46 35 37 68 130 134 207 1 408
Fonte: Climate-Data.org[31]

SubdivisãoEditar

Região centralEditar

A região denominada como Região Central é composta pelos seguintes bairros [19][32]:

  • Bairro dos Remédios
  • Barreiro
  • Capoavinha
  • Chácara Arantes
  • Cidade Jardim
  • Estância Santo Antônio
  • Granja Santo Antônio
  • Jardim Henrique Martins
  • Jardim Brilha
  • Jardim Cantareira
  • Jardim Celeste
  • Jardim Cinco Lagos
  • Jardim Esther
  • Jardim Fernão Dias
  • Jardim Galrão
  • Jardim Leonor
  • Jardim Nery
  • Jardim Oliveira
  • Jardim Pinheiral
  • Jardim Sandra
  • Jardim Spada
  • Lavapés
  • Maria Eugênia
  • Parque Bariloche
  • Parque Cabreúva
  • Parque do Moinho
  • Parque Náutico
  • Parque Petrópolis
  • Prainha
  • Socimar
  • Vila Ipanema
  • Vila Nova Juqueri
  • Vila Sabesp
  • Vila Santo Agostinho

Demografia e indicadoresEditar

Dados do Censo - 2016 População total: 93.981

  • Urbana: 70 750
  • Rural: 10 206
  • Homens: 40 975
  • Mulheres: 39.981

Densidade demográfica (hab./km²): 298,10

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 11,84

Expectativa de vida (anos): 77,9 (2010)

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,8 (2010)

Taxa de alfabetização: 95,0% (2010)

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,788 (elevado) (2010)

  • IDH-M Renda: 0,767
  • IDH-M Longevidade: 0,881
  • IDH-M Educação: 0,723

Produto Interno Bruto (PIB):

  • Agropecuária: 348
  • Indústria: 330494
  • Serviços: 675538

Fontes: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. [33]

InfraestruturaEditar

Água e esgotoEditar

Com uma represa que abrange grande parte do município, Mairiporã tem captação própria de água e a distribui por toda a zona urbana através da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), fazendo parte do Sistema Cantareira de represas, que abastece a região da Grande São Paulo.

Energia elétricaEditar

A concessionária de energia elétrica que atende o município é a Elektro, antiga Cesp.

Meios de comunicaçãoEditar

Emissoras de RádioEditar

Emissoras de TVEditar

JornaisEditar

  • Jornal Correio Juquery
  • Jornal Cidade de Mairiporã
  • Imprensa Oficial
  • Cantareira News

TelefoniaEditar

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973, quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP),[34] que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[35], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[36] para suas operações de telefonia fixa.

Rodovias e acessosEditar

 
Pedágio da Rodovia Fernão Dias na entrada da cidade
  • BR-381 Rodovia Fernão Dias: Rodovia que liga a capital paulista a capital mineira (Belo Horizonte). A BR-381 corta o município de Mairiporã na orientação sul-norte, a partir do bairro Parque Suíço da Cantareira, no extremo sul, e Terra Preta (Distrito Industrial) no extremo norte já na divisa com Atibaia.

Mairiporã também possui ligação rodoviária com a cidade de Nazaré Paulista pela extensão da SP-023, normalmente chamada de Estrada do Rio Acima.

Na ligação com a capital paulista destacam-se também outras estradas que cortam a Serra da Cantareira como a Estrada de Santa Inês (que também dá acesso a cidade de Caieiras), a Estrada da Roseira e a SP-008 (Continuação da Avenida Coronel Sezefredo Fagundes que depois passa a se chamar Arão Sahm) popularmente chamada de Estrada Velha de Bragança.

SaúdeEditar

Mairiporã é servida pelos Postos de Saúde da Família (PSF's) localizados nos bairros e pelo principal posto de saúde do município.

Transporte públicoEditar

O transporte público do município é feito por algumas empresas, dentre as quais, a Empresa de Transportes de Mairiporã (ETM) - que é responsável pelos ônibus municipais e intermunicipais - e a Viação Atibaia - responsável por ligar Mairiporã ao município de Atibaia.[37]

Empresa de Transportes de MairiporãEditar

A Empresa de Transportes de Mairiporã foi fundada em 1965 com uma frota de dez ônibus em precárias condições, tendo uma tímida presença no mercado até 1986, quando passou às mãos de João Evangelista Germano. Desde então, João dedicou a sua vida a empresa fazendo-a prosperar e chegar a frota de 75 ônibus quando veio a falecer em 1999.

Os sucessores naturais, seus filhos João Batista e Lúcia Aparecida, assumiram a empresa imediatamente, tendo sempre como meta a evolução da ETM e a melhoria da sua frota[38], e mantendo-a aberta até os dias atuais.

Hoje parte das frotas da ETM são ônibus cedidos pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU-SP).

Municípios limítrofesEditar

Seus limites são São Paulo (ao sul), Atibaia e Bom Jesus dos Perdões (ao norte), Nazaré Paulista (a nordeste), Guarulhos (a sudeste) e Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato (a oeste)[39]

TurismoEditar

 
Vista do centro de Mairiporã com a Igreja Matriz ao pôr do sol

Mairiporã é uma cidade localizada na Serra da Cantareira, ao norte da cidade de São Paulo, e isso lhe proporciona uma posição privilegiada, sendo roteiro de turistas que procuram lugares ligados diretamente com a natureza e tranquilidade.

Pontos turísticosEditar

Pico do Olho D'águaEditar

Muito procurado para contemplação por suas extensas paisagens, voo livre, piqueniques e trilhas de downhill, tem esse nome pelos veios de água que brotam da serra, também é chamado de Morro do Juqueri e é tombado pelo Condephaat. Atualmente existe um projeto que pretende ligar o Pico à rotatória de entrada da cidade através de um teleférico que passaria sobre a Rodovia Fernão Dias.

CruzeiroEditar

Localizado na estrada para o pico, é um símbolo da religiosidade do povo. Possui bela vista panorâmica do centro da cidade.

Represa Paulo de Paiva CastroEditar

Tem seu início no centro de Mairiporã, estendendo-se por dez km até ultrapassar o limite municipal com Franco da Rocha. Represa integrante do sistema Cantareira de abastecimento, é responsável por proporcionar água para mais da metade da população da grande São Paulo. Possui muitas paisagens cênicas e é muito procurada para a prática de esportes náuticos e pesca esportiva e amadora.

Pedreira DibEditar

Parte de um complexo que inclui também um restaurante, a pedreira foi desativada pois durante a mineração houve o estouro de um veio de água que obrigou o abandono do local. Usada para diversão nos finais de semana e gravação de comerciais, a paisagem formada pelas rochas continua atraindo visitantes, muitos interessados em praticar o Rapel em seus paredões.

Rio Juqueri e Sete QuedasEditar

O Caminho do rio Juqueri entre Nazaré Paulista e a represa Paiva Castro também tem interesse turístico, o rio corta a região conhecida como Rio Acima e possui corredeiras ideais para o boia cross, suas margens formam belos circuitos para se fazer a pé ou de bicicleta. Durante o caminho do rio forma-se uma pequena represa que deságua na cachoeira artificial das Sete Quedas, local administrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo voltado para a contemplação da queda d'água. Os acessos são de terra, o entorno mostra áreas gramadas e pouco arborizadas. Banhistas o frequentam nos fins de semana e feriados de sol e calor. Local inadequado para banho público, em face das águas revoltas e falta de segurança e infraestrutura receptiva.

Devido a quantidade de chácaras e sítios, Mairiporã destaca-se também no turismo rural, com a existência de haras, pousadas, acampamentos de férias e clubes de campo. Em Mairiporã fica também um espaço dedicado para a obra de Monteiro Lobato, o chamado Sítio do Pica Pau Amarelo foi licenciado pela Globo Marcas e é um local voltado para a visitação agendada por grupos.

Parque LinearEditar

Construído em 2016, o Parque Linear conta com pista Pump Track para prática de esportes radicais como skate, bike, patins e patinete. Além de ciclovia, playground, pista de caminhada, academia ao ar livre e bosque. Reforçando o aspecto turístico da cidade.

Conta também com um espaço exclusivo para as feiras (que ocorrem as quintas-feiras e aos finais de semana) e eventos que ocorrem no município - antes alocados no espaço onde hoje ficam os demais componentes do parque.

Memorial Municipal de MairiporãEditar

Inaugurado em 11 de junho de 2017 pelo atual prefeito da cidade de Mairiporã, Antônio Aiacyda, o memorial conta hoje com objetos materiais e imateriais do passado histórico da cidade de Juqueri-Mairiporã. Ele vem contando um pouco de nossa história, lendas, costumes, suas Olarias, festas da uva e do gengibre da colonia japonesa (uma das maiores do Brasil), a história da Multifilmes do idealizador Mario Civelli, o Vale da música com suas bandas e fanfarras através da Werill instrumentos musicais, etc.

Através do seu idealizador, o funcionário público Bethos Massucato , esse Memorial vem contando os 411 anos de história da cidade, desde a época de Juqueri Colônia que incluía o Alto de Santana, Serra do Ajuhá - hoje chamada Serra da Cantareira, e cidades de Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato, outrora distritos de Juqueri ou seja, todo o Vale de Juqueri, passando pela República até os dias atuais.

Esse Memorial está localizado atualmente nas dependências da Biblioteca Municipal de Mairiporã e esta aberto à visitações.

Museu de arqueologia industrial Thomaz CruzEditar

O museu foi construído em 2006 pelo dr. Thomaz Cruz[40], e possui máquinas a vapor, máquinas de tear e outras máquinas que lembram a evolução das máquinas por todos esses anos até os nossos dias.

Outros fatores turísticosEditar

O centro de Mairiporã é repleto de lojas, bares e restaurantes proporcionando opções de lazer e compra. Na área central, podemos destacar também a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro (principal igreja da cidade) e o Dique artificial que separa o centro do leito do Rio Juqueri e passa pelo Espaço Viário Mario Covas (área usada para estacionamento, recreação, feiras e eventos) e o Bosque da Amizade onde a população pratica recreação, pesca amadora e caminhadas.

Mairiporã possui grande quantidade de hotéis e pousadas, inclusive hotéis de luxo. A cidade também é famosa por suas trilhas para downhill, as principais são a trilha do Saracura com acesso pela Estrada da Bucólica e a Trilha dos Macacos com cachoeiras com acesso na Estrada da Roseira, no alto da serra da Cantareira.

EventosEditar

Os principais eventos incluem o aniversário da cidade (27 de março), carnaval de rua, festa da primavera, romaria das águas, cavalgada, Eco Fest Adventure, tapete de Corpus Christi, festa de Nossa Senhora do Desterro, festa de Bom Jesus da Pedra Fria no distrito de Terra Preta, feira de produtos orgânicos, procissão de veículos no dia de São Cristóvão, encontro nacional de motociclistas e outros pequenos eventos organizados ao longo do ano relacionados ou não com as paróquias e associações municipais, congressos e assembleias das Testemunhas de Jeová que atraem milhares de pessoas por semana e alguns eventos incluem também etapas de competições como as do Navega São Paulo e de campeonatos como Campeonato Paulista de Triathlon.

No carnaval de rua, temos a participação de diversos blocos carnavalescos, dentre os quais destacam-se: Bloco Maria Sapatão – Região Central; Bloco Vem Kum Nóis – Vila Nova; Bloco Fernão Dias – Jardim Fernão Dias; Bloco Esporte Clube Mairiporã – Centro; Bloco Caprichosos – Parque Náutico; Bloco dos Sujos – Jardim Lúcia II, Distrito de Terra Preta.[41]

Além desses eventos, desde 2014 a Aliança das Igrejas Evangélicas do município organiza, anualmente, a Marcha para Jesus conforme garantido pela Lei Municipal nº 3444 de 1 de setembro de 2014[42] que estabelece o evento na segunda semana do mês de março. Nesse evento, os evangélicos reúnem-se em uma caminhada organizada até uma das praças locais, onde é feito um show com bandas e cantores locais como Banda Baque, Pastor e Cantor Rai Cezar, além de cantores e bandas conhecidas no Estado, dentre o qual Ton Carfi.[43]

Cidade-IrmãEditar

Desde 18 de Junho de 2018 , o município foi declarado, através da lei n° 3767, cidade-irmã de Stepanakert, capital da autodeclarada República de Artsaque.[44]

Ligações externasEditar

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