Manoel Junior

Manoel Junior
Vice-prefeito de João Pessoa
Período 1 de janeiro de 2005
até 31 de janeiro de 2007
1 de janeiro de 2017
até a atualidade
Prefeito Ricardo Coutinho
Luciano Cartaxo
Deputado Federal pela Paraíba
Período 1º de fevereiro de 2007
até 31 de dezembro de 2016
(3 mandatos consecutivos)
Deputado Estadual da Paraíba
Período 1 de fevereiro de 2003 até 10 de janeiro de 2005
Prefeito de Pedras de Fogo
Período - 1989 até 1992
- 1997 até 2000
- 2001 até 2002
Dados pessoais
Nome completo Manoel Alves da Silva Junior
Nascimento 21 de fevereiro de 1964 (56 anos)
Pedras de Fogo, Paraíba
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Lucila Ribeiro Alves
Pai: Manoel Alves da Silva
Partido PMDB
Profissão Médico

Manoel Alves da Silva Junior (Pedras de Fogo, 21 de fevereiro de 1964), mais conhecido como Manoel Junior, é um médico e político brasileiro. Atualmente, é vice-prefeito da capital paraibana, João Pessoa.[1]

BiografiaEditar

Formado em medicina pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pós-graduado em cirurgia geral pelo Hospital Getúlio Vargas, foi prefeito de Pedras de Fogo por três mandatos, deputado estadual da Paraíba, vice-prefeito de João Pessoa e exerceu por três mandatos consecutivos o cargo de deputado federal pelo estado da Paraíba.

Foi também administrador do Hospital Distrital de Pedras de Fogo, entre 1987 e 1988, presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba, de 1997 a 2002, e secretario-geral da Confederação Nacional dos Municípios, de 1998 a 2002.

Nas eleições municipais de 2016, candidatou-se a vice prefeito da capital paraibana, na chapa encabeçada pelo então prefeito, Luciano Cartaxo, o qual tentava a reeleição, saindo vencedores logo em primeiro turno.[2] Em 30 de dezembro de 2016 anuncia a renúncia do cargo de Deputado Federal para assumir, pela segunda vez, o cargo de vice-prefeito de João Pessoa.[1]

Nas eleições de 2018, filiado ao Partido Social Cristão, voltou a ser candidato a deputado federal e obteve 30.311 votos, não conseguindo êxito[3].

PolêmicasEditar

Em 2011 a Presidente Dilma Rousseff vetou o nome de Manoel Júnior para o Ministério do Turismo por seu envolvimento no assassinato do vereador José Barros, em 2000, no município de Pedras de Fogo. Apesar de ser citado na CPI da Pistolagem, e haver testemunhas que atestam sua participação em grupos de extermínio da Paraíba. O relatório da CPI, presidida pelo deputado Bosco Costa (PSDB-SE), foi feito pelo deputado Luiz Couto (PT-PB) e aprovado em novembro de 2005.

À época, em uma rádio local, uma das testemunhas do caso Manoel Mattos, vereador petista morto em Pedras de Fogo por um grupo de extermínio, denunciou que o deputado teria pago R$ 40 mil para encomendar o crime.[4]

No momento em que a Operação Lava-Jato revelou a existência de dezenas de contas de políticos e dirigentes da Petrobras no exterior, o Poder Executivo enviou ao plenário da Câmara dos Deputados o projeto de lei que permitia a repatriação de ativos enviados para fora do país sem aviso à Receita Federal. A proposta chegou cercada de polêmica. Seu relator, o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), fez uma série de alterações que poderiam abrir as portas para a legalização de dinheiro decorrente de crimes como descaminho, caixa dois e formação de quadrilha.

O projeto da repatriação que foi encaminhado pelo governo ao Legislativo permitia a legalização de dinheiro remetido para o exterior, desde que ele fosse decorrente de sonegação fiscal, evasão de divisas ou lavagem de dinheiro relacionado ao envio desses valores. O objetivo era arrecadar cerca de R$ 11 bilhões com o pagamento de Imposto de Renda e multar quem obteve o dinheiro legalmente no Brasil, mas tentou escondê-lo do Leão.

Manoel Júnior, no entanto, incluiu na proposta recursos decorrentes de qualquer lavagem de dinheiro, caixa dois, descaminho, falsidade ideológica e até formação de quadrilha relacionada diretamente a esses crimes. Acrescentou ainda a anistia aos envolvidos. Esse benefício só não valerá para pessoas que tenham uma condenação transitada em julgado (sem a possibilidade de recursos).

A proposta do Executivo fixava o valor do Imposto de Renda a ser pago pelos recursos repatriados em 17,5%, mais 17,5% de multa, num total de 35%. Uma parte da arrecadação obtida com esse pagamento seria destinada à criação de um fundo de compensação para os estados pela reforma do ICMS. No entanto, o relator acabou com essa vinculação e ainda reduziu os percentuais para 15% de Imposto de Renda e 15% de multa, chegando a um total de 30%.[5]

O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) afirmou, em plenário, que o projeto "parece servir para regularizar a situação de réus ou de investigados da Operação Lava Jato". "É como se o Estado brasileiro estivesse cobrando propina para liberar o crime", criticou também da tribuna o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE).[6]

Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[7]

Manoel Júnior ficou conhecido por fazer parte da chamada "Tropa de Choque de Cunha", grupo composto por 9 (nove) Deputados Federais que teve como objetivo obstar no Conselho de Ética todas as tentativas de investigação e punição do Presidente da Câmara Eduardo Cunha, o qual tem contas em seu nome na Suíça. Trabalhou ativamente na campanha do colega de partido à presidência da Câmara. Ele é amigo de Cunha e, de acordo com reportagem da revista Época, cantou seis músicas em festa de aniversário de Cunha em Brasília. No Conselho de Ética, é um dos deputados mais atuantes na defesa de Cunha. Manoel Junior costuma apresentar reiterados questionamentos nas sessões do Conselho de Ética, como uma manobra para adiar ao máximo o andamento do processo.[8]

Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[7] posteriormente, foi eleito vice-prefeito de João Pessoa, renunciando ao mandato de deputado. Em seu lugar, na 55.ª legislatura, assumiu André Amaral.

Escândalo das passagens aéreasEditar

Em 2009 foi revelado que Junior envolveu-se no escândalo das passagens aéreas, crise política brasileira sobre o uso irregular da cota de passagens aéreas por parlamentares do Congresso Nacional. À época, Junior era o quarto suplente da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e usou a cota para viajar a Buenos Aires[9][10][11][12].


Referências

Ligações externasEditar