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A Mansão Matarazzo foi um casarão da Avenida Paulista, em São Paulo, Brasil, construído em 1896, pelo conde Francesco Matarazzo, imigrante italiano e patriarca dessa família. A mansão ocupava o número 1230 da Avenida Paulista, na esquina com a Rua Pamplona.[1]

CaracterísticasEditar

O palacete foi construído em estilo neoclássico, com área de 4.400 metros quadrados, implantado num terreno de doze mil metros quadrados de jardins. Contava com dezenove quartos, dezessete salas, três adegas, refeitórios, uma cozinha com azulejos até o teto e uma biblioteca repleta de livros raros. A decoração interior era composta por móveis venezianos, portas florentinas, mesas chinesas, pratarias e porcelanas de diversas proveniências, quadros de elevado valor de Rubens, Brueghel e Canaletto. A encimar a fachada, estava o brasão dos Matarazzo, esculpido em mármore travertino. A casa foi cenário de festas grandiosas, frequentadas pela alta sociedade paulistana.[1]

Tombamento e anulaçãoEditar

A Mansão Matarazzo foi tombada em 1989, a contragosto da família, numa polêmica disputa judicial entre os Matarazzo e a Prefeitura de São Paulo, à época dirigida pela prefeita Luiza Erundina, que pretendia instalar no imóvel o Museu do Trabalhador. A família, que exigia uma indenização milionária, ainda tentou implodir o imóvel durante uma madrugada, por meio de uma bomba colocada no porão do edifício. Embora a implosão não tenha derrubado a casa, comprometeu sua estrutura. O projeto do museu não foi adiante e, em 1994, a família conseguiu reverter o tombamento e reaver a mansão.[1][2]

DemoliçãoEditar

O processo de demolição começou em 1996, ano do centenário da mansão. O terreno foi vendido à Cyrela Commercial Properties e a uma empresa do grupo Camargo Corrêa, por 125 milhões de reais, que no local construiu o Shopping Cidade São Paulo.[1][2] Até 2011, existia no local um estacionamento. Em março desse ano foi dado alvará para o início das obras de construção do shopping, não havendo mais nada tombado no terreno.[3]

Referências