Abrir menu principal

Manuel Inácio de Sampaio e Pina Freire

Manuel Inácio de Sampaio e Pina Freire
Nascimento 7 de agosto de 1778
Morte 7 de agosto de 1856 (78 anos)

Manuel Inácio de Sampaio e Pina Freire (7 de agosto de 1778 - 7 de agosto de 1856), foi um administrador colonial português.[1] [2]

BiografiaEditar

Governador do CearáEditar

Foi governador-geral da capitania do Ceará, de 1812 a 1820. Durante sua gestão no Ceará agilizou a urbanização de Fortaleza, através dos projetos de seu ajudante de ordens, o engenheiro militar Silva Paulet.[3] [4] [5] [6]

Tomou posse no cargo de governador do Ceará, em 19 de março de 1812. Ficou conhecido tanto pelas iniciativas que impulsionaram o progresso da província, quanto pela fidelidade ao governo central português. Foi o primeiro administrador a incentivar as artes e as letras no Ceará; criou os Correios e a alfândega; construiu novos edifícios públicos, entre os quais o mercado municipal. No quesito servilismo, mandou que a população da vila de Fortaleza festejasse com luminárias, por três noites consecutivas, o nascimento do filho de D. Pedro Carlos, o infante D. Sebastião de Bourbon e Bragança. Quando foi notificado da morte de D. Maria I (primeira rainha reinante de Portugal), em 15 de junho de 1816, determinou que todo povo da vila e distritos vestisse luto rigoroso por seis meses e aliviado por outros seis. Ainda no Ceará, enfrentou revoltas populares e organizadas, tal como a Revolução Pernambucana, ou "Revolução de 1817", e suas extensões, o "movimento de 17 no Ceará". No Ceará, Bárbara de Alencar, pernambucana radicada no Cariri, e seu filho, Tristão Gonçalves, aderiram a esse movimento, mas foram detidos pelo Capitão-mor do Crato, José Pereira Filgueiras, por ordem do governador cearense Manuel Inácio de Sampaio. [7] [8] [9] [10] [11]

Governador de GoiásEditar

Também foi governador-geral da capitania de Goiás. Por volta de 1821, os ares de revolta revolucionária chegaram às terras goianas, onde hoje é o estado do Tocantins. Sob a liderança do cônego Luiz Bartolomeu Marques, de José Cardoso de Mendonça e de Lucas Freire de Andrade; que em 14 de agosto de 1821 realizou-se uma fracassada tentativa de deposição do governador da Capitania, Manuel Inácio de Sampaio. O movimento, chamado "Nativismo do Norte", tinha também os capitães Felipe Antônio Cardoso e Francisco Xavier de Barros na sua composição. Mesmo diante do insucesso do movimento, a semente for plantada em Goiás, inspirando, inclusive, o efêmero “Governo Provisório da Província de São João da Palma" sob a iniciativa do desembargador Joaquim Teotônio Segurado. Segue então Manuel Inácio neste cargo até a Independência do Brasil em 1822. [12] [13] [14] [15]

HomenagensEditar

A rua Governador Sampaio no centro de Fortaleza, recebeu esse nome em homenagem a esse governante português.. Ao voltar a Portugal recebeu da rainha Maria II o título nobiliárquico de visconde, tornando-se então o primeiro Visconde de Lançada.[16]

FamíliaEditar

Casou-se, em 1 de fevereiro de 1826, com Helena Teixeira Homem de Brederode, com quem teve dois filhos:

Referências

  1. Ceará, Instituto do (1955). Revista do Instituto do Ceará. [S.l.: s.n.] 
  2. Farias,Airton, de (26 de janeiro de 2016). História do Ceará. [S.l.]: Armazém da cultura. ISBN 9788584920174 
  3. Dantas, Eustógio Wanderley Correia; Silva, José Borzachiello da; Costa, Maria Clélia Lustosa (2009). De cidade a metrópole: (trans)formações urbanas em Fortaleza. [S.l.]: Eustogio Wanderely Correia. ISBN 9788572823517 
  4. Rodrigues, Antonio Paiva (1 de novembro de 2006). Crônicas E Relatos. [S.l.]: Clube de Autores 
  5. User, Super. «Manuel Inácio de Sampaio (Governador». portal.ceara.pro.br (em inglês). Consultado em 2 de abril de 2018 
  6. «Os Outeiros e seus integrantes | O Estado CE». www.oestadoce.com.br. Consultado em 2 de abril de 2018 
  7. «O Governador Sampaio». www.fortalezaemfotos.com.br. Consultado em 2 de abril de 2018 
  8. «Navegação por autor "Ceará. Governador (1812-1820: Manuel Inácio Sampaio)"». bdlb.bn.gov.br. Consultado em 2 de abril de 2018 
  9. «O Padre Domingo da Mota Teixeira e a Vigararia de Icó» (PDF). Instituto do Ceará - 1954 
  10. «Publique! - A Revolução de 1817». www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br. Consultado em 2 de abril de 2018 
  11. User, Super. «Comando da 10ª Região Militar - Bárbara de Alencar». www.10rm.eb.mil.br. Consultado em 2 de abril de 2018 
  12. Brasil, Antônio Americano do; Borges, Humberto Crispim (1980). Pela história de Goiás. [S.l.]: UFG Editora. ISBN 9788585003012 
  13. Amorim, Victor Aguiar Jardim de (30 de junho de 2015). Pelo sangue: a genealogia do poder em Goiás. [S.l.]: Editora Baraúna. ISBN 9788543704487 
  14. Razente, Nestor (2 de fevereiro de 2017). Povoações abandonadas no Brasil (em inglês). [S.l.]: SciELO - EDUEL. ISBN 9788572169080 
  15. Vieira, Martha Victor. «Disputas políticas, cidadania e legitimidade representativa em Goiás (1821-1823)» (PDF). Consultado em 2 de abril de 2018 
  16. «Cópia arquivada». Consultado em 9 de dezembro de 2008. Arquivado do original em 16 de abril de 2010 

Ver tambémEditar