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VidaEditar

Nascido depois da queda de Constantinopla (29 de maio de 1453), provavelmente em 1455,[1] Manuel passou sua infância na Moreia (Peloponeso) até que a família se viu obrigada a fugir em 1460 para Corfu. Seu pai, Tomás, abandonou a família e seguiu para Roma, onde foi recebido como imperador bizantino em 7 de maio de 1461. A mãe de Manuel morreu em agosto de 1462, mas ele e o irmão mais velho, André, só se juntaram ao pai uns poucos dias antes de sua morte em 1465.[2] Nos anos seguintes, os dois irmãos foram criados pelo cardeal Bessarion.[3] Pio II deu-lhe uma pensão mensal de 50 ducados para cada um, mas o benefício terminou com sua morte em 1465. Seu sucessor, Sisto IV não foi tão generoso.[4][5]

Depois de muitos vivendo como exilado, Manuel surpreendeu a sociedade romana ao retornar para Constantinopla e entregar-se a mercê do sultão Maomé II, o Conquistador. Em troca de seus direitos ao trono imperial, o sultão deu-lhe uma propriedade e uma pensão confortável.[4] Ele se casou com uma mulher de nome desconhecido e teve dois filhos: João, que morreu na infância, e André, que se converteu ao islã. Embora Runciman identifique este André com um oficial da corte otomana chamado Mehmet Paxá, pesquisas subsequentes demonstraram que são duas pessoas diferentes.[5][6]

AncestraisEditar

Referências

  1. Polemis 1968, p. 163.
  2. Runciman 1969, p. 182.
  3. Nicol 1996, p. 98.
  4. a b Nicol 1994, p. 115.
  5. a b Runciman 1969, p. 183.
  6. Nicol 1994, p. 115f; 116 n. 15.

BibliografiaEditar

  • Nicol, D. (1994). The Immortal Emperor. Cambridge: Canto Paperbacks 
  • Nicol, Donald M. (1996). The Byzantine Lady: Ten Portraits, 1250-1500. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 0521576237 
  • Polemis, Demetrios I. (1968). The Doukai: A Contribution to Byzantine Prosopography. Londres: The Athlone Press. ISBN 0-19-504652-8 
  • Runciman, Steven (1969). The Fall of Constantinople 1453. Cambridge e Londres: Cambridge University Press